Segunda, Março 15, 2010

Unidade de Gestão Florestal em Arouca vai gerir território da AMP

A futura Unidade de Gestão Florestal para gerir o território da Área Metropolitana do Porto vai ter sede em Arouca e arranca no próximo mês de Outubro, anunciou hoje o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e Florestas, Ascenso Simões. Ascenço Simões na Feira das Colheitas
«Com a unidade de gestão, Arouca ganha, partir de Outubro, uma nova centralidade, sobretudo nas políticas de defesa da floresta contra incêndios», afirmou Ascenso Simões.

Segundo o secretário de Estado, a estrutura permitirá concretizar os planos regionais do ordenamento florestal, aproveitando também as oportunidades que hoje se colocam no âmbito do mercado do carbono e das centrais de biomassa.

«Aproveitando todo este espaço territorial que é significativo – importante sob o ponto de vista florestal – faz todo o sentido que Arouca seja a sede de uma unidade de gestão, enquadrada na profunda reforma que o Governo está a desenvolver no sector», disse.

O governante lembrou que a floresta «vale em Portugal 12 por cento do PIB industrial e emprega directamente mais de 160 mil pessoas», salientando que além de ser «um universo de sustentabilidade» deve ser encarada igualmente como «um negócio de exploração florestal».

O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e Florestas falava aos jornalistas à margem da inauguração da 64ª edição da Feira das Colheitas, considerada um dos principais cartazes turísticos de Arouca.

A «festa dos agricultores» - criada em 1944 por iniciativa de António Almeida Brandão, então responsável pelo Grémio da Lavoura - tem «um papel preponderante para a promoção do município», segundo o presidente da autarquia local, José Artur Neves.

«A feira surgiu durante a II Guerra Mundial para colmatar a falta de cereais, sendo hoje um evento cultural de referência na região», afirmou.

«Trata-se de um certame inovador pela dinâmica que imprimiu aos longo dos anos à agricultura, à economia e à cultura em Arouca», disse ainda o autarca, que espera até domingo «cerca de 100 mil visitantes de todo o País».

Exposições, feiras, música, gastronomia, etnografia e folclore integram o programa, numa organização da autarquia com coordenação da Associação de Agricultores de Arouca.

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