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Cooperativa agrícola promete «diálogo franco e aberto» com agricultores versão para impressão enviar por e-mail
Escrito por EDVI   
22-Jul-2007
O novo presidente da Cooperativa Agrícola de Arouca, Adriano Francisco, garante um «diálogo franco e aberto com os agricultores». «Um diálogo franco para que saibam, a qualquer momento, qual é a situação da cooperativa», reforça o responsável eleito em Abril e que tomou posse a 26 de Maio – sucedendo assim a Telmo Pato, que estava à frente da estrutura há 43 anos. Cooperativa
É preciso endireitar a linha para pôr o comboio a funcionar a direito

«Há já uma grande abertura por parte dos funcionários». «Esta era uma casa que nunca falava com os agricultores», acrescenta.

Adriano Francisco adianta que ainda está a arrumar a casa, mas os projectos não param. «Remodelar armazéns e lojas que não estavam a funcionar bem e tratar de um processo para a abertura de um posto de abastecimento de combustível, num terreno da cooperativa, estão nos planos», revela.

«É preciso endireitar a linha para pôr o comboio a funcionar a direito», refere.

Nos horizontes está também a actualização dos ficheiros da cooperativa - que indicam a existência de sete mil associados - com a ajuda das juntas de freguesia do município.

«Nos ficheiros, aparecem sete mil sócios, mas efectivos devem ser cinco mil. Trata-se de um ficheiro com 50 anos que nunca foi actualizado», aponta Adriano Francisco. Nesse sentido, é ponto assente o contacto com os presidentes de junta de freguesia para a consulta da relação de eleitores, de forma a facilitar a actualização do ficheiro da cooperativa arouquense. Este é um passo que permitirá também a actualização do pagamento de quotas.

«É preciso fazer um estudo completo. É uma casa muito grande e a máquina é extremamente pesada», admite o responsável.

Um dos objectivos da cooperativa, não no imediato, passa ainda por definir o reaproveitamento do parque de leilões de gado. «Essa estrutura não tem viabilidade, é muito baixa, não tem pé direito». Por isso, adaptar o espaço para um armazém é uma hipótese colocada de parte. «É um elefante branco». De qualquer forma, Adriano Francisco assegura que a questão terá de ser analisada. «Temos de dar uma utilidade a esse parque».

«É um monumento vivo ao Homem do campo, por suas mãos construído e por ele legado como testemunho às gerações do futuro». É desta forma que a cooperativa arouquense se apresenta no seu «site».

Criada para tentar ajudar os produtores de leite no escoamento e valorização do seu produto, a estrutura não esquece que se move num concelho predominantemente agrícola.

Venda de leite representa cinco milhões de euros anuais para a economia de Arouca

O presidente da Cooperativa Agrícola de Arouca, Adriano Francisco, salienta a importância do trabalho dos cerca de cem produtores de leite que existem no concelho.

A venda de leite produzido em Arouca representa a entrada de cinco milhões de euros anuais no município.

«É um peso muito grande na economia do concelho», salienta o responsável.

No entanto, o sector «entrou numa crise profunda». «As margens de lucro baixaram de tal forma que já não se ganha para os custos. Há cinco anos que o leite baixou 20 cêntimos em litro», exemplifica.

Adriano Francisco explica que os aumentos de preços dos combustíveis e das rações - que nos últimos cinco anos subiram na ordem dos 20 por cento - contribuíram para o actual cenário. «É um sector muito complicado», admite.

Analisar a situação dos produtores de leite, ouvir as suas preocupações, estudar estratégias, sempre num diálogo constante e franco, são alguns dos objectivos da nova direcção da cooperativa arouquense - que tomou posse em Maio. Esse acompanhamento é fundamental até porque, segundo o presidente da estrutura, «as maiores áreas agrícolas de Arouca são geridas por produtores de leite». «É, portanto, necessário que os produtores de leite mantenham as zonas verdes», defende.

Um dos principais objectivos do presidente da cooperativa passa precisamente por tornar a estrutura a que preside «menos cooperativista e mais voltada para a agricultura». Para que o concelho não perca a sua marca e que o peso económico da venda do leite arouquense não venha a perder terreno.

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