Cara Maria Santos:
a resposta dada pelo Pedro SOusa é a mais simples e correcta: deveria ter usado o livro de reclamações! O livro de reclamações não é um monstro de 7 cabeças, foi criado exactamente como um grande movimento de cidadania!
Fico sem compreender uma coisa: foi às urgências, ou era uma consulta de médico de família?
Se foi às urgências, acho dificil que não estivesse lá outro médico para a atender, mas se foi esse o caso, mais razão para deixar lá uma reclamação.
Se foi o médico de família, penso que também poderia deixar uma reclamação! No entanto, e não estando a defender a incompetência e abuso de poder que se verifica em muitos centros de saúde, um médico, como qualquer outro funcionário, tem a liberdade de faltar ao trabalho sem justificação. E claro que no seu caso causou-lhe desconforto, e por isso poderia reclamar FORMALMENTE contra o médico.
Agora, se me diz que o próprio centro de saúde, ou seja, as secretárias, nem se quer lhe deram informação detalhada, e nem sequer foi marcada falta ao médico, nesse caso aconselharia a deixar uma reclamação não contra o médico, mas contra todos os envolvidos nessa situação.
É normal ter medo, pois afinal, não quer ser mal tratada da próxima vez que precisar eu médico. Mas, uma vez mais, a palavra mágica é LIVRO DE RECLAMAÇÕES. Porque, mesmo que a situação se escalasse para represálias contra a sua pessoa, sem um registo no livro de reclamações, como poderia mais tarde provar as suas afirmações?
Há uns anos atrás tive a honra de estrear um livro de reclamações no centro de saúde de Arouca, e embora tenha havido alguma resistência, tentando convencer-me a conversar sobre o assunto e não deixar nada escrito, eu recusei perder tempo com conversas inúteis e a minha reclamação foi directa ao Ministério da Saúde, cuja resposta chegaria mais tarde a minha casa.
Os funcionários publicos, devem compreender que são isso mesmo: funcionarios do público! As pessoas merecem respeito e consideração, mesmo sem terem que ir oferecer um bom presunto ao Sr. Doutôr para serem bem tratados! Enquanto se pensar assim, iremos continuar a ter situações como a que a senhora descreveu. ???