Política Regional
Deputado André Almeida "presta contas"
O parlamentar, natural de Arouca, é novamente candidato a um dos 230 lugares no Parlamento Português, e apresentou um relatório de actividade parlamentar, em que descreve com detalhe aquele que foi o seu trabalho na Assembleia da República. André Almeida, o mais jovem deputado do PSD, um dos mais jovens do parlamento português, dá conta, nesse documento, de toda a sua actividade, numa atitude de transparência, submetendo, assim, o seu trabalho à avaliação dos eleitores.
O jovem arouquense foi o único deputado do PSD que esteve presente em todas as reuniões, sem registar uma única falta, feito apenas repetido por 6 deputados de outros partidos. Mas a legislatura foi também marcada pela aposta no contacto directo com as populações. Aliás, grande parte da sua actividade teve como mote a dinâmica local/regional. Alertou o Governo para a falta de pagamentos aos criadores de raça arouquesa, que corrigiu o problema poucos dias depois. Questionou o Ministro da Justiça sobre a reestruturação do tribunal da comarca de Arouca. Questionou o Ministro das Finanças sobre o possível encerramento do serviço de Finanças de Arouca. Questionou o Ministro do Ambiente sobre as Mini-Hídricas. Questionou a Ministra da Saúde sobre a falta de médicos de família em Escariz, Mansores, Fermêdo e São Miguel do Mato. Questionou ainda os vários responsáveis governamentais sobre o ponto de situação da variante Arouca/Feira. Alertou para os critérios injustos do Complemento Solidário para idosos denunciando casos locais.
A produtividade deste deputado não tardou a fazer-se sentir, apesar do tempo reduzido de mandato. No total, André Almeida fez 58 perguntas ao Governo, fez 45 deslocações oficiais, 36 audições, 17 audiências, 16 conferências, participou em 18 recepções oficiais na Assembleia da República, interveio 17 vezes no plenário, promoveu 13 iniciativas e elaborou 8 Relatórios. A somar a todo este trabalho, a sua assiduidade foi total, não apresentando qualquer falta.
Do mandato de André Almeida destacam-se as intervenções e debates sobre o programa «Porta 65» (arrendamento jovem), sobre as lacunas do programa «e-escola» (que não contemplava as crianças das IPSS), e foi, ainda, o rosto do projecto de resolução que recomendava ao Governo a «adopção de medidas de excepção de apoio aos alunos do ensino superior com dificuldades económicas» Foi ainda várias vezes porta-voz de assuntos ligados ao ensino superior, e matérias relativas à juventude.
Durante cerca de meia legislatura, André Almeida primou por uma adaptação rápida e por uma correcta assumpção das responsabilidades que lhe foram sendo confiadas, na representação de um distrito que, como o próprio deputado referiu, tem enorme «tradição de excelentes parlamentares». Mas, neste sentido, Arouca também não foi esquecida. «Procurei defender os anseios de uma terra natal do norte/interior, com o apoio e ensinamento de notáveis deputados, que, creio, dignificaram o Partido e o País que os elegeu», referiu André Almeida.
Muito do trabalho de deputado é feito fora do Plenário. André Almeida representou o PSD no grupo de trabalho «Qualificação», que estudou o programa «Novas Oportunidades», e participou ainda no grupo de trabalho que criou o Regime Jurídico dos Conselhos Municipais de Juventude. Para além disso, foi o representante do PSD no grupo de trabalho sobre ciência.
O jovem deputado arouquense manteve sempre o contacto com as forças vivas do concelho, trocando correspondência frequentemente com vários sectores de actividade, e intervindo, sempre que possível, na defesa da sua terra natal. Foi neste sentido que organizou, na Assembleia da República, o «Dia de Arouca», levando várias personalidades do concelho ao Parlamento, e promovendo um concerto da Banda Musical de Arouca, seguido de uma mostra gastronómica de carne arouquesa e de doces regionais e conventuais.
No final deste ciclo de trabalho, o deputado apresentou à comunicação social e a todos os cidadãos, (ver aqui), um relatório que dá nota das acções desenvolvidas no Parlamento e ao serviço dos eleitores. Lançando mão de todas as ferramentas de comunicação e tecnológicas que lhe foram possíveis (de entre as quais se destacam a criação de canais na internet, a presença na rede «twitter», uma presença assídua no contacto directo via MSN e um «blogue/site» sempre actualizado), André Almeida procurou esbater o «’divórcio’ entre eleitor e eleitos», manifestando sempre «total disponibilidade».
Segundo o jovem deputado, «o final de uma Legislatura é sempre uma altura propícia a uma avaliação do trabalho desenvolvido. Creio que, em nome da transparência e da responsabilidade que me foi confiada, devo dar nota aos cidadãos do trabalho produzido neste cerca de ano e meio. Coloco-o, agora, à disposição e apreciação de todos, para que o avaliem e dele tomem devida nota, na certeza de que, a cada momento, o pensamento na minha região e no País estiveram sempre presentes».
Comentários (5)
Actividade André Almeida
Depois de toda esta actividada em prol de Aveiro e mais específicamente Arouca, o que fez o PSD? Mandou-o para lugar não elegível
Está explicado os critérios de escolha nas listas...
André Almeida em lugar elegível
...
Em segundo lugar apenas deixar um registo para o Rui Vilar porque acho demasiado pesado usar a expressão "Pedro estás a mentir...". Se alguém está a mentir, quer dizer que, pelo menos nessa situação concreta é mentiroso. Não creio que fosse minimamente essa a intenção do Sousa. Assim como não me parece que fosse intenção do Rui Vilar apelidar o Sousa de mentiroso.
O que me parece é que de facto o André não será eleito a não ser que ocorram aquelas fugas de eleitos que desistem ou vão para as Câmaras, etc. O que o Sousa quis dizer foi que não é de esperar que o André seja eleito. Basicamente tal acontece porque ele foi ultrapassado por outros na lista por Aveiro. Agora coloca-se a questão: Como é que um jovem que demonstrou tanto empenho se vê relegado para lugares de difícil eleição? Mas a resposta é simples: É política!
Correcção.
Ser rigoroso
Antes de mais, quero aqui deixar os meus sinceros parabéns, e agradecimentos, ao André pelo trabalho que consegui desenvolver na AR, em tão pouco tempo, e nas condições que sabemos ser as de um novato, naquelas andanças.
Durante este tempo, levou o nome de Arouca até Lisboa, e até aos Passos Perdidos da AR, o que só nos engrandece.
Feitas as apresentações, julgo que agora o André, estava muito mais preparado para nos representar na AR, num novo mandato (independentemente de o seu partido, estar na oposição ou no Governo).
Acontece porem, que na respectiva lista distrital, em vez de subir, relativamente a 2005, ainda terá descido para o 10 lugar.
Porquê? Eu não sei, mas também não é isso que me move. Lamento apenas tal decisão, pois ele pelo seu trabalho e empenho merecia (em minha opinião estar nos 5 primeiros, ou mesmo 3).
Usando uma frase muito em voga actualmente – falar verdade eis os factos então, respondendo ao Rui Vilar, e comprovando que infelizmente o André, não está num lugar dito elegível, senão vejamos a história:
Eleições legislativas:
1975 : PSD elegeu 7 deputados em 14 possíveis : 7/14
1976: 6/15
1979: 9/15 (coligado AD)
1980: 10/15 (AD)
1983: 6/15
1985: 6/15
1987: 11/15
1991: 9/14
1995: 6/14
1999: 6/15
2002: 8/15
2005: 6/15
Desta forma, tirando aquela maioria absoluta do Cavaco em 1987, nunca o PSD elegeu mais de 9 deputados por Aveiro, sendo mesmo o normal cerca de 6, isto é, um bocado longe dos 10.
Mas nunca se sabe, pode o PSD dia 27 ter uma votação histórica e eleger 10 deputados (o que duvido pela campanha que vem fazendo), ou então, pode depois, no habitual roda de cadeiras, o André voltar á AR.
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