| Reportagem - Mini-Hídricas nos Rios Paiva e Paivó |
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| Escrito por Arouca.biz | |||||
| 22-Mai-2008 | |||||
![]() Manuel Brandão Acompanhada por Manuel Brandão e outros elementos da UrtiArda, associação que, conjuntamente com outras, tem promovido várias acções de contestação a estes empreendimentos, a equipa de reportagem deslocaram-se ao rio Paivó e, também, ao rio Ardena, para, neste, verificar os graves prejuízos ambientais provocados pela barragem aí construida. A RTP 2, para além da entrevista efectuada à Urtiarda, entrevistou, também, uma investigadora da Universidade do Porto. O programa foi emitido recentemente, parecendo ser de concluir que as diversas movimentações de contestação começam a ter eco a nível nacional, desta vez na RTP2, depois de o mesmo já haver acontecido em alguns jornais e rádios. Veja o vídeo! O Arouca.biz gravou e disponibiliza a reportagem para todos aqueles que não tiveram a oportunidade poderem ver o video da reportagem.
O que pensa sobre o assunto? A procura por alternativas energéticas "limpas" justifica o impacto ambiental? As populações das zonas, nomeadamente Covelo de Paivó conseguirão ter alguns ganhos com a implantação das Mini-Hídricas? Haverão ganhos para a industria do Turismo, ou por outro lado Arouca só tem a perder com as construções? Partilhe o seu ponto de vista comentando.Relacionado:
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A. J. Brandão de Pinho
said:
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... Depois de ver os dois vídeos aqui disponibilizados pelo Arouca.biz, apenas duas ou três notas: É com inteira legitimidade que vejo a Urtiarda e, nomeadamente, Manuel Brandão, tomar posição relativamente à alegada intenção de se construírem duas mini-hídricas em Arouca, mais concretamente, nos rios Paiva e Paivó. E, mesmo antes de me informar melhor para saber se sou contra ou favor destes empreendimentos, é com satisfação que vejo aquela associação, que tem no seu objecto as questões ambientais, em tempo adequado, apontar algumas reticências àqueles dois alegados projectos e posicionar-se pela defesa daqueles que julgam ser valores maiores. Há poucos dias, no Areínho, perguntavam-me se era contra ou a favor da "inundação daquilo"? É claro que as coisas não se podem colocar nestes termos. Não se pode, há falta de melhores argumentos, confundir parte sensível com o todo. De resto, foi esta ligeireza que inquinou a discussão que se motivou a propósito da Via Estruturante, quando se perguntava se se era contra ou a favor da Via Estruturante. Até à data não conheci alguém que fosse contra a Via Estruturante. Apenas conheci e conheço pessoas contra o traçado da Via Estruturante (entre as quais me incluo) e/ou contra o Viaduto de Rossas, e que, muito legitimamente, em tempo próprio, se posicionaram e manifestaram. Já vai sendo lugar comum dizer e ouvir dizer que "o desenvolvimento causa sempre prejuízos". É um facto! Como também não deixa de o ser alguma insensibilidade de quem tem em mãos a concepção deste tipo de infra-estruturas. Ambicionam desideratos diferentes e, necessariamente, são sensíveis a realidades distintas. Por isso, e neste caso concreto, vem hajam aqueles que, não sendo contra o desenvolvimento, são defensores de causas ambientais e nos ajudam a ter sensibilidade pelo meio em que crescemos. Por fim, referir que se os empreendimentos em causa se revelarem uma inevitabilidade e uma vantagem para Arouca e que os valores que se terão de sacrificar, na perspectiva de quem tem sensibilidade para os analisar, são muito inferiores aos valores que daqueles empreendimentos se venham a retirar, acarretando, obrigatoriamente, um argumento para potencializar os primeiros, pois, que assim seja! Mas, que, mais uma vez, não seja a força das máquinas a ousar levar a melhor sobre a força dos argumentos! |
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