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Quim Carlos explica a campanha discreta do Arouca na I Divisão da AF Aveiro |
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Escrito por O Primeiro de Janeiro
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22-Dez-2005 |
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Aproveitando uma pausa forçada – dois jogos de suspensão –, o defesa-central antecipa o regresso ao onze com um balanço da campanha do Arouca, explicando que a distância de 11 pontos para o líder se deve à má finalização na condição de visitante.
Quim Carlos foi o principal ausente do FC Arouca nas duas últimas jornadas, em que a formação que representa perdeu terreno para o líder Águeda, depois de, na 17.ª jornada, ter sido derrotada (3-0) em casa do Mourisquense. Encostado» por força da suspensão (de duas partidas) disciplinar, o experiente defesa faz, a O PRIMEIRO DE JANEIRO, o balanço de uma temporada em que o Arouca tem ficado aquém do esperado. “A equipa começou bem a temporada, com vitórias nos três primeiros encontros, mas entretanto teve o problema dos jogos fora. Não têm corrido bem, especialmente a nível atacante, pois temos feito poucos golos. Esse tem sido o nosso grande «handicap»”, assume. A baixa produtividade na condição de visitado já provocou uma «chicotada psicológica», com Tomé a assumir o cargo que era exercido por António Moura. A mudança técnica, porém, foi “encarada com normalidade” pelo grupo de trabalho, pois “o plantel é experiente e a mudança de treinador é uma situação normal no futebol”, justifica. O camisola quatro reconhece que, em termos práticos, a mudança de «timoneiro» já começa a dar frutos: “Em termos tácticos, fez algumas alterações que produziram efeito, nomeadamente na vitória fora com o Alba e com o Águeda”. Quim Carlos explica que Tomé trocou o sistema de jogo de 4x3x3 para 4x4x2, o que “permite pressionar mais alto”, complementando: “Jogamos com dois pontas-de-lança e agora começam a defender mais à frente. O estilo de jogo dos dois treinadores é diferente a nível atacante. Antes jogávamos com três avançados, dois como extremos, e agora jogamos com dois e os alas estão mais recuados, o que dá mais solidez ao meio campo”. O problema é que o Arouca já perdeu demasiado terreno, ocupando agora o quarto lugar da classificação, a já 11 pontos do comandante Águeda. “Não tenho dúvidas de que somos a melhor equipas, mas temos falhado nos jogos fora. Resta-nos continuar a lutar e esperar que o líder perca pontos”, assume, embora sublinhe que “11 pontos é muita coisa”. “O problema nos jogos fora não está na qualidade de jogo, mas na finalização. Em todas as partidas, o Arouca dominou mas raramente marcou. Tivemos sempre mais oportunidades do que as equipas da casa. A maioria dos encontros perdemos por 1-0, porque nós pegámos no jogo e somos surpreendidos em contra-ataque. As equipas marcam-nos um golo e retraem-se ainda mais”, desabafa.
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