| Utentes de Castelo de Paiva passam para Arouca |
|
|
| Escrito por Jornal de Notícias | |
| 16-Dez-2006 | |
Nem morta quero ir para AroucaAs pessoas queixam-se de serem obrigadas a percorrer uma distância maior, por estradas sinuosas, e, se tiverem de ser transportados para os hospitais Padre Américo Vale do Sousa, em Penafiel, ou para o S. Sebastião, na Feira, "andam para trás". A funcionar há mais de 30 anos, durante 24 horas, o SAP da unidade de saúde atende, por ano, cerca de 32 mil utentes. O actual edifício foi construído de raiz e começou a funcionar há cinco anos, ficando dotando de bons equipamentos. O problema maior está na falta de médicos. Decisão repudiadaA população parece estar, ainda, pouco avisada do encerramento da Urgência do Centro de Saúde, anunciado numa carta enviada pelo coordenador da Sub-Região de Saúde de Aveiro ao presidente da Câmara, Paulo Teixeira, no mês passado. A carta não refere a data em que o SAP será fechado, mas garante a extinção. A autarquia paivense apressou-se a emitir um comunicado público, repudiando a decisão.No interior do centro de saúde, alguns utentes disseram ao JN desconhecer a decisão. No entanto, ninguém acredita que a medida seja para levar a sério. "Deve haver engano. As estradas são péssimas, com curvas e mais curvas, e não há transportes públicos nem ambulâncias com capacidade para transportar tanta gente", sublinhou Elisabete Fernandes, de 32 anos, exploradora florestal. "Nem morta quero ir para Arouca", reagiu intempestivamente uma utente ao ser informada desta decisão. Maria Lúcia Sousa, de 47 anos, reformada, concorda e avisa "Não cabe na cabeça uma decisão dessas. Castelo de Paiva cai sempre no esquecimento de quem manda neste país". Ao lado, Laura Pinto, de 45 anos, doméstica, não está convencida do encerramento, nem sequer quer admitir que a decisão do Ministério da Saúde avance. "São curvas e mais curvas e para nós seria melhor irmos para a Urgência do Hospital do Vale do Sousa do que termos de ir para a Feira. Mesmo assim, ninguém me convence que isto vai fechar. Era o que faltava", desabafou. "Há 365 curvas"O presidente da Câmara, Paulo Teixeira, reagiu muito mal à notícia. "De Castelo de Paiva a Arouca há 365 curvas, durante 26 quilómetros. As pessoas daqui terão de andar às voltas para serem assistidas no S. Sebastião ou no Padre Américo. E, curiosamente, se há um centro de saúde que possui todas as condições é o de Castelo de Paiva". "Já que ninguém vem cá conhecer esta realidade, convido a Comunicação Social a fazer o percurso entre Castelo de Paiva e Arouca e a mostrarem ao país o estado das estradas", disse, irritado, o autarca. Paulo Teixeira lembra que "há cerca de seis mil utentes sem médico de família e só existe uma ambulância medicalizada do INEM para a região, que, também, está afecta à auto-estrada A4, de Ermesinde a Vila Real". Relacionado:
Marcar como favorito
Bookmark
Enviar por email
Visualizações: 1433 Comentários (1)
![]()
JUSTINO FERNANDO
disse:
|
| < Artigo anterior | Artigo seguinte > |
|---|