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PSD contra localização de auditório municipal versão para impressão enviar por e-mail
Escrito por M. Artur Miller   
27-Nov-2007
O PSD impediu escolha da Câmara para localização do futuro auditório municipal.
Na última reunião da Câmara Municipal, em 20 de Novembro último, fazia parte da Agenda da Reunião Ordinária do Executivo socialista um ponto referente à decisão de instalar, no futuro, um grande Auditório Municipal no espaço fronteiro ao ex-Mercado Municipal, actualmente destinado a parque de estacionamento.
É intenção desta Câmara Municipal, aliás já era um objectivo do anterior mandato Zola que transitou para o mandato deste Executivo, apresentar uma candidatura para aquela obra ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN, mais facilmente identificado como IV Quadro Comunitário de Apoio).
Porém, o local escolhido por este Executivo camarário causou grande espanto nas hostes do PSD-Arouca e mais ainda quando, há cerca de 3 meses, foi apresentada à vereação da Oposição uma maqueta virtual do edifício para aquele local!
A Comissão Política, os Vereadores, os membros da Assembleia Municipal do PSD e não só, muitas outras pessoas de vários quadrantes políticos e cidadãos mais atentos ao desempenho do Executivo socialista “torceram o nariz” à pretensão.
Cinco dias antes, em Assembleia Municipal Extraordinária convocada com carácter de urgência, os socialistas aprovaram por maioria (com abstenção do PSD) a expropriação do terreno restante para o Parque/Jardim Central, tentando, dessa forma, ocupar definitivamente, com uma Escola Infantil de Trânsito, uma eventual, ou melhor dizendo, uma hipotética alternativa ao local proposto.    
Movida por um sentimento de respeito pelo povo de Arouca, pelo sentido de dever cívico que deve nortear a decisão política, a Comissão Política do PSD-Arouca contactou técnicos de urbanismo de renome solicitando-lhes pareceres sobre o projecto e respectivo local proposto de implantação. A resposta foi rápida e, como seria de esperar, de indignação e revolta pelo verdadeiro atentado urbanístico e, ao mesmo tempo, assassinato estético e funcional do referido Auditório.
Além do mais, desrespeitava o Plano de Urbanização de Arouca (PU), nomeadamente o n.º 5 do Art.º 4 do respectivo Regulamento:
“5 — Não serão licenciados loteamentos urbanos, obras de qualquer natureza ou utilizações de edificações em que se verifique qualquer das seguintes situações:
a) Prejuízo para as características dominantes da área em que se integram;
b) Prejuízo de valores ambientais e enquadramentos urbanísticos, arquitectónicos e paisagísticos relevantes. “
Perante a perspectiva de derrota se submetesse aquele ponto da Ordem de Trabalhos à votação, o Executivo presidido por Artur Neves retirou a proposta e adiou a pretensão!
A recusa fundamentada do PSD/Oposição vai fazer com que a Câmara Municipal estude e opte por outro local, criando conjuntamente com o futuro Quartel/Posto da GNR e com um inevitável novo pólo escolar EB1 da Vila de Arouca, uma nova centralidade de infra-estruturas públicas de importância capital para o desejado – e cada vez mais urgente – desenvolvimento do nosso concelho.

M. Artur Miller
(Presidente da Comissão Política do PSD-Arouca)

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Comentários (9)add comment

Tiago disse:

Não sei porque, mas este site de nome arouca biz mais parece o site do psd arouca.

cumprimentos
 
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Novembro 28, 2007
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João Gonçalves disse:

Pois tiago, tivesse o PS Arouca uma estrutura organizada e se calhar terias mais informação.

Mas parece que te esqueceste do comunicado/panfleto partidário que a câmara fez que aqui foi publicado, deves andar distraído...
 
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Novembro 28, 2007
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Franklin Ferreira disse:

Gostaria de agradecer ao "PSD/Oposição" por estar a contribuir para o "desenvolvimento do nosso concelho" impedindo a "escolha da Câmara para localização do futuro auditório municipal".

A esta altura do campeonato, estou-me na tintas para a localização do Auditório. Qualquer lugar era bom, desde que existisse um.
O único local que realmente fazia sentido, é o do antigo mercado que agora vai virar museu. Algo que para o concelho tem utilidade zero. Um museu visita-se uma vez na vida e nunca mais se volta a colocar lá os pés. Quantas vezes visitaram o Museu de Arte Sacra? Será bom para forasteiros mas, e nós?

Um Auditório, gerido por gente capaz, poderia movimentar as gentes do concelho pelo menos uma vez por semana. Algo nosso, para nós próprios usufruir, e também para forasteiros. Chega a ser irritante esta falta de visão.
 
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Novembro 29, 2007
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Adolfo Silva Dias disse:

O grande problema do PS em Arouca é que aquilo é dois ou três, é certo que o Engº Taveres é um " mouro " de trabalho quando toca a reunir, mas são sempre os mesmos. Concordo com o João Gonçalves quando diz que o PS em Arouca com estrutura organizada não existe. É verdade, o que existe é um tipo que apesar de toda a vontade do mundo não pode trabalhar e assumir as coisas sozinho. Chegam ao ponto de ligar para os simpatizantes e militantes para assumir o cargo de delegados ás mesas dois dias antes dos actos eleitorais e outras coisas mais. O PS em Arouca deveria romper com o passado e assumir forte e coeso, como verdadeiro opositor ao PSD, mas não ninguém dá por nada....passa despercebido
 
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Novembro 29, 2007
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Fernando Matos Rodrigues disse:

A construção de um auditório municipal na vila de Arouca, deve passar pela definição de um programa estratégico e global dos espaços lúdico-culturais e respectivo indice de utilização. Não se deve partir para a construção de um edificio público desta envergadura económica e construtiva sem um estudo de viabilidade económica e funcional. Os dinheiros públicos devem ser aplicados numa lógica de sustentabilidadde social e financeira. Existe necessidade de uma tipologia deste género na vila de Arouca? Os outros auditórios já não satisfazem as necessidades socio-culturais de Arouca? Ou a construção deste edificio obedece a uma teimosia vaidosa ao serviço de uma política de fachada? Estas obras fazem lembrar algumas casas que se preocupam mais com o salão da frente e esquecem os outros cómodos, isto é, um concelho com uma população envelhecida e pobre, sem formação e sem emprego, mas que gasta dinheiro no luxo dos tapetes do salão principal. Um concelho com grandes dificuldades na mobilidade de gentes e capitais, sem grande capacidade de competitividade e de atratividade, mas pensa no luxo dos palácios?
Para além, deste problema social e económico, existe um, que nos é muito caro. E que diz respeito à sua integração e implantação em frente ao antigo mercado. O espaço escolhido não possui as condições necessárias para albergar um edificio desta complexidade volumétrica e respectivas massas arquitectónicas. A forma arquitectónica para aí projectada esmaga de forma violenta todas as escalas e massas da envolvente, cria graves problemas de imagem urbana, com as suas geometrias agressivas e volumetrias fora da escala que marca as pré-existências do edificio do supermercado cavadinha. O arranjo proposto para este local da vila, não nos parece uma proposta que consolide a vida urbana e comercial aí existente. Trata-se de uma intervençao "urbana", que tem mais de cosmética e de estilo que de sentido de forma urbana sustentada. As massas e os volumes para aí propostos não obedecem a um pensamento de fazer cidade, mas de potenciar especulação urbana. As densidades e as intensidades aí propostas contradizem toda a prática politica desta camara e do partido socialista. Pelo menos, aquele que é representado pelo núcleo que o Doutor Armando Zola lidera e representa na actual Assembleia Municipal.
Fernando Matos Rodrigues, membro da Assembleia Muninipal de Arouca (U.P.A.)
 
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Dezembro 02, 2007
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Eduardo Nobre disse:

Reparem como a política e as palavras podem ludibriar as opiniões públicas. Se lerem um comentário ao projecto da seguinte forma o que pensam?

"Dotar o concelho de um espaço com valências culturais e lúdicas. Colmatar um vazio urbano, dando sentido de continuidade de frente de rua e remate de quarteirão. Imprimir um forte vinculo de centralidade urbana com a implantação de um equipamento cultural, numa zona de cariz cultural- Proximidade do museu municipal, museu de arte sacra, casa da cultura... criando, deste modo, um percurso coeso e interessante. Um edifício com uma Arquitectura contemporânea sem "tiques" de estilo e que dará a Arouca um pouco de modernidade que lhe vem faltando."

Deixo este comentário como um pensamento e reflexão sobre a forma engraçada como podemos brincar com as palavras e com o sentido que as coisas têm. Pergunto se de facto conhecem tão bem o projecto para o comentarem com esta desenvoltura e certezas.

Cumprimentos


 
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Dezembro 04, 2007
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Rui Sousa disse:

Na verdade é espectacular ver a opinião de certa gente, que se julga detentora da verdade, de sabedoria total, de domínio completo dos assuntos, armando-se especialistas nas mais diversas áreas...
Olhando unicamente para o seu umbigo, criticam tudo e todos, encontram defeitos em tudo aquilo que os outros fazem, promovem ou apresentam, mas eles sim, eles têm a imensidão da sabedoria, daí julgarem-se com direito de " cortar na casaca " a qualquer preço, só para fazerem figura e mostrarem-se aos olhos do povo.
Podem ser como " um burro a olhar para um palácio ", mas a sua opinião é que conta, a sua ideia é que permanece, a sua voz é a voz da razão...
Só que o povo já os conhece e na sua imensa sabedoria vai dizendo que " voz de burro não chega ao céu ".... O importante é dar palpites, fingir que sabe de arquitectura, de engenharia, de planos de pormenor, de cosmética urbana e outras teorias de taverna...
Arouca precisa de obras, de equipamentos públicos adequados a bom nível de vida para a população e não de teorias baratas de gente que, em vez de ajudar a melhorar esta terra, se entretêm a obstaculizar.
Os meus parabéns à CM e ao seu presidente e continuem a trabalhar por Arouca, que bem precisa e merece...

Porto, 2007/12/04
 
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Fernando Matos Rodrigues disse:

Em jeito de resposta ao caro amigo,

1º ponto: o concelho de Arouca já possui infra-estruturas culturais suficientes para a actividade cultural e lúdica, faltam é iniciativas que ocupem de forma intensa e rentável os espaços existentes.
2º ponto: "...colmatar um vazio urbano, dando sentido de continuidade de rua e remate de quarteirão"? Parece que estamos a falar da actual e desclassificada Av. Reinaldo Noronha? Vazio urbano, onde e como? Desde quando a existências de espaços vazios nos quarteirões é um problema urbano?
3º ponto: "...imprimir um forte vinculo de centralidade urbana"? Mas, como é possível? Aquela artéria já tem suficiente centralidade urbana, ou não? Será que a zona da Granja ou do Espingardeiro é centralidade urbana? Mas, o que se entende por centro urbano? A qualificação do espaço urbano não se faz só com edifícios caros e com tiques tardios de modernidade. Pois, não!
4º ponto: "...proximidade do Museu Municipal, ..."; mas desculpem lá, a câmara de Arouca faz um museu e vai-se esquecer que um auditório é uma das valências de qualquer museu.Será que vamos ter dois auditórios neste espaço de quarteirão, isto é, um auditório no museu e outra sala de auditório no Grande Auditório Municipal? Justifica-se? As finanças locais comportam tamanho gasto?
5º ponto: "...um percurso coeso e interessante...". Explique-se melhor. O espaço público deve ser estruturado e consolidado num programa urbano de intensidade e de densidade urbana, mas associados a um paradigma de complexidade, densidade e de coesão social.
6º ponto e último: "...uma arquitectura sem tiques..".Piada, não é? O senhor é brincalhão? Pois, o problema desta proposta de projecto são os tiques, os maneirismos de grande contaminação, numa espécie de arquitecturas híbridas que buscam num moderno tosco e escondido uma Modernidade que falta em Arouca. A Vila de Arouca já tem modernidade suficiente.Pode faltar é qualificação e urbanização de micro-escala. Mas isso ´e outro assunto. Não é?
Por fim, o amigo não gosta de fazer contas, pois não? Os dinheiros públicos são para gastar de qualquer forma. Não concordo. Não concordo, pois, existem outras prioridades sociais e ambientais.
Aceite um abraço amigo deste arouquense.
Fernando Matos Rodrigues
 
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Dezembro 04, 2007
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Carlos Oliveira disse:

Uma coisa não tem nada a ver com outra, que é como quem diz, este é um assunto externo ao debate, mas não resisto a levantar a questão :
- Quando é que vai terminar aquela " obra de Stª Engrácia " no acesso à vila de Arouca, na EN 326, concretamente a requalificação do troço desclassificado entre a CMA e a zona da Zénite ( Pernouzela ) ????????????????????????????????????????????
É que a empreitada, beneficiando percurso tão curto, arrasta-se desde o início do Verão passado e não se vê jeito daquilo acabar, para prejuízo de quem lá passa, para além de que não me parece que esteja a ser realizada com " engenho e arte ", até porque dois pesados para se cruzarem têm que abrandar a marcha, uma vez que os passeios ( um era o necessário ) se apresentam com larguras exageradas para a zona, e aquelas guias ( em granito tosco ) deixam muito a desejar... vejam as obras em empreitadas similares realizadas pela empresa " Irmãos Moreiras ", de Penafiel e depois digam se tenho razão ou não....
E desculpem a intromissão...
 
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Dezembro 04, 2007
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