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Encerramento das escolas em Arouca (1 a ver) (1) Visitante
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TÓPICO: Encerramento das escolas em Arouca
#5289
Encerramento das escolas em Arouca há 2 Anos, 4 Meses Carma: 1  
Notícias publicadas no arouca.biz:

Vinte e quatro escolas devem encerrar
O Primeiro de Janeiro , 01-Fev-2006
O Ministério da Educação quer encerrar 24 escolas do ensino básico nos concelhos de Arouca e Vale de Cambra. “Doze no Agrupamento de Escolas de Arouca, três no Agrupamento de Escolas de Escariz e nove no Agrupamento de Escolas do Búzio, em Vale de Cambra”, especificou, em comunicado, a Área Sindical de S. João da Madeira do Sindicato dos Professores do Norte (SPN).
Defendendo a ideia que as crianças necessitam de condições para fazerem uma escolariedade adequada e de que as comunidades têm o direito em preservar a sua identidade, a filial do SPN realizou, ontem, uma conferência de imprensa, junto da Escola EB 1 de Albergaria da Serra, em Arouca, para denunciar esta situação.
Segundo a direcção da Área Sindical, os alunos vão ser deslocados destas escolas para instituições de ensino mais afastadas mas “com condições idênticas as que tinham”. Denunciando que das 13 escolas que vão receber as crianças, a maior parte tem escassos e pouco diversificados materiais didácticos e que somente quatro têm cantina. A associação adianta que as turmas são constituídas por alunos de vários anos de escolaridade, o que implica um trabalho acrescido por parte dos professores.
No comunicado, o sindicato salienta o facto de não haver nenhuma garantia “de reforço orçamental das autarquias de modo a garantir o acréscimo de despesas que terão em transportes escolares”. A mesma situação também se verifica no que respeita a investir na construção e equipamentos escolares devidamente equipados, como cantinas, salas de aula ou espaços desportivos.
De acordo com a associação sindical, em Setembro deste ano, a situação será pior que a actual, pois “os alunos estarão numa escola de idêntica falta de condições, mas mais longe de casa, com os consequentes transtornos para as famílias e autarquias”. Com esta decisão, a taxa de desemprego entre os professores do primeiro ciclo aumentará, alerta a associação. Para o sindicato, o Ministério é o único que beneficia com esta medida, “que poupa uns troquitos à custa do emprego de uns tantos professores”, critica.
A associação entende que o fecho destas escolas acentua a desertificação rural e serrana


Alunos vão ter aulas em contentores
JN , 17-Ago-2006
Cerca de duas centenas de alunos de escolas do primeiro ciclo do Ensino Básico que encerraram no concelho de Arouca vão passar os próximos três anos a ter aulas em contentores. Os estabelecimentos de ensino foram fechados por ordem do Ministério da Educação, sem que as escolas de acolhimento tivessem capacidade para o esperado acréscimo de estudantes. A solução encontrada foi alugar 23 contentores pelos quais a autarquia vai pagar, pelo contrato de um ano, 40 mil euros. Depois, terá que efectuar um novo concurso público de aluguer, que durará até que estejam concluídos os novos centros escolares.
Esta medida está a ser duramente criticada pela Oposição em Arouca, que acusa a autarquia de não fazer valer os interesses dos alunos e do concelho.
O vereador do PSD, Óscar Brandão, acusa o presidente da Câmara, Artur Neves, de ter tomado a decisão "à revelia do Executivo" e, adianta, "subjugando-se a uma visão tecnocrática do Ministério, levando o Município a gastos substancialmente elevados no aluguer dos contentores e no transporte dos alunos".
Óscar Brandão afirma, ainda, que a autarquia está a recuperar espaços escolares que, "já se sabe, vão encerrar a curto prazo".
O vereador José Luís Silva, do movimento Unidos por Arouca, diz ser "lamentável que os alunos sejam colocados em contentores quando há escolas com infra-estruturas que vão ser abandonadas". O autarca adianta que a decisão foi apresentada como "um dado adquirido sem a Câmara ter evidenciado todos os esforços e defendido os interesses dos alunos e do Município".
A Oposição lembra que, em Janeiro, a autarquia aprovou, por unanimidade, uma moção onde era referido que não tinha "possibilidades de responder cabalmente às exigências da construção de novos centros escolares (com refeitórios, recursos pedagógicos e didácticos adequados e de espaços de qualidade para ocupação de tempos livres) e mesmo no transporte de alunos".
Para o presidente da Câmara as acusações da Oposição são "uma falsa questão". Artur Neves refere que não podia "fazer tábua rasa da decisão do ministério" e que, "não era boa política haver escolas com poucos alunos e sem condições". Garante que os novos espaços têm "condições magníficas de aprendizagem, onde se inclui climatização, que em algumas salas antigas não existiam". "Só a Oposição está contra esta mudança", diz Artur Neves.


Encerramento de Escolas do 1º Ciclo. Câmara aprova moção proposta pelo PSD
Arouca.biz , 01-Fev-2006
A moção foi apresentada pelos veredaores do PSD tendo depois sido alterada em contexto de reunião e aprovada por unanimidade.
“Tendo sido tornado público a intenção do Ministério da Educação em encerrar este ano, no concelho de Arouca, dezasseis escolas da rede do 1° Ciclo e considerando que esta medida não tem consigo a preocupação de acautelar em conjunto de pressupostos, nomeadamente os de que:
As escolas com menos de 20 alunos são exactamente aquelas que se situam nas aldeias mais desfavorecidas económica e culturalmente, onde são baixas as taxas de escolarização das famílias;
Esta decisão não acautela nem o interesse das crianças – sendo elevados os custos, dado que se inicia um novo processo de (re)sociabilização - e das famílias;
O Município de Arouca não ter possibilidades de responder cabalmente às exigências da construção de novos centros escolares (com refeitórios, recursos pedagógicos e didácticos adequados e de espaços de qualidade para ocupação de tempos livres) e mesmo no transporte de alunos;
Que o Governo ainda não tomou as medidas adequadas, mobilizando os recursos financeiros indispensáveis à reorganização da rede escolar no 1° CEB;
Que não foi ouvida a comunidade educativa;
Que a Carta Educativa de Arouca ainda não está concluída;
Em função do exposto,
A Câmara Municipal de Arouca, reunida em 17 de Janeiro de 2006, manifesta, por unanimidade, a sua preocupação na imediata implementação desta medida. Neste contexto, este órgão apela ao Governo que estas alterações sejam implementadas de uma forma faseada (ao longo dos próximos quatro anos) de modo a permitir que o município possa criar condições logísticas e infra-estruturais para que o processo decorra com toda a dignidade para educandos, educadores, pais e encarregados de educação e, acima de tudo, para as populações visadas, desde que o Ministério da Educação garanta os meios financeiros para a implementação das intenções que agora são tornadas públicas.”

Aprovada por unanimidade moção contra fecho de escolas
Jornal de Notícias , 28-Jan-2006
A população de Arouca está apreensiva com a possibilidade de fecho de 16 escolas da rede do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Dando voz a essas preocupações, a Câmara Municipal aprovou uma moção, proposta pelos vereadores do PSD e subscrita por unanimidade, que manifesta a apreensão pelo propósito do Governo em encerrar as escolas que, entre outras características, tenham menos de 20 alunos.
O presidente da Câmara, José Artur Neves, afirmou, ao JN, que a maioria dos membros da Câmara, incluindo a Oposição, "compreendem a necessidade de algumas alterações na rede escolar", mas realça o facto de não estarem garantidas as necessárias alternativas.

O autarca diz que reuniu com a responsável pela Direcção Regional de Ensino do Norte, a quem transmitiu a necessidade de serem disponibilizados meios financeiros para colocar em prática um sistema de cantinas escolares e rede de transportes eficazes.


CDU - Comunicado sobre «O encerramento das escolas»
CDU , 19-Jan-2006
«O encerramento das escolas»

Perante a anunciada vontade do governo de encerrar dezasseis escolas do nosso concelho e considerando que:
- encerrar uma escola é sempre acelerar o processo de desertificação de uma aldeia;
- as distâncias a percorrer pelas crianças são enormes, obrigando meninos de sete e oito anos a sair de casa de madrugada e a regressar quase noite;
- Algumas das escolas para onde querem enviar as crianças não têm o mínimo de condições de acolhimento (algumas não têm cantina, noutras faltam salas de aula);
- O que as aldeias precisam não é que se lhes retirem serviços, mas sim que se criem mais (de saúde e outras infra-estruturas) de forma a promover o desenvolvimento e fixar as pessoas:
- Só uma atitude de firme resistência poderá travar esta intenção do governo que se diz socialista. A CDU – Coligação Democrática Unitária, fiel aos seus princípios e aos compromissos que assumiu junto à população do concelho:
- protesta veementemente contra esta intenção do governo do engenheiro José Sócrates;
- exige que os orgãos autárquicos, Juntas de Freguesia, Câmara Municipal e Assembleia Municipal, tomem posição sobre o assunto e defendam os interesses das pessoas e do concelho;
- apela à população para que se organize e faça ouvir a sua voz;
- manifesta toda a disponibilidade para participar em todas as lutas e exigir que sejam revistas todas as situações (que são a grande maioria) que constituem um crime contra os interesses das crianças, da população, das aldeias e do concelho.

Arouca 12 de Dezembro de 2005

A Comissão Concelhia da CDU


QUEREM FECHAR DEZASSEIS ESCOLAS EM AROUCA

MALDITOS SEJAM
O governo quer encerrar as escolas de Albergaria da Serra, Vila Nova (Alvarenga), Rio de Frades, Vila Viçosa, Telhe, Fuste, Parada, Santa Maria do Monte, Ribeira, Souto Redondo, Soutelo, Bouça, Lázaro e Agras.
Os senhoritos, vaidosos e ignorantes do país real que somos, que pincharolam nos corutos do dinheiro e da governação – sempre os mesmos, do governo para as grandes empresas e destas para o governo – arrumam as dificuldades com uma ordem emanada das suas iluminadas cabeças: feche-se! Sem mais, fechem-se as escolas, fechem-se os serviços de urgências dos centros de saúde, fechem-se os concelhos, se necessário, em especial se serranos ou do interior forem.
É tempo, meus amigos, de desenterrar os fueiros que hajam sobejado da voracidade do tempo e ensarilhá-los sobre as cabeças que nos desprezam e, sem pestanejo, nos cavam o deserto de almas e, de novo, a estranja como destino.
Vão fechar dezasseis escolas do ensino básico, quase tantas como as que ficarão a funcionar. Fechar, expulsar os meninos e os mestres, condenar à fogueira as mesas e cadeiras e, depois, deixar que os edifícios virem casebres abandonados, até à consumação total.
Peroram, os sabichões, que as escolas têm poucos alunos, que isso leva muito dinheiro a ensinar o a, b, c aos serranitos e que estes melhor aprenderão em outras turmas, com mais companheiros, conseguindo-se também – fique-se de boca aberta perante a generosa grandiloquência do conceito – uma maior e melhor socialização!
Deixemo-los, por agora, com a verborreia criminosa em que se comprazem e coloquemos nós os pés no chão sagrado e real que nos viu nascer.
Viu-se a nossa gente, os pais de família e os rapagões na flor da idade, obrigada a emigrar ou demandar outras paragens do litoral, porque as dificuldades eram muitas e não há mais natural direito que o de procurar uma vida melhor. Com isso se despovoaram as aldeias e esmoreceu o desejo de voltar. Com isso, fruto do desprezo a que o interior sempre foi votado, minguaram os casais jovens e, com eles, a prole em idade escolar.
Um país que seja pai, uma pátria que estremeça como mãe protectora, tudo deverá fazer para inverter o rumo deste destino. Criar condições, para que as pessoas aqui se fixem, revitalizar os lugares, as freguesias e os concelhos, trazer o equilíbrio a este país que perigosamente se inclina para o litoral e que, de tanto inclinar, um dia se afundará nas águas revoltas que as injustiças trazem.
Fecham-se as escolas por terem poucos alunos? Então porque vai encerrar a das Agras, em Mansores, onde dezasseis meninos aprendem e se prevê a entrada de mais alguns no próximo ano lectivo?
Querem que percebamos, e nós temos poder de entendimento, tomem-nos por tudo menos por tolos, que um aluno tem melhores condições de aprendizagem e, sobretudo, integral crescimento numa escola com mais alunos? Concedamos que em alguns casos assim é, mas o drástico de uma medida destas tem de ser entendido no complexo de um processo de equilibrado desenvolvimento.

A grande batalha que temos nas nossas aldeias, especialmente nas da Serra, é a do combate à desertificação e da sua revitalização como factor de ordem cultural e ambiental, que o mesmo é dizer como contributo para a preservação dos nossos valores e da nossa paisagem, de desenvolvimento harmonioso do concelho e do país e, mais importante que tudo, de olharmos para as pessoas, quer vistam burel ou o mais fino tecido inglês, como sujeitos de direitos e dignidade, que não podem alienar a alma que lhes forma o desejo de viver com qualidade na terra que os viu nascer.
O que precisamos não é que nos criem as condições para mais depressa partir, o que precisamos e exigimos é que sejam criadas as condições de ensino, saúde, infra-estruturas e desenvolvimento económico que cimentem a vontade de ficar.
Fica caro ensinar a pequenada? As escolas não têm condições? Refinado embuste é este em que querem fazer cair! É que algumas escolas que vão receber os meninos, algumas tão longe que obrigarão os cachopos a sair da cama com o luar, não reúnem quaisquer condições para o fazer. Ou não é verdade que faltam cantinas em muitas delas, como Vila Cova, Paços, Ponte de Telhe e Provisende? E não é também verdade que faltam salas de aula em Arouca, Vila Cova, Bacêlo e Urrô? Vai-se amontoar a pequenada e condená-los a ir de marmita para escola? Ou vai-se, uma vez mais, atirar a responsabilidade para cima das autarquias? E quanto custa o transporte e o colmatar das insuficiências existentes?
Além do mais, o destino de uma aldeia não pode ser analisado em termos de deve e haver. Do que estamos a falar é de pessoas, da vida ou da morte de espaços importantes do concelho e do país, da preocupação de construirmos felicidade e alegria, onde os crimes anunciados querem semear deserto. Saibamos, ao menos, aproveitar a bagalhoça que a Europa põe à disposição da revitalização do mundo rural, procurando travar o que este governo de maldição nos quer impor como destino. Como se um único destes meninos ou destes lugares não fossem mais importantes que todas as OTAs e TGVs juntos!
E não obriguemos os meninos de Albergaria da Serra a ir para Provisende, os da Espiunca para Vila Cova, os de Fuste para Paços, e todos os outros de tão perto que hoje estão para um tão longe que nada lhes oferece.
Aqui chegados, abandonados, maltratados, ignorados e ofendidos não resta aos filhos da Serra e do interior outro caminho que não seja partir. Partir sempre e deixar para trás as almas e as lágrimas vagueando em aldeias desertas e montes de sofrimentos e abandono. Ou então, rapar dos fueiros, dos forcados, das aguilhadas e, sobretudo, das vozes e dos gritos, e construir uma frente de protesto e de indignação que faça parar, repensar e retroceder estes coveiros das nossas esperanças.
E nesta luta temos de estar todos: os que têm os meninos na escola à porta de casa, os que agora sentem ameaçados os seus direitos, os pedreiros e os doutores, os anónimos cidadãos e os autarcas que são eleitos, para defender os nossos interesses. Qualquer atitude de indiferença será pecado sem remissão, mesmo perante o mais liberal deus do mais liberal socialista. Malditos sejam!
Manuel Brandão


Nota do Admin:
Este é um assunto que já anda aqui á muito tempo, e que está referenciado em outras discussões relacionadas com os encerramentos que parecem estar na moda.
Peço que como de costume evitem as conversas cruzadas ou de teor pessoal, todos ficamos a ganhar com um saudavél debate sobre um tema tão importante como este.
Arouca.biz (Admin)
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#5291
Re: Encerramento das escolas em Arouca há 2 Anos, 4 Meses Carma: 0  
Eu dividia o comentário em duas partes: uma a que tem a ver com os contentores outra com o encerramento de escolas.
Não conhecendo especificamente quais as escolas a encerrar, não sei se a medida é positiva ou não. Acho que profs com 3 alunos é ináceitável, tal como é inaceitável fazer uma criança andar Km's ou chegar a casa ás 20h por causa da distância à escola. Existe algum caso desses em Arouca? Isso sim é de denúnicar... casos específicos, concretos. Discutir o conceito pode levar a lado nenhum. Casos bem identificados devem ser discutidos à exaustão e exigem mão firme de todos.
Quanto aos contentores, só vendo... conheço de perto uma história de "contentores" que estão no Hospital de S. João (Porto) a substituir as urgências enquanto estas estão em obras. Quem dera a muitos que os contentores (com condições extraordinárias) lá ficassem muito tempo. Portanto, contentores de que tipo?
PMGSousa (Utilizador)
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#5292
Re: Encerramento das escolas em Arouca há 2 Anos, 4 Meses Carma: 0  
Todos nós sentimos o desejo de habitar em locais onde as condições de vida sejam boas.
Por essa razão muitas pessoas deslocam-se para a cidade...mas...aí..muitas vezes o que era atraente não compensa o bem-estar de se viver numa localidade em contacto com a natureza.
É verdade que, nas cidades parece que há de tudo...mas, por vezes, falta o essencial. O stress aumenta, as pessoas deixam de aprender a saber olhar...só veem o prédio em frente, que lhes barra horizontes...não dialogam com outros---vivem isoladas mesmo que rodeadas de muitas pessoas. No seu bairro, na sua rua vivem mais pessoas que na sua terra..mas...são uns desconhecidos...não se criam laços de solidariedade, por exemplo...

Quando oiço falar do encerramento das escolas parece-me que além de se olhar ao aspecto económico (manter uma escola aberta custa dinheiro) embora este apareça disfarçado...as razões apresentadas são outras...mais socialização dos alunos encanta qualquer um...
Concordo que o aspecto da socialização é importante mas será que isso vai acontecer forçosamente? Não passa a haver, nas escolas, meninos da terra tal..e os de lá. Aqueles que vêm de fora nem sempre se conseguem integrar e, os que já lá estão têm, por vezes, uma reacção de superioridade em relação aos deslocados... e estes de inferioridade...

Comparemos com o que se passa quando se vai para a cidade...estão mais pessoas juntas...parece haver maior qualidade de vida e...tal não acontece.

Encerrar escolas é, na maioria dos casos, levar as pessoas a não estarem integradas no seu ambiente...é levar os pais a fugirem dessa localidade que nem escola tem...

Referi-me, apenas, a alguns aspectos...
azinheira (Utilizador)
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#5444
Re: Encerramento das escolas em Arouca há 2 Anos, 4 Meses Carma: 0  
O que se passou com o encerramento das escolas no concelho de Arouca reflecte bem o autismo do actual Ministério da Educação e das suas práticas voluntaristas e é uma prova de teimosia e incapacidade da equipa que o chefia actualmente : muita parra mediática e pouca uva.
Neste momento ainda se realizam obras nos átrios das velhas escolas( pasme-se!) que servirão de cantina aos alunos. Por outro lado ainda não estão devidamente assegurados os recursos humanos que irão acompanhar as crianças durante as refeições e durante as actividades de prolongamento. Doutro modo gastam-se milhares de contos para se arranjarem soluções provisórias para depois serem contruídos Pólos Escolares por todo o concelho e desprezando todo o investimento feito este ano. E ao contrário da propaganda que se houve na televisão os alunos serão deslocados para escolas de piores ou iguais condições. O que seria lógico é que se construissem primeiro as novas escolas, se criassem todas as condições, e depois se encerrassem as antigas. Num governo que apregoa tanto a poupança estranha-se este desperdício inconsequente de verbas... É evidente que a voragem mediática, a feroz necessidade de mostrar que se tomam grandes decisões, parece ser mais importante do que os pedidos de bom senso formulados por algumas autarquias, um pouco por todo o país. Toda esta realidade, e a enorme confusão que reina neste momento em alguns Agrupamentos de Escolas é um fenómeno que o governo quer localizado e que tenha pouca repercussão nas quatro televisões generalistas.
Dizia à bem pouco tempo o Dr. Pedro Santana Lopes, numa entrevista, que se no tempo do seu governo cometesse erros de bem menor monta seria crucificado pela Comunicação Social. É bem verdade. A competência já não se mede pelas obras mas pelos minutos que se passa na televisão...
Simôn (Utilizador)
Arouquinha
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#5489
Re: Encerramento das escolas em Arouca há 2 Anos, 4 Meses Carma: 0  
Já se sabe que escolam fecharam?
PMGSousa (Utilizador)
Gold Boarder
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#5502
Re: Encerramento das escolas em Arouca há 2 Anos, 4 Meses Carma: 0  
Eu ainda não as sei todas, mas por tudo aquilo que li irão fechar Santa Maria do Monte, Fuste, Telhe, Rio de Frades, entre outras que eu não sei.
Daniel Fernandes (Utilizador)
Arouquinha
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