| Ala do mosteiro de Arouca transformada em hospedaria de luxo |
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| Escrito por O Publico | |
| 05-Jan-2007 | |
A Câmara de Arouca e o Instituto Português do Património Arquitectónico assinam hoje um protocolo que vai permitir transformar a ala sul daquele monumento nacional numa hospedaria de luxo.
Segundo o presidente da autarquia, o socialista José Artur Neves, citado pela Lusa, ao abrigo deste protocolo - que definirá competências quanto à reabilitação e valorização do convento - será possível avançar para a "ansiada recuperação" destinada a uma unidade de alojamento aberta ao investimento privado. A ideia, segundo o autarca, é criar uma hospedaria de luxo com capacidade para 50 quartos. "Assumimos o mosteiro como uma âncora no desenvolvimento do concelho nas vertentes cultural e turística", afirmou José Neves, sublinhando tratar-se "de um sonho antigo". A assinatura do protocolo é presidida pela ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, numa cerimónia onde será ainda celebrado o contrato para o restauro do órgão de tubos do mosteiro, com características únicas em termos nacionais. O Mosteiro de Arouca é o ex-libris do concelho, visitado anualmente por milhares de turistas portugueses e estrangeiros. Originário do século X, teve diversas reconstruções medievais, ficando apenas como memória inicial um pequeno troço do muro de uma igreja. O Museu de Arte Sacra, que contém o espólio do antigo mosteiro, é uma das atracções do convento, merecendo também especial atenção o minúsculo relicário de prata dourada (século XIII), que a tradição diz ter pertencido à rainha Santa Mafalda. Relacionado:
Comentários (2)
![]() ![]() escrito por arouka, Janeiro 05, 2007
Desde a saída dos Salesianos do Mosteiro de Arouca, faz este ano 25 anos, nunca este belo ex-libris teve qualquer outro inquilino que tão bem zelasse pela limpeza e manutenção do espaço que lhe estava destinado, incluindo a própria quinta da cerca do Mosteiro que quase parecia um jardim, tão cuidadosamente era tratada e tão generosamente respondia a esses cuidados agrícolas, com a oferta de notáveis produtos agrícolas, de que muitos arouquenses ainda se lembrarão.
Por isso mesmo, a notícia da assinatura deste protocolo entre o IPPAR e a Câmara Municipal de Arouca, para a instalação de uma unidade de alojamento turística, é o início da concretização de um desejo há tanto almejado pelos arouquenses e que muito irá contribuir, não só para o incremento turístico desta terra, como também para a preservação e valorização do nosso melhor ex-libris. Parabéns a todos aqueles que contribuíram e lutaram silenciosamente para que tal fosse possível. José Cerca Escreva o seu Comentário
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Considero acertada a medida tomada.
Temo, no entanto, que o Mosteiro passe a estar ao serviço dos que possuem dinheiro.
Tal não pode acontecer. Há que tomar precauções.
O Mosteiro é de todos e para todos.
O Mosteiro deve continuar aberto ao público, para ser visitado. Exceptua-se a ala onde funciona a hospedaria de luxo.
É necessário que:
a Igreja esteja bem conservada e com adornos adequados;
as obras de arte, mais relevantes, estejam na zona destinada aos visitantes;
a segurança das obras de arte seja reforçada;
os guias possuam uma adequada formação;
a zona envolvente esteja limpa e bem cuidada.
Não pretendi esgotar os aspectos que deverão ser, devidamente, analisados e concretizados. Apenas me referi a alguns, que considero pertinentes.