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TÓPICO: “Que Turismo para Arouca?”
#1976
Re: “Que Turismo para Arouca?” há 2 Anos, 12 Meses Carma: 2  
Como podemos ver, pelos "replys", em Arouca não faltam incentivos nem ideias para turismo, falta é estruturação. O novo executivo camarário já deu mostras que quer realizar algo novo em termos de turismo. E espero que este fórum ajude.

Acho que para já, o ponto assente nº1 é que Arouca precisa de uma unidade hoteleira, ou um conjunto de unidades, que façam oferta á procura desejada.

JcBrito, tens razão, Arouca é um paraíso dos desportos radicais, acho que deverá ser por aí que Arouca, deverá começar a expandir-se em termos turisticos até porque o ppl que vem a esses eventos não costuma ser muito, "esquisito" em termos de guarida... E costuma adorar o ambiente em Arouca.

Ponto assente nº2 Arouca deverá organizar eventos, em vez esperar que outros organizem por nós...

Ponto assente nº3 Arouca deverá dar a conhecer as suas potencialidades aos residentes. Para quê cultivar o turismo se metade dos arouquenses não sabe o que há para mostrar??

Espero que todos os arouquenses (pelo menos os que contribuem para este fórum), não fiquem indiferentes a este fórum, pois só vai fazer com que tornemos Arouca um sítio melhor...

@m0r1m (Utilizador)
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Localização: Arouca Data de nascimento: 1985-09-28
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#1978
Re: “Que Turismo para Arouca?” há 2 Anos, 12 Meses Carma: 0  
do meu ponto de vista e no que ao turismo diz respeito, verifica-se uma clara falta de planeamento e organização na oferta já existente.
não interessa fazer por fazer e deixar ao deus dará. há que analisar e gerir as potencialidades de cada parametro. esta analise não se pode reduzir á verificação de prós e contras e suas condições económicas. questões como: para quê, para quem, como, até quando, como manter, como dinamizar, como suportar, sustentar e manter não podem ser deixadas ao acaso. só assim se pode inovar de forma segura e controlada. e quando são reunidas as condições desejadas e todo um suporte planeado, a pensar no modelo de utilizadores ou frequentadores deste ou daquele tipo de turismo, a satisfação alcança-se. e a melhor publicidade é a que passa de boca em boca por si só. uns chamam os outros.

no capitulo da industria hoteleira, como suporte fundamental que é, julgo que há lacunas. a oferta no capitulo do turismo rural parece-me suficiente. quanto ao parque de campismo, sinceramente nem sei como está. relativamente á restruturação da residencial trata-se de uma mais valia, embora não conheça de que forma irá ser realizada. será suficiente? a ver vamos...

relativamente á pousada no convento, trata-se de uma operação delicada. não gostaria de ver o convento industrializado, mas vazio tb não é boa solução.
já foste! (Utilizador)
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#2005
Re: “Que Turismo para Arouca?” há 2 Anos, 12 Meses Carma: 0  
O MEU CONTRIBUTO.

Entendo que a viabilidade do turismo em Arouca passa, forçosamente, pelo seu Mosteiro.

O Mosteiro de Arouca, pela sua imponência, pelo seu recheio, e pelas suas potencialidades, será, num curto espaço de tempo o núcleo de todo o desenvolvimento cultural do concelho.

Se, efectivamente, vier a ter uma estalagem, uma biblioteca, um auditório e com o seu Museu de Arte Sacra não tenho dúvida alguma que assim vai acontecer.

É necessário que as autoridades, todas, pressionem nesse sentido e que se respeite a memória de tão grande monumento.

Não tem havido muita sensibilidade pelo Mosteiro, por parte das entidades que organizam algumas das manifestações populares, durante o ano. A ocupação do espaço entre a biblioteca e o Mosteiro é, nessas alturas, muito mal utilizado com actividades que nada o enobrecem. Assim como a utilização do passeio em frente à CCAMA.

Há que parar para pensar.
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#2262
Re: “Que Turismo para Arouca?” há 2 Anos, 11 Meses Carma: 0  
o turismo é, do Norte ao Sul do país a grande panaceia que há-de curar todas as feridas do interior subdesenvolvido. Não há terra digna que não jure pela limpidez dos seus ares, pela qualidade da sua gastronomia, pela excelência das suas paisagens. Não há autarca nesse país do interior que não aposte no turismo. Desde as terras que de facto têm que mostrar, até aos arrabaldes insossos e descaracterizados de uma urbe provinciana todos apostam no turismo... E não... a maioria não quer turista pé-descalço, a arrotar bifanas e verde carrascão. A espécie procurada é o turista com pedigree, o diletante pós-moderno que gosta de apreciar os restos moribundos das economias agrárias do íncola produzido em região demarcada. O turista terá pois que ser apreciador do ''típico'' que, como se sabe, ainda resiste nos lugares mais remotos desta ditosa pátria. E para a amior parte dos esforçados promotores das maravilhas da terra, o genuíno é uma amostra patusca de um rancho folclórico; um cidadão que vestiu o traje do avozinho e dá à perna na recreação de um arraial, a costeleta de vitela grelhada ( de raça autóctone, claro...) bem acondimentada por uma rima de batatas fritas e um bom meio quilo de arroz branco. Depois procuram-se os restos de uns pardieiros velhos, escolha-se com parcimónia o ângulo que não apanha a hectombe urbanística que os rodeiam, e lá está a arquitectura vernacular bem representada. Porém há que não esquecer que o autarca não é um autarca só do passado!... O autarca também pensa no futuro, numa pessoana dictomia modernidade & tradição. Vejamos: retrato a grandes dimensões da piscina de águas quentes e frias e , para os que mais ousaram, a bela estátua moderna a homenagear o homem do campo ''prantada'' na rotunda principal da terra ( a rotunda com estátua, como se sabe, é directamente proporcional ao desenvolvimento de qualquer terra). Não esquecer, tambéma a vasta zona industrial onde, numa bela fotografia aérea, onde se podem vislumbrar os três moderníssimos pavilhões onde se instalou a própera indústria local ( trazida para a terra pelo autarca claro...) Fotografe-se também o centro da localidade e descubra-se ( e pode-se descobrir este maravilha por quase todo o país) como no lugar das velhas casas apalaçadas se erguem, agora, belíssimos edifícios de múltiplos andares que fariam a inveja da cosmopolita terra do tio Sam ... Não ficaria completo este belo retrato colorido sem todos juramentarem que é ali, exactamente ali, que se provam os melhores vinhos do país e do mundo e que a gastronomia da terra não pode ser jubilada em adjectivos, nem que se usassem três diccionários.
Arouca, felizmente, não encaixa totalmente na caricatura mas não nos podemos iludir em emoções chauvinistas.
Sem dúvida que a paisagem é bela, belíssima... mas não podemos ignorar que as aldeias da serra estão completamente descaracterizadas em termos arquitectónicos. Sem dúvida que existem uma quantidade de produtos agrícolas com um sério potencial mas os campos estão cada vez mais abandonados e daqui a pouco já não há quem os produza... Sem dúvida que temos algum potencial em termos gastronómicos, mas não existe uma recolha séria das velhas receitas vernaculares e, os restaurantes, servem alguma comida feliz... mas que tem muito pouco de tradicional ( salva-se a vitela assada, o cabrito e os doces conventuais ,quando os há...).
Não adianta pois, invocar o nome do turismo em vão sem criar uma visão estratégica que recupere o que se estragou, que proteja o que existe, e que, acima de tudo, perceba algumas das riquezas, que de facto Arouca possui, mas que são muitas vezes ignoradas e pouco valorizadas. E a maior de todas, para o bem e para o mal, foi o de ter mantido uma cultura agrícola com milénios de existência e que definha sem que ninguém a defenda... É o maior dos patrimónios: a nossas tradições, a nossa memória, a nossa identidade cultural....
Simôn (Utilizador)
Arouquinha
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#2263
Re: “Que Turismo para Arouca?” há 2 Anos, 11 Meses Carma: 0  
Simôn, portanto SUGERE que... ???
José Brito (Utilizador)
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Localização: Arouca Data de nascimento: 1983-04-07
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#2353
Re: “Que Turismo para Arouca?” há 2 Anos, 11 Meses Carma: 0  

Num outro dia tive a oportunidade de guiar uma pessoa que desejava conhecer Arouca e, se agradado, de comprar uma casa numa aldeia de montanha. O indivíduo em causa apreciou de sobremaneira a paisagem e trinchou, com o conhecimento que tem de muitas culinárias e de andarilho do mundo, uma vitela assada, da genuína, acompanhada por um Dão que se tornara palhete pela dobragem dos anos. Gostou da terra, gostou da tenra vitela mas, ao longo do périplo, e conforme fomos percorrendo as aldeias, lamentava o descalabro arquitectónico que nada condizia com a beleza do local.
Ora testemunhos como estes temos ouvido muitos, e de gente proba e conhecedora, seria bem hora de os escutar se realmente queremos ter uma palavra a dizer no sector turístico.
Arouca, no meu entendimento, tem um trunfo que poucas, pouquíssimas terras se podem gabar: a sua localização geográfica. É uma terra de transição entre o interior e´o litoral, entre a verdura que foge quase para o Minho e a austeridade das montanhas das Beiras. Se o vale é o torrão fértil a serra, a Freita, as aldeias do volfrâmio, são já das Beiras : pelo modo de vida tradicional, pelo clima, e pela pobreza... Fica pois o nosso concelho bem próximo do Porto e dos seus arrabaldes povoados. Temos pois, à partida, um mercado próximo e com sectores que sabem apreciar um cenário natural bem preservado e uma gastronomia reconfortante. Seriamos tentados a afirmar que o primeiro que haveria a fazer era publicitar o concelho nas urbes: não é liquído.
Quem visita uma terra, e ainda mais se lhes pedimos para ficarem uns dias, é necessário que valha a pena e que de facto se encontre algo de diferente do resto do país. Ora belas paisagens não existem só em Arouca e não adianta esconder a realidade: as aldeias tradicionais, que inclusivé são anunciadas no site da Câmara Municipal como locais belos e idílicos, sobre o ponto de vista do património são um péssimo reclame e um mau exemplo. É pois fundamental que se recupererem as aldeias tradicionais . Isto só se consegue com o interesse da autarquia e com a criação de sessões de esclarecimento terra a terra, lugar a lugar, para que os habitantes compreendam a importância de preservar o nosso património. Nas aldeias onde já se destruiu é necessário remodelar ou recuperar o que resta. Nos núcleos com um claro interesse ( por exemplo Canelas) é necessário criar medidas para que não sejam destruídos. Nas aldeias mais típicas, e mais próximas do meio natural, é imperioso que surjam casas para alugar( bem recuperadas) na modalidade prevista na lei como '' Casa de Campo, ou outras.
(continua)
Simôn (Utilizador)
Arouquinha
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