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Os habitantes do concelho de Arouca deverão ser confrontados, no final do corrente mês, com um aumento significativo no valor da factura de água a pagar à autarquia. A Câmara Municipal de Arouca aprovou, recentemente, uma revisão das tarifas que, segundo o Executivo, representará, em média, um aumento de 70 por cento. No entanto, só o segundo escalão de consumo, um dos mais utilizados pelos munícipes, "deverá registar um agravamento superior a 100 por cento", acusa a Oposição.
Lembrando que as tarifas de água "não eram actualizadas há mais de uma década", o presidente da Câmara Municipal, Artur Neves, justifica os aumentos com a necessidade de minimizar o crescente défice que a autarquia vinha registando com o abastecimento público de água.
Segundo as contas do autarca, a Câmara Municipal "tem um défice mensal de 40 mil euros". Algo que, diz Artur Neves, "não faz qualquer sentido e levou a que a Câmara precisasse, urgentemente, de actualizar as tarifas".
O presidente adianta que o preço da água "estava muito abaixo do que é praticado nos municípios vizinhos" e, garante, "vai mesmo assim continuar a ser menor".
A actualização vai minimizar o défice da autarquia com a exploração da água para valores que só serão contabilizados depois de ser conhecido o impacto do aumento das tarifas no consumo das populações. Mas o autarca considera que será, no futuro, "um custo social aceitável que devemos suportar".
A aprovação do aumento não mereceu votos contrários dosvereadores da Oposição. No entanto, o vereador do PSD, Óscar Brandão, que não esteve presente na reunião, afirmou, ao JN, que, "votaria contra se tivesse estado presente".
Diz não concordar com o aumento por o considerar "violento e desajustado".
O vereador do movimento Unidos por Arouca, José Luís Silva, que se absteve na votação, assegura que o custo da água no segundo escalão, (consumo entre seis e 10 m3), "vai aumentar em cerca de 120 por cento" e que "as pessoas com menos poder de compra, que normalmente consomem menos, vão ser as mais afectadas".
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