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Política Regional
Artur Neves: Temos um primeiro-ministro activo e reformador
Política Regional
Artur Neves: Temos um primeiro-ministro activo e reformador
A única alternativa política é aquela que não adia reformas, que aposta no desenvolvimento e no crescimento da economia, que organiza as finanças públicas e que gere os recursos de forma consciente.
Em entrevista ao Acção Socialista, José Tavares Neves, presidente da Câmara Municipal de Arouca, lembra que o Governo liderado por José Sócrates tem sabido encarar corajosamente os problemas que se colocavam a Portugal, ultrapassando um certo clima de facilitismo, lutando contra as desigualdades sociais e, sobretudo, realizando um conjunto de políticas que o país há muito reclamava.

Hoje, as pessoas deslocam-se não apenas para passearem ou verem passivamente. Em Arouca, poderão aventurar-se nas águas bravas do Paiva, aprender mais sobre os fenómenos geológicos das Pedras Parideiras ou sobre as trilobites gigantes (fenómenos únicos no mundo), no Centro de Interpretação Geológica de Canelas, conhecer um dos mais ricos acervos de arte sacra, no museu instalado no Mosteiro, usufruir do imenso espaço natural no planalto da Serra da Freita. Somos o único município de montanha da área metropolitana do Porto, razão porque devemos ter cuidado com um desenvolvimento que desejamos sustentável em que a gestão dos recursos é pensada.
Estamos a alargar as nossas redes e concluímos o emissário da rede de saneamento das sete freguesias do vale de Arouca, o que representa um aumento de quase 10 por cento na cobertura da rede de saneamento. Prestamos, por outro lado, especial atenção à floresta, um dos recursos que mais riqueza gera no concelho. Nesse sentido, temos vindo a promover várias acções de reflorestação de zonas afectadas pelos incêndios. Por outro lado, estamos também a planear o Parque Florestal de Usos Múltiplos, que inclui a reabilitação das margens do rio Gondim. No que diz respeito à mobilidade, somos parte, desde 2005, da Rede Nacional das Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos.
No domínio da educação, somos por muitos considerados um município modelo no que diz respeito à escola a tempo inteiro. Sofremos um primeiro choque com o encerramento de 16 escolas, mas soubemos encontrar soluções. A nossa carta educativa foi das primeiras a obter homologação ministerial.
Reformulámos a rede e os transportes escolares, e, neste momento, temos 100% de cobertura em termos de refeições escolares, nas actividades de enriquecimento curricular e na componente de apoio à família, nos jardins-de-infância.
No que diz respeito ao Ordenamento do Território, demos passos firmes, com o arranque de um Plano de Urbanização do eixo urbano Escariz/Fermêdo, uma iniciativa na qual estamos a trabalhar em parceria e com as populações e entidades responsáveis das freguesias. Na Educação, no Ordenamento do Território ou no abastecimento de água e saneamento, tudo está em permanente movimento. A nossa postura é de constante monitorização das acções que implementamos.
Neste momento temos excelentes contributos de todos, a nível local e regional. Mas mais importante que isso é esse trabalho em rede que estamos a desenvolver.
De facto, a A32 proporcionará uma alternativa importante, um acesso mais rápido e eficaz à cidade do Porto e a Oliveira de Azeméis e, por consequência, à A1 e a sul.
Paralelamente a isso, estamos a avançar com o processo da nossa via estruturante (Variante à EN 326), que terá um nó de ligação à A32 e um acesso privilegiado à A1, em Santa Maria da Feira.
O IC35 terá também passagem pelo nosso concelho. Simultaneamente, estamos a criar alternativas viárias no interior do município que nos permitam circular eficazmente, especialmente em torno da vila e do nosso centro histórico, ligando várias freguesias com a nova circular urbana. Há, de facto, um caminho a percorrer, mas estamos a percorrê-lo. Há decisões que dependem do Governo que nos tem dado toda a abertura e colaboração.
Por isso, quando falo de descentralização efectiva, falo de uma descentralização não apenas financeira, mas também de um reajustamento ao nível dos recursos humanos.
Com novas competências, com recursos financeiros acrescidos mas sem recursos humanos qualificados, as verbas, por maiores que sejam, de pouco servem. O dinheiro é importante para resolvermos ou ajudarmos a resolver os problemas dos nossos munícipes, mas não é tudo. É apenas uma parte da solução, uma ajuda importante para que possamos prestar serviços de qualidade e dar melhores condições de vida às populações.
É necessário que Portugal tenha mais gente envolvida e menos gente reactiva. Temos, um primeiro-ministro activo e reformador, um Presidente da República empenhado no desenvolvimento do país. Portugal não deve desperdiçar esta oportunidade.

- Qual a importância do projecto de requalificação da serra da Freita em que a edilidade está envolvida?
Hoje, as pessoas deslocam-se não apenas para passearem ou verem passivamente. Em Arouca, poderão aventurar-se nas águas bravas do Paiva, aprender mais sobre os fenómenos geológicos das Pedras Parideiras ou sobre as trilobites gigantes (fenómenos únicos no mundo), no Centro de Interpretação Geológica de Canelas, conhecer um dos mais ricos acervos de arte sacra, no museu instalado no Mosteiro, usufruir do imenso espaço natural no planalto da Serra da Freita. Somos o único município de montanha da área metropolitana do Porto, razão porque devemos ter cuidado com um desenvolvimento que desejamos sustentável em que a gestão dos recursos é pensada.
- Futuro sustentável foi o tema de um recente fórum realizado em Arouca. Que trabalhos tem vindo a empreender a sua edilidade em prol de uma mais adequada gestão da água, mas também no sector da educação, mobilidade e ordenamento do território?
Estamos a alargar as nossas redes e concluímos o emissário da rede de saneamento das sete freguesias do vale de Arouca, o que representa um aumento de quase 10 por cento na cobertura da rede de saneamento. Prestamos, por outro lado, especial atenção à floresta, um dos recursos que mais riqueza gera no concelho. Nesse sentido, temos vindo a promover várias acções de reflorestação de zonas afectadas pelos incêndios. Por outro lado, estamos também a planear o Parque Florestal de Usos Múltiplos, que inclui a reabilitação das margens do rio Gondim. No que diz respeito à mobilidade, somos parte, desde 2005, da Rede Nacional das Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos.
No domínio da educação, somos por muitos considerados um município modelo no que diz respeito à escola a tempo inteiro. Sofremos um primeiro choque com o encerramento de 16 escolas, mas soubemos encontrar soluções. A nossa carta educativa foi das primeiras a obter homologação ministerial.
Reformulámos a rede e os transportes escolares, e, neste momento, temos 100% de cobertura em termos de refeições escolares, nas actividades de enriquecimento curricular e na componente de apoio à família, nos jardins-de-infância.
No que diz respeito ao Ordenamento do Território, demos passos firmes, com o arranque de um Plano de Urbanização do eixo urbano Escariz/Fermêdo, uma iniciativa na qual estamos a trabalhar em parceria e com as populações e entidades responsáveis das freguesias. Na Educação, no Ordenamento do Território ou no abastecimento de água e saneamento, tudo está em permanente movimento. A nossa postura é de constante monitorização das acções que implementamos.
- O Mosteiro de Arouca é uma peça arquitectónica de interesse local e nacional. Para lá das várias realizações e iniciativas pontuais que alberga, que futuro lhe está reservado?
- As redes sociais do concelho de Arouca e as dos municípios vizinhos apresentaram um documento onde são estabelecidos contributos para o desenvolvimento social da região de Entre Douro e Vouga. O que espera que este documento possa trazer para o futuro do seu município?
Neste momento temos excelentes contributos de todos, a nível local e regional. Mas mais importante que isso é esse trabalho em rede que estamos a desenvolver.
- Em sua opinião Arouca já está bem servida de vias de comunicação, ou, pelo contrário, ainda há um caminho a percorrer?
De facto, a A32 proporcionará uma alternativa importante, um acesso mais rápido e eficaz à cidade do Porto e a Oliveira de Azeméis e, por consequência, à A1 e a sul.
Paralelamente a isso, estamos a avançar com o processo da nossa via estruturante (Variante à EN 326), que terá um nó de ligação à A32 e um acesso privilegiado à A1, em Santa Maria da Feira.
O IC35 terá também passagem pelo nosso concelho. Simultaneamente, estamos a criar alternativas viárias no interior do município que nos permitam circular eficazmente, especialmente em torno da vila e do nosso centro histórico, ligando várias freguesias com a nova circular urbana. Há, de facto, um caminho a percorrer, mas estamos a percorrê-lo. Há decisões que dependem do Governo que nos tem dado toda a abertura e colaboração.
- As alterações que o Governo introduziu na Lei das Finanças Locais são, em sua opinião boas, ou, pelo contrário, tem críticas ou sugestões a fazer?
- Mais autonomia do poder local significa mais descentralização financeira da parte do Governo, ou a lei como está já é suficiente para uma gestão equilibrada dos municípios?
Por isso, quando falo de descentralização efectiva, falo de uma descentralização não apenas financeira, mas também de um reajustamento ao nível dos recursos humanos.
Com novas competências, com recursos financeiros acrescidos mas sem recursos humanos qualificados, as verbas, por maiores que sejam, de pouco servem. O dinheiro é importante para resolvermos ou ajudarmos a resolver os problemas dos nossos munícipes, mas não é tudo. É apenas uma parte da solução, uma ajuda importante para que possamos prestar serviços de qualidade e dar melhores condições de vida às populações.
- Este Governo tem sabido lidar com os problemas das autarquias, ou, em sua opinião, ainda têm ambos um caminho a percorrer?
- Este Governo tem vindo a mostrar uma faceta reformista única. Em sua opinião é este o caminho que o país precisa para enfrentar os desafios do futuro?
É necessário que Portugal tenha mais gente envolvida e menos gente reactiva. Temos, um primeiro-ministro activo e reformador, um Presidente da República empenhado no desenvolvimento do país. Portugal não deve desperdiçar esta oportunidade.
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Comentários (1)
Grande Pseudo-PolÃtico
O Sr. Artur Neves deverá fazer uma retrospectiva do seu mandato e ter vergonha daquilo que anda a fazer. O concelho tem prioridades alarmantes, para o bem estar da população e anda este senhor a falar de Geoparques á quase 3 anos. Está a fazer um mandato igual ao do sr Sócrates no governo sorri para toda a gente, cumprimenta a velhinha e o avozinho na feira quinzenal, fala da oposição como se esta tivesse culpa do estado do concelho (como se arouca tivesse tido um mandado PSD anterior) e ainda consegue arranjar forças para ir dar uns saltinhos com o Quim Barreiros na feira das colheitas para animar a malta. Tenha vergonha sr. Neves. Leve o concelho para a frente e deixe de dar entrevistas como esta.
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