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| PR7 Nas escarpas da Mizarela |
| Aldeia da Ribeira |
| Serra da Freita |
| Rio Caima |
| Aldeia da Mizarela |
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Este percurso inicia-se no Parque de Lazer fronteiro ao Parque de Campismo do Merujal, através de um caminho que se dirige à Mizarela.300 metros abaixo do Miradouro, vira-se à esquerda, por um carreiro, entre um carvalhal, com vista soberba sobre a Frecha da Mizarela. Seguindo este carreiro, retoma-se mais abaixo, numa curva, a referida estrada de acesso à aldeia da Ribeira, que, logo de seguida, se deixa, para continuar por outro carreiro, que desce suavemente, por entre pinhais, até à dita aldeia. Esta aldeia, é constituída por um pequeno aglomerado de casas, onde ainda resistem dois moradores que vão amanhando os pequenos campos, suportados por socalcos que dão à paisagem um cunho humanizado de singular beleza.
Já no fim, à esquerda, do referido acesso, existe um moinho de moer cereal, movido a água. Segue-se pelo lado deste, por um carreiro, de subida suave, ao longo do Caima, na companhia do rugido das suas límpidas e, neste local, muito batidas águas.
Prosseguindo por este carreiro e chegando defronte da extensa cascata da ribeira da Castanheira, envereda-se por um outro, bastante íngreme, à esquerda, com troços do seu percurso encimando altas e muito inclinadas ravinas, que devem atravessar-se com especiais precauções.
Por esse carreiro chega-se à curva da estrada referida acima na descrição do trajecto descendente. A partir desta faz-se o regresso pelo caminho por onde antes se desceu.
Prosseguindo por este carreiro e chegando defronte da extensa cascata da ribeira da Castanheira, envereda-se por um outro, bastante íngreme, à esquerda, com troços do seu percurso encimando altas e muito inclinadas ravinas, que devem atravessar-se com especiais precauções.
Por esse carreiro chega-se à curva da estrada referida acima na descrição do trajecto descendente. A partir desta faz-se o regresso pelo caminho por onde antes se desceu.

Aldeia da Ribeira
Na margem direita do rio Caima, encontra-se a secular, recôndita e bela aldeia da Ribeira, pertencente à freguesia de Albergaria da Serra. Nesta pequena aldeia é possível contemplar ainda alguns moinhos de água, que no passado trabalhavam dia e noite para dar alimento a todos os habitantes do planalto que, por falta de água na época estival, se viam impedidos de moer o seu pão. As suas casas, construídas, em grande parte, com materiais da região, dissimulam-se suavemente em toda envolvente natural e construída, dando, do conjunto, uma imagem de grande beleza.
Serra da Freita
A Serra da Freita, constitui, com a da Arada e do Arestal, o maciço da Gralheira. Com picos que ultrapassam os 1000 metros de altitude é dominantemente recoberta por um manto de plantas e arbustos rasteiros entrecortado, sobretudo junto às linhas de água, por típicos corredores de folhosas e, aqui e além, por manchas de resinosas. Compõem o referido manto vegetal a urze, a giesta, o tojo, a carqueja, para além de muitas outras espécies, que conferem às encostas da Serra, durante a Primavera, um intenso colorido amarelo, primeiro, e multicor, depois, transformando o belo agreste serrano numa paisagem de sonho. A Freita é também habitat de espécies vegetais extremamente raras que obrigam todos os que a fruem a terem os maiores cuidados, de modo a evitar a sua extinção. A sua fauna é também muito diversificada, nela se realçando o Javali, a Águia de Asa Redonda, o Gato Bravo e, cada vez mais raro, o Lobo Ibérico.
Rio Caima
O rio Caima inicia-se na Serra da Freita, a nascente da aldeia de Albergaria da Serra, próximo do Junqueiro, onde se dá a junção de vários riachos e linhas de água que nascem, borbulhando, misteriosamente, do ventre do planalto e por este escorrem até confluírem num só. Com uma extensão de cerca de 50 Km, corre por entre relevo áspero e imponente, despenha-se das escarpas da Mizarela, prossegue por sucessivas e belíssimas cascatas até ao lugar da Ribeira, cujos campos, em socalcos, rega e daí prossegue até entrar no Município de Vale de Cambra e, depois, no de Oliveira de Azeméis, regando terras e movendo fábricas, até entregar as suas águas, no Rio Vouga, em Sernadas, Albergaria-a-Velha. Ao longo do seu curso, na descida da Serra, recortando a paisagem, cavou vales profundos e encaixados, cobertos de espesso arvoredo, grande parte dele autóctone. Nele desaguam as belas, rebeldes e tumultuosas ribeiras dos Cabaços e da Castanheira, as quais engrossam, em muito, o seu caudal.
Aldeia da Mizarela
Pequena aldeia pertencente à freguesia de Albergaria da Serra. É seu principal atractivo, para além do Rio Caima, a Frecha da Mizarela, que aí se forma. Uma das quedas de água de maior altura da Europa, com mais de 60 metros, que, sobretudo em determinadas épocas do ano, proporciona ao visitante um cenário de excepcional beleza. Para os amantes dos desportos de aventura, as suas escarpas são um óptimo local de escalada, servindo, muitas vezes, para a respectiva iniciação e como preparação para provas mais arrojadas.
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