A decisão de Arouca passar a integrar a Rede Europeia de Geoparques deverá ser conhecida no final de Abril mas os peritos da UNESCO, que visitaram o município, acreditam no "sucesso global" do projecto.

"Saímos daqui com uma apreciação muito boa e, nesse sentido, a nossa análise só pode ser positiva", disse hoje à Lusa o grego Ilias Valiakos, da equipa de peritos da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) que hoje procedeu à avaliação dos locais classificados.
O Geoparque Arouca aguarda desde 26 de Agosto de 2008 - ano em que formalizou a candidatura - a integração na Rede Europeia de Geoparques, estrutura que tem a validação da UNESCO.
O único projecto português com "certificação global" atribuída é o Geoparque Naturtejo, que une os municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão.
"Estão reunidas as condições para que Arouca seja o segundo geoparque existente em Portugal a figurar na rede europeia", sublinhou o italiano Maurizio Burlando, o outro especialista da UNESCO que esta semana se deslocou a Arouca.
Os dois peritos tomaram contacto com as iniciativas já em curso, designadamente a abertura do projecto ao meio escolar através da dinamização dos programas educativos.
O Geoparque Arouca tem como principais destaques as trilobites da "Pedreira do Valério", em Canelas, e as pedras "Parideiras", da aldeia da Castanheira, ocorrências únicas no mundo.
Desde a sua abertura, em Junho de 2006, recebeu mais de 20 mil visitantes.
Segundo o coordenador científico do projecto, Artur Sá, "a afluência cresce a cada dia que passa".
"Há reservas para visitas de escolas de todo o país marcadas até Maio", disse.
Na diversidade dos "geos-sítios" do Geoparque Arouca destacam-se também a Frecha da Mizarela, as pedras "Boroas" e as "Marmitas de Gigante".
O Centro de Interpretação Geológica de Canelas - a "âncora" deste geoparque - fica localizado numa exploração de ardósias, uma decisão que resultou da sensibilidade dos responsáveis da empresa ("Valério & Figueiredo, Lda.") que comunicaram à comunidade científica os primeiros achados.
Criada a 09 de Junho de 2008, a Associação Geoparque Arouca é a entidade gestora do projecto, que se estende por uma área de 329 quilómetros quadrados, correspondendo a todo o território deste concelho do Norte do distrito de Aveiro.
Os Programas Educativos do Geoparque Arouca têm conduzido os alunos e professores participantes pela diversidade dos geossítios do Geoparque, com especial destaque para a Frecha da Mizarela, Pedras Parideiras, Pedras Boroas, Marmitas de gigante e Trilobites de Canelas. A educação para a promoção e preservação do património natural está definido como uma das prioridades da AGA.

Visita guiada a alunos
"Saímos daqui com uma apreciação muito boa e, nesse sentido, a nossa análise só pode ser positiva", disse hoje à Lusa o grego Ilias Valiakos, da equipa de peritos da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) que hoje procedeu à avaliação dos locais classificados.
O Geoparque Arouca aguarda desde 26 de Agosto de 2008 - ano em que formalizou a candidatura - a integração na Rede Europeia de Geoparques, estrutura que tem a validação da UNESCO.
O único projecto português com "certificação global" atribuída é o Geoparque Naturtejo, que une os municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão.
"Estão reunidas as condições para que Arouca seja o segundo geoparque existente em Portugal a figurar na rede europeia", sublinhou o italiano Maurizio Burlando, o outro especialista da UNESCO que esta semana se deslocou a Arouca.
Os dois peritos tomaram contacto com as iniciativas já em curso, designadamente a abertura do projecto ao meio escolar através da dinamização dos programas educativos.
O Geoparque Arouca tem como principais destaques as trilobites da "Pedreira do Valério", em Canelas, e as pedras "Parideiras", da aldeia da Castanheira, ocorrências únicas no mundo.
Desde a sua abertura, em Junho de 2006, recebeu mais de 20 mil visitantes.
Segundo o coordenador científico do projecto, Artur Sá, "a afluência cresce a cada dia que passa".
"Há reservas para visitas de escolas de todo o país marcadas até Maio", disse.
Na diversidade dos "geos-sítios" do Geoparque Arouca destacam-se também a Frecha da Mizarela, as pedras "Boroas" e as "Marmitas de Gigante".
O Centro de Interpretação Geológica de Canelas - a "âncora" deste geoparque - fica localizado numa exploração de ardósias, uma decisão que resultou da sensibilidade dos responsáveis da empresa ("Valério & Figueiredo, Lda.") que comunicaram à comunidade científica os primeiros achados.
Criada a 09 de Junho de 2008, a Associação Geoparque Arouca é a entidade gestora do projecto, que se estende por uma área de 329 quilómetros quadrados, correspondendo a todo o território deste concelho do Norte do distrito de Aveiro.
Geoparque confirma cerca de 1500 visitas de alunos até Maio de 2009
Estão já confirmadas as visitas de cerca de 1500 alunos, oriundos de mais de 25 escolas de todo o país, ao Geoparque Arouca. Os pedidos de visita são praticamente diários, o que levou a AGA Associação Geoparque Arouca a intensificar a calendarização dos seus Programas Educativos. Estes programas foram lançados em Novembro de 2008, tendo recebido o melhor acolhimento pela comunidade escolar e revela-se já um sucesso.Os Programas Educativos do Geoparque Arouca têm conduzido os alunos e professores participantes pela diversidade dos geossítios do Geoparque, com especial destaque para a Frecha da Mizarela, Pedras Parideiras, Pedras Boroas, Marmitas de gigante e Trilobites de Canelas. A educação para a promoção e preservação do património natural está definido como uma das prioridades da AGA.
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