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SIC - Desta vez o destino é Arouca versão para impressão enviar por e-mail
Escrito por SIC   
17-Dez-2007
A sugestão do programa da SIC "Ir é o melhor remédio" desta semana foi Arouca, Mário Augusto esteve de visita e o Arouca.biz partilha aqui agora a reportagem.
Com o fim-de-semana à porta, muito embora o frio aperte, vale a pena seguir as nossas sugestões e meter pés ao caminho porque "Ir é o melhor remédio". Hoje o passeio é por terras de Arouca. Perca-se nos sabores da doçaria conventual. Não deixe de provar a vitela arouquesa. Deve espreitar o raro fenómeno das pedras parideiras, na Serra da Freita, ou então contemplar fósseis com mais de 465 milhões anos. Já no final do dia visite um dos mais importantes museus de arte sacra. O Mosteiro de Arouca tem das mais ricas colecções e uma das mais bem conservadas talhas da arte barroca.

Doces conventuais


A doçaria conventual de Arouca é uma requintada doçaria monástica. Confeccionada pelas freiras, era considerada o ex-libris do convento, sendo com ela presenteadas as entidades civis e eclesiásticas consideradas merecedoras de proventos das reais monjas. Com a extinção das mesmas, a sua continuidade foi preservada através da sua criadagem e por transmissão familiar até aos presentes dias, apesar da dificuldade na obtenção das matérias-primas, utilizando os métodos ancestrais e o cariz e fórmulas primitivas. Entre os ingredientes utilizados, encontram-se os ovos, açúcar e amêndoas. São exemplos da doçaria conventual desta vila as castanhas doces, as roscas de amêndoa, as barrigas de freira, o manjar de língua, o pão de S. Bernardo, as morcelas e os charutos.

Raça arouquesa


Os animais de raça arouquesa, cuja carne tem denominação de origem protegida e encontra-se certificada desde 1998, são criados em liberdade pelas encostas serranas, alimentados à base de vegetação natural que cobre essas encostas, facto que confere à sua carne, deliciosamente tenra, um inigualável sabor. A confecção desta carne é feita de várias formas, mas constituindo sempre pratos irresistíveis: vitela assada, posta arouquesa, costela arouquesa, bife de Alvarenga, entre outros.

Pedras parideiras


Fenómeno de granitização único no país e raríssimo no mundo inteiro. Trata-se de um afloramento granítico que tem incrustados nódulos envolvidos por uma capa de biotite em forma de disco biconvexo os quais, por efeito da erosão, se soltam da pedra-mãe - daí a denominação de "parideiras" - Situa-se em plena Serra da Freita, nas imediações do lugar da Castanheira.

As trilobites


Eram crustáceos marítimos que dominaram a fauna do planeta durante a era Paleozóica. Encontram-se em Canelas - Arouca algumas das maiores e mais raras e até únicas espécies no mundo. Estes fósseis são da maior importância, mesmo a nível internacional, para estudo da origem e evolução da vida na Terra. Estes animais, que viviam em águas profundas ou em águas superficiais, extinguiram-se rapidamente há cerca de 230 milhões de anos.

O Mosteiro de Arouca


Segundo a documentação existente, o antigo mosteiro de S. Pedro data do séc. X. No ano de 1210 o Mosteiro de Arouca é legado a D. Mafalda, por seu pai, D. Sancho I, Rei de Portugal. No entanto, o início do seu padroado ocorre apenas em 1217 ou mesmo 1220. Embora nos seus primórdios a regra adoptada no Mosteiro tenha sido a da Ordem de S. Bento, no início do séc. XII viria a ser adoptada a da Ordem de Cister, que se manteria até aos finais do séc. XIX. Nos sécs. XV e XVI foram realizadas diversas obras de reconstrução e ampliação do Mosteiro, datando o imponente edifício, tal como vemos hoje, dos sécs. XVII e XVIII.

Os espaços mais notáveis de todo o conjunto são a Igreja, o Coro das Freiras, os Claustros, o Refeitório e a Cozinha. Merece referência especial o magnífico Museu de Arte Sacra que nele se alberga - um dos melhores, no seu género, em toda a Península Ibérica -, no qual, para além de múltiplos objectos de culto, paramentos, peças de mobiliário, manuscritos litúrgicos, se podem encontrar peças raríssimas nas artes da escultura, pintura, tapeçaria, ourivesaria, etc.

O Mosteiro de Arouca foi classificado como Monumento Nacional pelo decreto em 1960. Está sob a responsabilidade do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico. 

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Comentários (1)add comment

Vera Pinho disse:

E porque nem tudo o que passa nas notícias são tragédias, a nossa terra tinha de ser uma bela mensagem do que de bom temos em Portugal.

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