| Hospital da Misericórdia está de volta |
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| Escrito por Roda Viva | |
| 15-Jan-2006 | |
![]() Secretária de Estado, o Provedor e Artur Neves Aquele hospital faz parte da memória colectiva dos arouquenses, pois foi ali que a grande maioria das pessoas do concelho de Arouca nasceram a partir da década de 60. Foi também naquele edifício que muitas outras foram sujeitas a intervenções cirúrgicas e a um sem número de actos médicos até ao ano de 1999, altura em que foi instalado o novo Centro de Saúde. Por isso não foi de estranhar a grande afluência de povo anónimo à cerimónia de abertura do "seu" hospital, que tantas recordações (amargas e felizes) lhes traz ao pensamento. ![]() Interior de uma enfermaria Em ambiente de festa, a sessão solene iniciou-se com a intervenção do ainda provedor, José Armando Miranda. «Se queremos ser justos com a história não devemos esquecer o papel desempenhado pelo Dr. Joaquim Brandão, pelas irmãs franciscanas e ainda pelos médicos Pimentel e Gil da Costa no antigo hospital», salientou. De seguida, historiou o complexo processo da reconstrução daquele equipamento, com início em Janeiro de 2000 por administração directa «concorremos ao projecto Saúde XXI, que nos atribuiu o montante máximo de 500 mil euros, abrimos o concurso público em 2002», lembrou. No entanto, a falência da empresa adjudicatária da obra veio complicar ainda mais um processo já por si cheio de escolhos. A este propósito, simbolicamente, José Miranda comparou este processo ao de uma gravidez, «não de nove meses, mas de cinco anos». Numa altura em que se prepara para abandonar os destinos da instituição, o provedor hão deixou de referir que «a Santa Casa está a dar provas de estar à altura do povo de Arouca, está com o pulsar de todos, mas sobretudo daqueles que mais necessitam, aliás, essa é a missão primeira das misericórdias». No final, agradeceu a todos aqueles que ao longo destes anos sempre apoiaram a Santa Casa da Misericórdia de Arouca (SCMA), «financeiramente, mas também, e sobretudo, a nível psicológico». Manuel Lemos, da União das Misericórdias Portuguesas, era um homem feliz por ver uma das suas filiadas inaugurar um equipamento de saúde de elevada qualidade. «Numa altura em que tanto se fala em ganhos de saúde, Arouca passa a partir de hoje a ter um novo ganho, com este excelente serviço de proximidade», assinalou. Aquele dirigente recordou ainda que as misericórdias têm um lugar na história da saúde portuguesa e vão continuar a tê-lo no futuro, «estamos a trabalhar com espírito de diálogo e colaboração com o Ministério da Saúde». O presidente da edilidade, Artur Neves, começou por referir que para a autarquia o «sector da saúde é muito importante», a esse propósito lembrou a acção do seu antecessor, Armando Zola, «que fez grandes investimentos na área da saúde com o apoio do Estado - Centro de Saúde de Arouca e as Unidades de Saúde de Escariz e Chave». «A Câmara vai continuar a apoiar a SCMA, que presta um trabalho imenso à população arouquense», prometeu o autarca, aproveitando a presença da secretária de Estado da Saúde, Carmen Pignatelli, naquela cerimónia, o edil reclamou a necessidade de mais unidades móveis para levar os cuidados de saúde às populações mais recônditas de uma forma célere. Sobre a obra inaugurada, «este hospital acrescenta qualidade à saúde em Arouca e é um motivo de enorme orgulho para todos nós», relatou Artur Neves. A última oradora foi a Secretária de Estado da Saúde, que num discurso longo e por vezes demasiado técnico para o momento que se estava a viver, lembrou a todos a aposta do governo na denominada rede de cuidados continuados, onde se irá inserir o hospital da Misericórdia de Arouca. «É uma honra estar aqui em Arouca a presidir a esta cerimónia, o novo hospital trará valor acrescentado à melhoria dos cuidados de saúde no concelho», garantiu a governante. Concluída a sessão solene, procedeu-se à bênção e inauguração do edifício por (arte do Bispo Auxiliar do Porto, D. António Taipa, a que seguiu o descerramento de uma placa alusiva ao momento. Todos os presentes tiveram ainda a oportunidade de percorrer o reconstruído hospital, deixando todos bastante bem impressionados com a qualidade e a modernidade daquele edifício de saúde. Para entrar em funcionamento, falta ainda recheá-lo com vários equipamentos técnicos e dotá-lo de recursos humanos, tarefa que sobrará para a nova equipa dirigente recentemente eleita, liderada pelo clínico Victor Brandão. Os festejos terminaram com um "Porto de honra" nas instalações da Santa Casa. In Roda Viva - Fotos: Roda Viva - Texto: José Carlos Silva Relacionado:
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