| Incêndios chegam mais cedo |
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| Escrito por Correio da Manhã | |
| 14-Abr-2006 | |
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No final deste mês termina o prazo de discussão pública de três documentos fundamentais : a directiva operacional de combate aos fogos, o plano nacional de defesa da floresta e o Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro. “Os próximos dias são extremamente importantes. Há questões decisivas em fase de discussão”, reconhece Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros, que mantém um braço-de-ferro com o Governo em relação ao combate. Uma das questões a separar bombeiros e políticos é a principal novidade do dispositivo de combate a incêndios: o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR. São 315 militares, distribuídos por três companhias, a quem caberá o primeiro ataque aos incêndios. Ao contrário da GNR, onde a preparação dos grupos está na fase final, a nível autárquico ainda há questões por resolver. Segundo o Ministério da Agricultura, apenas 82 dos 308 concelhos do País têm planos municipais de defesa de floresta. E, destes, só 19 em versão final – algo que chegou a ser obrigatório até ao final do ano passado, embora o prazo tenha sido prorrogado. Arouca é um dos concelhos com plano provisório. Ontem, à mesma hora em que as chamas deflagravam em Urrô – lançando setenta bombeiros no ataque ao fogo – o Conselho de Ministros anunciava em Lisboa a adjudicação à Aeronorte do fornecimento, até 2008, de quatro helicópteros médios. Há um mês, o Governo tinha já aprovado a adjudicação, para este ano, de seis helicópteros ligeiros e dois aviões pesados anfíbios. O dispositivo de meios aéreos para este ano, apresentado em Dezembro do ano passado, prevê que a 15 de Maio estejam disponíveis seis helicópteros ligeiros e dois helicópteros médios. Na primeira quinzena de Junho, a ‘frota’ será reforçada com oito aviões ligeiros. Até final do mês será também conhecida a decisão sobre os dez helicópteros ligeiros e médios que Portugal vai adquirir. No entanto, estas aeronaves só deverão estar operacionais no próximo ano. CRIME E NEGLIGÊNCIA NOS FOGOSMais de metade dos incêndios florestais ocorridos em Portugal desde 2001 teve origem criminosa ou negligente, segundo a Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF). No ano passado, o segundo mais grave desde 1980, arderam 325 226 hectares de floresta. (2003 foi o pior ano, com 425 706 hectares destruídos). De acordo com a DGRF, bastaram 18 dias de calor no Verão passado para queimar 168 mil hectares de floresta. Em 2003, 13 dias de temperaturas altas ‘levaram’ 299 mil hectares de floresta. Os estudos da DGRF mostram que os incêndios que são atacados nos primeiros vinte minutos tendem a não durar mais do que três horas – com consequências pouco graves. E que os grandes incêndios tendem a começar entre as 12h00 e as 16h00, embora alguns deflagrem às 20h00. PLANO DE DEFESA DA FLORESTAMUNICÍPIOS COM 'VERSÃO FINAL'
MUNICÍPIOS COM 'VERSÃO PROVISÓRIA'
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