[Com vídeo] Decorreu no passado Sábado a tomada de posse dos órgãos autárquicos eleitos no passado dia 11 de Outubro. Foi eleito para a presidente da Mesa da Assembleia Municipal Jorge Oliveira contra lista encabeçada por Adriano Brandão.
Note-se que a eleição para a mesa da Assembleia Municipal não decorre necessariamente do resultado do escrutínio publico devido ao poder de voto dos vários deputados municipais e presidentes de junta.
31 de Outubro de 2009 – Tomada de posse dos órgãos autárquicos - Por Ivo Brandão
Eleição para a Mesa da Assembleia Municipal - Por Pedro Sousa
Depois da histórica vitória alcançada pelo Partido Socialista nas ultimas eleições autárquicas, Artur Neves tomou posse no passado Sábado, para mais um mandato á frente dos destinos da Câmara Municipal de Arouca, numa cerimonia muito concorrida, que lotou por completo o Salão de Festas dos bombeiros locais, (..)
Para Artur Neves, com esta tomada de posse fica evidenciado mais um capítulo da história democrática de Arouca, evocando o momento em que o povo de Arouca acreditou na solidez e força do projecto politico, apresentado pelo Partido Socialista, sempre na perspectiva de fazer do concelho uma referencia nacional.
O desenvolvimento e a afirmação mundial do projecto do Geoparque é a grande aposta do autarca de Arouca, que define a importância deste território com limites bem definidos, que possui um notável Património Geológico aliado a toda uma estratégia de desenvolvimento sustentável, mas que também não esquece as acessibilidades que ainda fazem falta ao território de Arouca, como a Via Estruturante e o IC 35, esperando que o calendário das EP – Estradas de Portugal se cumpra, com rigor e transparência, no que diz respeito à Concessão Vouga, recentemente anunciada pelo Governo de José Sócrates.
Fomentar o desenvolvimento sustentado e melhorar a qualidade de vida da população arouquense é a palavra de ordem do novo Executivo Municipal, onde se realça as intervenções já previstas no sector do ambiente e as negociações para que a Central de Biomassa, a instalar na zona de fronteira entre Castelo de Paiva e Arouca, possa ser uma mais valia para a economia do concelho.
A renovação do parque escolar e a rede de transportes escolares é outra prioridade para este novo mandato de Artur Neves, que agora conta com uma equipa renovada, com destaque para Margarida Belém, vinda da extinta Região de Turismo da Rota da Luz, assim como a melhoria da prestação dos cuidados de saúde, uma área onde o concelho apresenta imensas fragilidades e carências, prometendo também o melhor apoio à infância e aos idosos, através das parcerias estabelecidas com as IPSS existentes no município.(..).
Na hora de eleger a Mesa da Assembleia Municipal, apesar de oposição junta ter mais mandatos que o partido vencedor, por força das inerências dos presidentes da Juntas de Freguesia, o bom senso imperou e cumpriu-se a vontade popular demonstrada nas urnas no dia 11 de Outubro, saindo vencedora a Lista A liderada por Jorge Oliveira ( PS ), recolhendo a Lista B os mesmos votos correspondentes ao numero de mandatos eleitos, 8 do CDS, 4 do PSD e 1 da UPA, tendo-se registado alguns votos brancos e nulos, por certo de alguns presidentes de Junta de Freguesia, mais preocupados em estar ao lado do Executivo Municipal e promover obra nas suas terras, do que alimentar lutas politicas que não levam a lado nenhum, por muito nobres e oportunas que sejam as estratégias partidárias.
A merecer destaque foi a previsível renúncia do mandato de Edgar Soares ao lugar de vereador do PSD, tendo o autarca optado pela presidência da Junta de Freguesia de Alvarenga e dando lugar a Susana Silva, ex-vereadora de Armando Zola.
Paulo Portas tomou posse do seu lugar como deputado da Assembleia Municipal de Arouca, comprometendo-se a cumprir mandato até ao fim, já que apenas concorreria à liderança da AM, caso tivesse sido o mais votado nas eleições de 11 de Outubro, o que na verdade não aconteceu, traduzindo-se a vitória para o PS por vantagem expressiva.
Por Carlos Oliveira In vilavicosaarouca.blogspot.com
Paulo Portas tomou posse como deputado da Assembleia Municipal de Arouca, depois da lista por si encabeçada ter conseguido que nesse órgão local a representatividade do CDS-PP aumentasse de um para oito eleitos. Garantindo que irá cumprir os quatro anos de mandato, o líder nacional dos populares afirmou: "Foi para isso que fui eleito. Submeti-me a votos e agradeço imenso os 35 por cento que a lista que encabecei recebeu. Temos aqui uma boa bancada".
Quanto às suas prioridades para o concelho, Paulo Portas - que já anunciou que irá ser o líder da bancada popular em Arouca - destaca a construção de vias rápidas de acesso ao litoral.
"Arouca é uma terra lindíssima, com um património extraordinário, que não está assim tão longe dos centros de progresso, mas que está muito longe do desenvolvimento", explica. "O problema chama-se interioridade e a solução chama-se vias de acessos, que são a minha prioridade absoluta".
Pedro Magalhães, que integra a concelhia local do CDS e também a distrital do partido, recorda que "o convite dirigido a Paulo Portas para ser cabeça de lista à Assembleia de Arouca tinha uma condição, que era ele cumprir a totalidade do mandato".
"Ele achou piada à forma como lhe apresentamos as coisas", conta Pedro Magalhães, "porque não é normal ainda se estar com exigências quando se pede um favor destes a um líder nacional e se quer que ele nos venha ajudar no combate aos problemas do concelho".
Para Pedro Magalhães, o primeiro mérito de Paulo Portas a nível local já foi conseguido: "[Na Assembleia Municipal] pelo menos cinco dos nossos oito deputados foram eleitos graças a ele".
Nas autárquicas de 11 de Outubro, o CDS-PP conseguiu resultados históricos no concelho de Arouca, ao obter cerca de 5300 votos para a Assembleia Municipal, num universo de 21.380 eleitores.
Esses 35 por cento correspondem a oito deputados, com os quais o CDS iguala a bancada do PS, partido que, embora tendo ganho a Câmara por 58,5 por cento, ultrapassando em 48,9 os populares, na Assembleia viu essa vantagem reduzida para 2,6 por cento, em 5700 votos.
As concelhias locais do CDS e do PSD chegaram a considerar um acordo para a apresentação de uma lista conjunta à presidência da Mesa da Assembleia, mas o projecto não foi concretizado.
Paulo Portas esclarece que "haveria toda a legitimidade para isso acontecer, como se verifica noutros concelhos e já se verificou em Arouca", mas declara que não avançou com a ideia "por uma questão de consciência".
"Nós tivemos 35 por cento dos votos e os socialistas tiveram 37", afirma. "Se houve mais 2 por cento de pessoas que votaram no PS, é justo que seja o PS a presidir".
In J.N.