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Tomé, treinador do Arouca, está pouco preocupado com novo empate da sua equipa versão para impressão enviar por e-mail
Escrito por O Primeiro de Janeiro   
24-Nov-2005
O Arouca voltou a empatar, deixou pontos em casa do último e perdeu o segundo posto. Num momento menos positivo, o treinador, que prepara a recepção ao novo vice-líder, lança um voto de confiança: “Tenho um plantel excelente e só é pena não poder pôr toda a gente a jogar”.
Depois de um empate com o último classificado, que custou a perda do segundo lugar, o Arouca tenta recuperar o ânimo precisamente frente à equipa que subiu à vice-liderança: o Pessegueirense. No domingo, e no jogo grande da 13.ª jornada do Distrital da I Divisão da AF Aveiro, os perseguidores do líder Águeda esgrimem argumentos.
O técnico Tomé prevê uma partida “muito disputada e difícil”, mas acredita que conseguirá finalmente um triunfo. À terceira, será de vez. “Tenho notado muita ansiedade nos jogadores, que querem fazer tudo depressa e bem. E por isso as coisas nem sempre saem como desejamos. Perdemos o segundo lugar, mas temos agora a oportunidade de o recuperar. Queremos ganhar ao Pessegueirense e pôr de lado essa ansiedade”, refere, a O PRIMEIRO DE JANEIRO.
Chamado a assumir a liderança técnica – para o lugar de António Moura –, Tomé ainda não venceu e viu a sua equipa perder pontos em duas partidas. Com o S. Roque, permitiu o 3-3 depois de estar a vencer 3-1. Com o Sanguedo, alcançou o 1-1 já em período de descontos.
Mas, a razão destes resultados menos positivos está encontrada: “O único problema é a ansiedade. Quando superarmos esse factor, entraremos definitivamente no bom caminho. Tenho um plantel excelente, tão bom que só é pena que não possa pôr toda a gente a jogar. Tenho uma Direcção notável, que concede todo o apoio. E vejo a massa associativa do nosso lado. Por isso, estou muito confiante. Se estivéssemos a ganhar seria melhor, mas noto grande empenho e, quando assim é, só há lugar para o optimismo”.

”No fim faremos as contas”
O facto de ter caído um lugar na tabela e de ter visto o Águeda aumentar a vantagem para quatro pontos não preocupa Tomé. “Agora, não é tempo de fazer contas. É tempo de preparar vitórias, de trabalhar, de corrigir o que não corre bem. No final do campeonato, veremos a nossa classificação”, diz.
Mesmo sem querer fazer contas, Tomé reconhece que não estava nos seus planos perder pontos com o último. Mas há alguns factores que justificam este desaire: “Não gosto de culpar os árbitros das minhas derrotas, mas a partir do momento em que expulsam um jogador meu injustamente, tenho de apontar o dedo. Passámos a jogar com dez, porque um jogador meu viu o segundo amarelo depois de sofrer uma falta. Mas o juiz entendeu, erradamente, que foi simulação... Os erros foram sempre contra o Arouca”.

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BOLETIM CLÍNICO

Para a partida da ronda 13, o Arouca vai contar com um «reforço» importante: Nino, que estava lesionado e que esteve por isso ausente nas últimas jornadas, regressou nesta semana aos treinos sem qualquer tipo de limitação. Já está em boas condições físicas e “deverá ser convocado” para o embate com o Pessegueirense, adianta o técnico. Nesta altura, apenas três jogadores estão lesionados.

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