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IC24 arranca em 2007e será pago com portagens versão para impressão enviar por e-mail
Escrito por Jornal de Notícias   
12-Mai-2006
Variante
O secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, anunciou, ontem, em Arouca, que as obras de fecho da Circular Regional Externa do Porto (CREP), conhecida por IC24, poderão começar já no próximo ano e alguns troços deverão ser abertos até 2009. Esta será uma via com portagens, "tal como previsto no contrato de concessão".
"É uma obra integrada na Concessão do Douro Litoral, cuja primeira fase, a de projecto, deverá estar concluída no próximo mês. Penso que estaremos em condições de adjudicar a obra ainda este ano e concluir alguns troços durante esta legislatura. A apreciação das propostas demorou mais tempo que o previsto, pois foi necessário resolver alguns problemas ambientais", revelou Paulo Campo.

A empreitada engloba a ligação do IC 2 entre Oliveira de Azeméis e Cavadas e o IC24. Por definir está, ainda, a localização da nova travessia sobre o rio Douro. Em aberto estão duas hipóteses, com um atravessamento a montante de Lever, junto à Tapada do Outeiro e a outra mais a jusante, na zona de Avintes.

"A base de financiamento da concessão são as portagens, tal como está definido desde o início", referiu Paulo Campos.

Isolamento

Na cerimónia de ontem, na Câmara Municipal de Arouca, foi apresentado o projecto de execução da EN 223/EN 326, entre a A1 (em Santa Maria da Feira) e Mansores, onde já se circula por cerca de 10 quilómetros da nova via.

"O empreendimento começou há 10 anos e tem dado passos lentos. Os 24 quilómetros que faltam até à A1 deverá estar concluídos até 2012 ou 2013. Então, um concelho do litoral [distamos, em linha recta, cerca de 30 quilómetros do mar] com acessos confrangedores, passará a ter condições para ter um desenvolvimento sustentável. Esta é a mãe de todas as obras", referiu José Tavares Neves, presidente da Câmara Municipal de Arouca.

O governante aconselhou cautela. "É importante conseguir equilibrar o desenvolvimento não estragando a paisagem. Não se deixem deslumbrar com estas vias, que são essenciais para atrair investimento. E Arouca pode explorar o filão do turismo", concluiu Paulo Campos.

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