|
Tomo como príncipio exacto, esta segunda fase da variante, como uma vitória pessoal do bacharel Neves. Sempre cri que uma obra desta energadura seria da responsabilidade de toda uma equipa, e como tal, uma vitória dessa equipa. Inquieta-me que esta seja uma vitória pessoal.
O Simôn (grande orador deste fórum) alertou que o problema não está numa simples estrada. E se resolve uns, pode trazer outros.
Mas o que me leva a escrever neste tópico é o traçado da variante. Já muito se disse por onde devia passar, por onde passou, por onde vai passar, mas não é nessa vertente de que eu quero falar.
O PMGSousa alertou para o atraso nas obras públicas em Portugal. E que é importante que a variante seja concluída, quer demore 5 ou mais anos. Isso é realmente preocupante por uma razão: se há conhecimento prévio dessa situação, o gabinete de planificação ao fazer o estudo de viabilidade da variante não o pode fazer a pensar em hoje, mas daqui a 10 anos.
Isto é de simples compreensão: tendo como partida o troço já concluído, a variante não é alternativa para daqui a 5/10 anos quanto estiver concluída. Onde anda a planificação de uma obra desta envergadura? Todos nós devemos ter presente a imagem do Marquês de Pombal e fazer planificações a longo prazo.
|