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Direito de resposta
Mensagem enviada por António Jorge
"Peço desculpa, mas, é mais um acto de grande cobardia do senhor “Sousa”, procurar impedir que refute mais esta atoarda com a qual procura ferir o meu carácter e dignidade. Por isso, agradeço ao administrador me conceda o direito de resposta.
“Excelentíssimo Sousa”!
Confesso que se antevia viesse a ficar tão miudinho nos argumentos e este diálogo desse tanto “pano”, tinha sido mais zeloso na exposição dos meus. Talvez até tivesse sido melhor articular a coisa.
Relativamente à história do Sol, “Sousa”, deve-se ao facto do meu Messenger ter estado especialmente concorrido e, apesar de tudo, os nomes aos quais associo um rosto ainda me merecerem mais atenção e consideração.
Relativamente à atoarda a sugerir um eventual favorecimento e/ou cunha, também não é por aí “Excelentíssimo Sousa”! Mas, como isto até tem tido algumas visitas, e não vá alguém tomar por factos aquilo que são meras atoardas, vamos aos factos. De resto, até te agradeço a oportunidade, não vá o disse que disse…
Quando entrei para a faculdade de Direito da Universidade Lusíada do Porto, o nosso comum e honrado amigo Dr. Manuel Monteiro era, exclusivamente, Professor do Curso de Relações Internacionais.
Por essa altura, eu era ainda militante da JSD e PSD, embora já muito desgostado com alguns podres e com a intenção de abandonar essas militâncias.
Mas, ainda assim, continuei e até desenvolvi algum trabalho no seio daquela instituição. Fui sócio-fundador do NESDULP – Núcleo de Estudantes Sociais Democratas da Universidade Lusíada do Porto, Organizamos algumas visitas à Assembleia da Republica, a Estabelecimentos Prisionais, Tribunais e organismos algumas conferencias e tertúlias. É neste contexto que conheço o Pedro Passos Coelho e, imagine-se, é ele que me dá motivação para abandonar o PSD. Também neste contexto, conheço e sou convidado a participar em algumas tertúlias organizadas por ilustres personalidades que andavam já a gizar um novo partido. O nosso comum, honrado e amigo Dr. Manuel Monteiro não andava por lá!
Entretanto, talvez por fazer questão de ir a todas as aulas e dedicar algumas horas à Biblioteca da Universidade, transitei, muito naturalmente, do 1º para o 2º e do 2º para o 3º anos do curso. Alguma ajudinha? Desconheço!
A ideia de um novo projecto politico de Direita agradou-me, e foi com muita naturalidade que passei a participar nos trabalhos de constituição e fundação do Partido da Nova Democracia. É aqui que conheço pessoalmente o Dr. Manuel Monteiro.
Entretanto, continuei com empenho o meu principal objectivo e cheguei ao 5º e último ano do meu curso, volvidos cinco anos, após me matricular naquela Universidade.
É nesse meu último ano que se dão algumas coincidências que, agora, permitem lançar atoardas deste tipo.
Dá-se a coincidência do nosso comum amigo Dr. Manuel Monteiro leccionar a cadeira de Direito Constitucional II, da vertente de Publicistas. Não fosse a minha sensibilidade por esta área e ainda levava com a possibilidade de ter optado por esse ramo, só para o Dr. Monteiro me abrir melhor a porta. Sim! Porque já estava de saída. Se apanhasse a reforma de Bolonha, já nem lá andava. Mas, ainda bem que, por pouco, fui formado à maneira antiga.
Contudo, dá-se a coincidência, feliz coincidência, de tanto eu como o Dr. Monteiro sermos avessos a favorecimentos e outras coisas que tais. Talvez, por isso, não se deva estranhar que com ele simpatize e por ele nutra boa dose de admiração.
O esforço por não confundir as coisas foi tal que até causou estranheza nos meus colegas. Mas, rapidamente se aperceberam do jaez das pessoas em causa. Foi unânime o agrado pela postura e isenção daquele Professor.
Talvez eu até tenha saído prejudicado. Porém, com muita honra. Dizia muitas vezes em casa se houvesse de chumbar a alguma cadeira, que fosse àquela. Foi o único 10 do meu 5º e último ano do curso.
Mas, ainda se havia de dar outra coincidência. O Prof. Manuel Monteiro é indicado para júri da minha última oral, a História da Cultura Portuguesa, ultima cadeira do meu curso, a que, afinal, obtive 16. Não fosse eu gostar tanto de História e até se via aqui o trinque para a abrir a porta de saída. Mas, também não foi por aí!
Nessa altura andávamos bastante próximos, nomeadamente em campanhas, e, por isso, ele próprio, já me havia dito que ía pedir para sair da sala quando chegasse à minha oral. Não foi necessário! A minha oral foi agendada para a manhã e o Dr. Monteiro integrou o júri, apenas, à tarde. Consegue-se descortinar alguma cunha e/ou favorecimento???
Ah! Nesse mesmo dia, à noite, o Dr. Monteiro ligou-me e convidou-me a ir fazer um estágio a Bruxelas. Por várias razões, e contra a opinião de algumas pessoas próximas, não aceitei.
Juntamente com um amigo social democrata, natural de Viseu, fui estagiar para um escritório em Matosinhos, onde, por acaso, um dos associados, é um ilustre e renomado dirigente do Partido Socialista.
“Excelentíssimo Sousa”!
Aproveita o tanto que sabes e, nomeadamente, a proximidade com o Dr. Manuel Monteiro, que aqui ofendes no carácter e honorabilidade, para confirmar esta versão.
Ups! Que lá se foi a hora de almoço!"
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