Via estruturante não avança e levanta acesa polémica com autarcas à procura novas formas de luta.
Depois de Fermedo e Alvarenga foi a vez da freguesia de Canelas receber uma sessão da Assembleia Municipal – o que aconteceu no passado Sábado, dia 27. Tratou-se de uma assembleia polémica e longa marcada já por um clima de pré-campanha para as eleições autárquicas.
Esta reunião foi claramente marcada pela moção aprovada na Câmara Municipal em defesa da conclusão da via estruturante e que despoletou uma larga discussão, não tendo esta vindo a ser subscrita pela Assembleia.
Tudo começou com uma intervenção do Presidente da Câmara que deu a conhecer a intenção do governo de Sócrates em não lançar a obra a concurso. Caiu sobretudo mal a desculpa do edil ao justificar a decisão do governo com as criticas formuladas pela líder da oposição, Manuela Ferreira Leite, as grandes obras pública. Esta posição foi contestada e refutada pelo líder da bancada do PSD, Luís Ferreira da Silva (PSD) que reagiu, registando sobretudo um falhanço dos socialistas, não só a nível local como nacional. Local, porque tinha sido a grande aposta do executivo, e falhou – lembrando que este tinha sido o grande lema da última campanha eleitoral. A nível nacional porque o governo só não decide porque não quer, apesar de o Ministro das Obras Públicas ter prometido a obra há quatro anos atrás perante os cidadãos de Arouca.
Este deputado municipal referiu ainda que Manuela Ferreira Leite é contra os grandes investimentos (aeroporto, nova ponte sobre o Tejo e a maluqueira de uma terceira auto-estrada Porto-Lisboa) e não contra obras como aquela a pensada para a região.
Luís Silva recordou que o Presidente da Câmara disse há tempos atrás, também numa Assembleia Municipal, que retiraria as devidas ilações no caso de a obra não ir a concurso. Para si, se estas eram as tais ilações, então a montanha pariu um rato sendo a moção um fraco espelho da dita indignação que dizia estar possuído.
Artur Neves referiu que estava de consciência tranquila quanto ao processo seguido e que estava aberto a qualquer sugestão para se tentar resolver esta situação, dizendo no entanto que não era favorável a manifestações e tendo mesmo colocado a hipótese de os diferentes partidos políticos não se candidatarem ás próximas autárquicas, indo mesmo até a hipótese de ir fazer greve de fome para a porta do Primeiro Ministro ou do Ministro das Obras Publicas!!!
A discussão ficou acalorada e colocou-se a hipótese de a Assembleia Municipal pedir a demissão em bloco como forma de pressão. O que não colheu simpatia. No entanto este assunto vai ser levado a uma nova assembleia extraordinária que reunirá no próximo dia 10.
Esta sessão aprovou ainda as alterações aos Regulamentos de posse, circulação, detenção e alojamento de animais e de atribuição de prémios de mérito aos alunos que mais se distinguiram e a autorização para a repartição de encargos da empreitada do Pólo Escolar de Chave.
De registar no Período Antes da Ordem do Dia a saudação especial feita pelo Presidente da Junta de Canelas, Joaquim Cunha, assim como as intervenções de alguns habitantes desta freguesia que defenderam a importância de algumas obras que devem ser realizadas a curo prazo, com especial destaque para ao asfaltamento da estrada municipal. Ainda sobre Canelas o deputado da UPA, Fernando Matos Rodrigues fez uma demorada intervenção onde colocou em causa o modelo de desenvolvimento pensado para a freguesia.
O Período Antes da Ordem do Dia foi também marcado pela polémica à volta do inusitado passeio dos idosos proporcionado pela Junta de Arouca. Luís Silva (PSD) foi particularmente crítico com os autarcas daquela freguesia. Leu passagens da notícia do jornal «Discurso Directo» referindo em termos irónicos que só tinha havido uma falha organizativa pois «para além deram um passeio de autocarro, de barco houve almoço, lanche (ido de Arouca) jantar e...lembrança que foi pena não terem levado a urna e os boletins de voto pois dessa maneira resolviam logo o assunto». Dizendo-se não ser contra os passeios, torna-se importante perceber que, principalmente em período de crise, quando há pessoas a passar grandes dificuldades e outras juntas de freguesia a contar os tostões para fazer as obras necessárias e básicas, fazer-se um passeio tão ostensivo e oneroso para os cofres da junta(15.000€) é irresponsável e visa tão somente o populismo fácil e o arrecadar de votos.
De referir que, curiosamente, nenhuma voz se levantou em defesa da Junta de Arouca.
Comentários (6)
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Neste sentido, não posso deixar de apoiar e estar solidário com todas as iniciativas possíveis e imaginárias que a Câmara Municipal de Arouca venha a desenvolver com vista a garantir o lançamento a concurso desta obra.
Mais entendo que todas as pessoas, forças vivas e políticas do concelho de Arouca, não deixando de fazer o aproveitamento interno que esta derrota do actual executivo camarário impõe, devem estar solidárias com a Câmara Municipal e unidas na exigência ao Governo para lançamento desta obra a concurso. Estou certo que a maturidade democrática dos arouquenses, forças vivas e políticas de Arouca, possibilitará levar por diante um e outro exercício com elevação e responsabilidade.
É o desenvolvimento de Arouca e a qualidade de vida de todos os arouquenses que o impõe!
Maturidade cívica e democrática
maturidade civica e democrática
vergonha
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