| Revista Europeia de Medicina Publica artigo do Arouquense André Almeida |
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| Escrito por Defesa de Arouca | |
| 13-Mai-2005 | |
![]() André Almeida O autor começa o artigo descrevendo que "o
problema, em primeiro lugar, é cultural e educacional", descrevendo por
exemplo que em Portugal, "entre um telemóvel topo de gama e um sorriso
saudável, grande parte das pessoas prefere o primeiro". Em seguida
refere a actual situação do sistema nacional de saúde, o qual não
integra cuidados de saúde oral, referindo que a "saúde oral dos
portugueses depende exclusivamente do sector privado" o que leva as
"pessoas sem poder económico a não terem a um plano de saúde oral, nem
visitarem regularmente um médico dentista a não ser quando já é tarde
de mais, ou seja, quando a dor já não é mais suportável".
Explica que " o problema torna-se pior dentro da população sénior, onde existem muitas pessoas que nem um dente na boca sequer têm", referindo também que, "as pensões são tão baixas, que é impossível cobrir as altas despesas da medicina dentária". Referindo-se à população mais jovem, diz que "nos mais novos, a falta de dentes resulta em problemas de natureza psiquiátrica, como a isolação e a vergonha" O Autor continua escrevendo que, "o problema, contudo, não é uma falta de médicos dentistas", dizendo mesmo que "actualmente as sete faculdades de medicina dentária, formam anualmente 500 novos médicos dentistas". Termina, com uma forte crítica ao anterior governo, por este ter "aprovado uma lei, que permitiu reconhecer a prática de medicina dentária, a alguns profissionais, os Odontologistas, preservando assim os direitos adquiridos na sua prática" estes profissionais que não possuem qualquer formação médica foram autorizados a exercer medicina dentária. Mas o Autor refere que "a Comissão Europeia institui um processo contra o Governo de Portugal, no Tribunal de Justiça Europeu, por considerar que a legalização desta profissão, viola as directivas comunitárias para a medicina dentária". O Artigo que já suscitou fortes reacções em Portugal, sendo mesmo traduzido por algumas publicações e também mencionado em diversos jornais, merecendo excelentes críticas, quer apenas pelo facto da sua inédita publicação, quer pela sua cruel verdade, coragem e sentido de responsabilidade A este sucesso, a Defesa de Arouca também se quer associar, felicitando desde já o nosso Conterrâneo. Relacionado:
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