Segunda, Março 15, 2010

Politica Regional

Assembleia Metropolitana do Porto aprovou moção de apoio à Concessão do Vouga

A Assembleia Metropolitana do Porto aprovou na passada Sexta-feira e por unanimidade uma moção do PSD que pede ao governo o lançamento imediato da «concessão Vouga». Esta moção teve como primeiro subscritor o deputado arouquense Óscar Brandão e foi também assinada por um vasto conjunto de deputados de todos os outros partidos eleitos para a AMP.

 

CDU Arouca - Dia Internacional da Mulher

Há  145 anos, no dia 8 de Março de 1857, teve lugar aquela que terá  sido, em todo o mundo, uma das primeiras acções de luta de trabalhadores do sexo feminino. Centenas de mulheres das fábricas de vestuário e têxteis de Nova Iorque iniciaram uma marcha de protesto contra os baixos salários, o período de 12 horas diárias e as más condições de trabalho. Estas operárias recebiam menos de um terço do salário dos homens. Nesta greve foram fechadas na fábrica onde se declarou um incêndio e, por isso, 130 mulheres morreram queimadas.

   

PCP Arouca anucia medidas para a construção da variante

Em comunicado a estrutura concelhia do PCP anuncia inclusão da Variante Arouca/Feira em proposta de alteração do PIDDAC na Assembleia da República. Espera que PS, PSD e CDS-PP aprovem a proposta não esperando que estas forças tenham um discurso na região e outro na Assembleia da República.

   

CDU Arouca - Regeneração Urbana do Centro Histórico

A Câmara Municipal divulgou um projecto de intervenção em algumas zonas da Vila, nomeadamente no seu centro histórico. O anunciado constitui, em grande parte, uma agressão inqualificável ao centro histórico, uma inutilidade funcional e um desperdício de dinheiros públicos.

Quando se tem a responsabilidade de administrar um território e de gerir dinheiros públicos, há que ter sempre algumas preocupações fundamentais: identificar prioridades, respeitar os valores e as memórias naturais e histórico-culturais, procurar soluções funcionais e integradas, melhorar a qualidade de vida das pessoas e valorizar o existente. Ora, a intervenção anunciada parece que, em grande parte, não teve nenhuma destas preocupações.

De facto, o anunciado não é o prioritário na Vila de Arouca e muito menos no concelho (ver propostas da CDU – Arouca para o Orçamento Municipal de 2009 em www.cduarouca.wordpress.com). Prioritário, na vila é resolver definitivamente o problema dos esgotos que continuam, criminosa e vergonhosamente, a correr para o rio; prioritário é solucionar a questão dos escoamentos pluviais que continuam a fazer saltar as tampas das caixas de saneamento sempre que chove um pouco mais; prioritário é um programa de recuperação dos imóveis degradados, com efectivos apoios técnicos e financeiros aos proprietários; prioritária é uma urbanização racional, procurando-se o preenchimento dos espaços disponíveis e evitando-se o crescimento expansivo e disperso, sem infra-estruturas básicas e de qualidade; prioridade é valorizar alguns espaços, por exemplo a Rua de Santo António. O contrário será intervir com obras de fachada, desintegradas e caras, como aconteceu com aquele monstro inútil e desproporcionado que foi construído em direcção ao Palácio da Justiça, destruindo, ainda por cima, o que poderia ser, e até já era, uma bela zona verde. E nem valerá a pena falar das enormes carências e prioridades que existem por todo o concelho.

Os dinheiros públicos não podem ser gastos em coisas que não são prioritárias e que constituirão intervenções altamente negativas. Vejamos:

A PRAÇA BRANDÃO DE VASCONCELOS

A intervenção anunciada para a Praça constitui a maior das aberrações e resume-se, no essencial, ao abaixamento de metade do seu espaço, com a construção de um pseudo-anfiteatro, e ao deslocamento do fontenário para um dos cantos. Ora isto, para além de feio, introduz um total desequilíbrio em todo o espaço e na sua envolvente, não tem, ao contrário do que diz, qualquer funcionalidade e ignora, em absoluto, a memória histórica local.

Brandão de Vasconcelos se chama a Praça. E não é por acaso, mas porque se pretendeu prestar merecida homenagem a quem teve um papel decisivo num dos momentos mais importantes da nossa história: a extinção dos foros que oprimiam e exploravam os arouquenses. Na Praça funcionou a Câmara Municipal, existiu o hospital da Santa Casa da Misericórdia e aconteceram alguns dos momentos mais altos da nossa vivência colectiva, como o nascimento da Feira das Colheitas, com toda a importância económica e cultural que teve. Pela Praça, e pelo seu fontenário, passou toda a saga mineira da exploração do volfrâmio, com mil estórias de negócios, negociatas e feitos de pícaros que povoam a nossa memória. A Praça sempre foi, ainda o é hoje, ponto de encontro e de convívio dos arouquenses. O chão da Praça é um dos poucos exemplares de calçada à portuguesa (herança portuguesa espalhada pelo mundo) de todo o concelho, deveria ser restaurado e não, como se depreende do projecto, “varrido” como entulho. Mas nada disto se vislumbra como enformador da intervenção que se anuncia, nada disto é avivado como património, tudo isto se risca e se esquece, numa indignidade que revolta.

A intervenção anunciada é fonte de desequilíbrio do espaço e não lhe traz qualquer funcionalidade, antes pelo contrário. Rebaixando-se a metade norte da Praça e construindo-se aí o tal pseudo-anfiteatro está-se a voltar costas ao restante espaço, nomeadamente ao Convento (o Convento é, simultaneamente, a referência central deste espaço e o “factor mais determinante na identidade da região”. O destacado foi transcrito de “Memória e Identidade em Comunidade Autárquica”, António Teixeira Fernandes, edição da Câmara Municipal de Arouca, Dezembro de 2002). Ora, é com o Convento e com a Avenida 25 de Abril que a Praça tem de dialogar e de se equilibrar e isso é muito mais conseguido com a realidade horizontal existente, do que com o espaço que se pretende criar. E na Praça existe o fontenário que é quase figura tutelar e que não pode ser desterrado para um canto, como coisa sem importância e sem valor. Aquele fontenário, senhores, carrega estórias e recordações que não podem ser apagadas, com um pontapé no rabo, por qualquer voluntarismo “modernista”.

Também não aumentará a funcionalidade da Praça, nomeadamente para a realização de espectáculos, argumento avançado para a intervenção. Pelo contrário, inutilizar-se-á completamente o espaço, para esse efeito. É sabido, qualquer um com o mínimo de experiência o sabe, que, para se ter boa visibilidade num espectáculo, das duas uma:

– ou se dispõe de um anfiteatro a sério, natural ou construído, ou se tem espaço plano com um plano elevado. Ora, nada disto vai acontecer e tudo vai piorar. O pseudo-anfiteatro (não passam de quatro ou cinco degraus) é pequeno, pequeníssimo e acanhado para as multidões que tradicionalmente comparecem aos espectáculos realizados na Praça. O que vai acontecer é que no tal anfiteatro ficará, e em más condições, um número diminuto de pessoas e todas as outras, a maioria, que ficarem na zona plana não terão qualquer visibilidade, porque o palco estará enterrado, a tal zona rebaixada.

Não tem pois qualquer justificação a intervenção anunciada para a Praça, já que não valoriza e esquece a sua memória histórica e cultural, introduz um desequilíbrio absoluto naquele tecido urbano e patrimonial, piora a funcionalidade e, como tal, constitui um desperdício de dinheiros públicos que, sem perder de vista o domínio para que existe, bem poderia ser empregue em outras e prementes necessidades.

O TERREIRO

O Terreiro é espaço a merecer intervenção que o valorize e que, com isso, valorize também aquelas belíssimas alas do Convento. Instale-se um piso digno e adequado, retirem-se as árvores que afogam todo o espaço e as suas envolventes, recupere-se o antigo portão e, aqui sim, teremos um espaço valorizado e mais bonito, com respeito pelo essencial e sem o novo-riquismo bacoco que, por vezes, vemos em alguns lados. Apoiado.

E, em vez de se ir fazer um novo espaço de estacionamento no antigo campo de futebol, prolongue-se aí a maravilhosa zona verde que o parque constitui. 

A ALAMEDA


Anuncia-se também uma intervenção de fundo na Alameda D. Domingos de Pinho Brandão. Para quê? Para nada, apenas para retirar o trânsito de onde está e instalá-lo numa única faixa central. A Alameda é desafogada e o que precisa é muito simples: precisa que os esgotos domiciliários que correm para o rio ou para os pluviais sejam devidamente encaminhados, precisa que os pluviais tenham uma solução definitiva, precisa que aquela zona verde seja devidamente tratada e a arborização repensada. E, mais uma vez, poupe-se dinheiro, para investir noutras prioridades.

ENFIM

… há coisas com que concordamos e nos parecem  valorizar  a nossa bonita Vila, há outras, como a intervenção na Praça, que constituem autênticos crimes contra o nosso património e a nossa identidade. E não se invoque o argumento de que existem fundos comunitários para este tipo de intervenções no tecido urbano e que é preciso aproveitá-los. Aproveitem-se, mas aproveitem-se em coisas que valham a pena e que melhorem a nossa Vila, já que, por absurdo, não seria por haver fundos disponíveis para demolir o Convento que nós iríamos cair na tontaria de o fazer.

Acima de tudo, não pode vingar a vontade da vã glória de dizer que se transformou alguma coisa, quando essa transformação foi para pior e em nada contribuiu para a qualidade de vida que se deseja e que merecemos.

Os arouquenses não podem permitir que coisas destas sejam dadas como factos consumados. É preciso intervir, é preciso exercer o nosso direito democrático de participar e protestar, é preciso não ficar calado.

É o passado de Arouca que o exige, é o futuro de Arouca que o impõe.



Arouca, 13 de Fevereiro de 2010

A Comissão Concelhia de Arouca do PCP
   

Movimentações pela conclusão da variante

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Nos últimos dias várias movimentações tem acontecido na esfera política Arouquense. A vaga de reinvindicação pela Variante Arouca-Feira conta com um grupo iniciado por Pedro Magalhões no Facebook, os membros do PS na Assembleia Municipal e até uma proposta do Presidente da Câmara para a criação de um Conselho Municipal para a Construção da Variante.

   

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