Cerca de 1.700 utentes da Extensão de Saúde de Escariz que serve esta freguesia e as de Mansores, Fermedo e S. Miguel do Mato, num total de cerca de 5.500 utentes do Centro de Saúde de Arouca continuarão sem médico de família pelo menos até Janeiro do próximo ano.
Não tenho solução milagrosa, disse ao Diário de Aveiro Dias Costa, director do Centro de Saúde arouquense. O responsável explicou que a Extensão de Escariz tem um quadro de três médicos. Em Junho passado verificou-se a substituição de um dos clínicos. Porém, o nomeado meteu baixa confirmada por Junta Médica, vincou o nosso interlocutor -, primeiramente até 6 do corrente, depois, prolongada até ao mês inicial do novo ano.
Salientando ser notório que os médicos não abundam no país, e que, no geral, o Centro de Saúde tem um quadro deficitário- conta com 13 clínicos -, Dias Costa sublinhou que a solução encontrada para minorar o problema dos tais 1.700 utentes foi disponibilizar-lhes o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) na vila de Arouca para consultas no próprio dia e, mesmo, para consultas banais, quando, por exemplo, um utente quer, apenas, fazer uns exames de controlo de alguns parâmetros de saúde.
Dias Costa realçou que, dada a falta de médicos na unidade de Arouca, até teve de contratar os serviços de uma empresa privada para o SAP. Conseguiu, dessa forma, mais 36 horas semanais de atendimento naquele Serviço.
Ainda sem certezas de que em Janeiro terá o terceiro médico para a Extensão de Saúde de Escariz, o director assinalou que o problema é recorrente no concelho. Deu o exemplo da Extensão de Alvarenga, que esteve muito tempo sem médico porque o interior está longe de ser a colocação de sonho para um clínico. Agora, tem um porque ele é natural daquela freguesia.