| Oposição reprovou proposta de empréstimo da Câmara |
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| Escrito por Defesa de Arouca | |
| 08-Out-2006 | |
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Na sua declaração de voto, Luís Silva e Adriano Francisco (UPA) justificaram voto contra «porque o discurso político nacional apela inequivocamente à contenção do endividamento autárquico» e «a própria tesouraria apresenta disponibilidade de saldo para suprir as verbas que agora se pretendem contrair», considerando que o endividamento a longo prazo poderá «comprometer a gestão da Câmara por parte de futuros autarcas.» Refere-se ainda que as obras em causa foram «lançadas de modo precipitado, tendo em vista fins meramente eleitoralistas» e finaliza recordando que uma autarquia que «cede 125 mil euros a uma instalação local em troca de um edifício instalado nos terrenos da própria autarquia não estará tão condicionada ao nível financeiro.» Por sua vez, os vereadores Óscar Brandão e Belarmino Francisco (PSD) na sua declaração de voto consideram que «a proposta da Câmara de Arouca para contrair um empréstimo a longo prazo se encontra desenquadrada no tempo, tendo em conta as datas de homologação em 2005 (exceptuando as piscinas), referindo que o anterior executivo nunca assumiu tal necessidade.» Consideram ainda que o empréstimo, a ser aprovado, «onera fortemente o município, hipotecando o seu futuro e a sua real capacidade financeira que tem de ser posta à prova aquando do próximo quadro comunitário de apoio. Os vereadores do PSD ainda «estranham que a maioria socialista não tenha em atenção aquilo que sempre defenderam, de que os empréstimos deverão ser unicamente contraídos para projectos reprodutivos», considerando que fazia mais sentido a Câmara suportar tais investimentos a partir do seu orçamento. «A reprovação da proposta é um acto de irresponsabilidade e de baixa política que atenta gravemente contra os arouquenses, as suas legítimas expectativas e a sua vontade manifestada nas últimas eleições» - afirma numa declaração de voto o vereador Campelo de Sousa, que foi subscrita pelo presidente da Câmara e vereador Albino Oliveira. E isto porque, no seu entender, «a proposta de contracção de empréstimo visa dotar o Município de recursos financeiros indispensáveis ao lançamento e realização de investimentos essenciais e verdadeiramente cruciais para o desenvolvimento económico, a defesa do ambiente, a qualidade de vida e o bem-estar dos arouquenses. Considerando grave o voto contra das oposições, Campelo de Sousa afirma na sua declaração de voto que as obras em causa não poderão ser executadas e que, por isso, o 22 de Setembro foi «um dia negro para Arouca.» Relacionado:
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