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Artur Neves minimiza corte de árvores em Malafaia versão para impressão enviar por e-mail
Escrito por Caima Jornal - Valter Santos   
29-Mai-2007
O presidente da Câmara, Artur Neves, em entrevista ao CAIMA JORNAL, após a assinatura do protocolo que criou a ‘Rota de Cister’, referiu-se à importância desse acto. Já questionado sobre a recente polémica do corte de árvores protegidas no local das escavações do lugar da Malafaia – Várzea, afirmou tratar-se de um “empolamento”. Para o autarca, o mais importante são os achados arqueológicos com milhares de anos e de grande importância para a região.

 

Deflorestaçãp

Acabamos de assistir à assinatura de um acto que visa fomentar o turismo nesta região. Que valor lhe atribui?
Um valor fortíssimo. Na linha do que temos vindo a afirmar permanentemente, o Mosteiro de Arouca e a Rota Cisterciense de todos estes mosteiros que dela fazem parte são fundamentais para criar um turismo de qualidade, um turismo patrimonial ligado a estas fabulosas construções.
Isto vem na linha do que Arouca pretende afirmar em todas as suas vertentes. Por isso tenho muita esperança que isto sirva de âncora a um trabalho de equipa, continuado e pensado e, só assim, as coisas podem funcionar e ir em frente…
O anterior CAIMA fazia capa com a polémica levantada em torno do corte de árvores nas escavações da Malafaia. Qual a sua opinião, enquanto do presidente da Câmara, sobre essa questão?
É uma polémica pequena demais para ser tão evidenciada. O que precisa de ser relevado é o grande projecto de interesse arqueológico daquelas descobertas, com muitos milhares de anos. O que pretendemos para o local é a valorização daquele espaço, dar-lhe qualidade arquitectónica, ambiental, de lazer e de fruição.
Desenvolvemos o projecto e a equipa de arqueólogos que o está a acompanhar pediu que algumas árvores fossem cortadas para que se o fomentasse. Espero que esse projecto esteja concluído e qualificado em meados de Setembro. Nessa altura chamarei todos os jornalistas e todas as pessoas que ‘polemizaram’ a questão.
No essencial, o que está na base da polémica?
Parece que foram lá cortadas duas árvores, que o não deveriam ter sido. Isso obrigou-me a abrir um inquérito interno, que está a ser feito. A situação está a ser investigada e, naturalmente, que os responsáveis serão repreendidos. Isso não é o mais importante; duas árvores, num conjunto tão vasto e num projecto tão amplo, não têm importância alguma.
Em meu entender, a grande importância é evidenciar que nós, em Arouca, temos projectos em todas as vertentes: arqueologia, geologia...”.

os achados da Malafaia serão incorporados e interligados com o Museu Municipal"

Aposta forte no turismo cultural

Artur Neves vive o projecto
Na conversa que mantivemos com o presidente da Câmara Municipal de Arouca, este falou em todas as suas poencialidades.
“Na Geologia; no património cultural, natural e ambiental; património religioso, como é o caso deste Mosteiro; também no museológico. Queremos que o Museu Municipal, que iremos inaugurar até ao final do ano, seja um pólo central, ligado a vários núcleos museológicos que temos espalhados no concelho. Neste os achados da Malafaia serão incorporados e interligados com o Museu Municipal; os achados de S. João de Valinhas, outro núcleo arqueológico muito importante e que foi descoberto pela mesma equipa que trabalha na Malafaia e em todo o concelho, será também ligado ao conjunto megalítico de Escariz.
Aí queremos valorizar as mamoas que ali surgiram, as mais importantes serão qualificadas, pretendendo ligar isso ao futuro Museu Municipal”.

Um ‘tesouro’ turístico para ser descoberto

Artur Neves ainda a propósito das potencialidades do concelho: “Os fenómenos de natureza geológica que temos no concelho, na Serra da Freita, as ‘pedras parideiras’, a ‘pedra boroa’, a arqueologia industrial, com as antigas minas de Rio de Frades e de Regoufe, na freguesia da Cabreira, a par dos rápidos do Rio Paiva, a sua geomorfologia, a raça ‘Arouquesa’, que vai ficar incorporada no Geoparque, tudo isto será potencializado num turismo qualificado, científico, geoturístico, associado depois ao Mosteiro, que servirá de âncora”.

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