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Clube do Paiva esclarece a sua posição sobre a possível construção de várias mini hídricas no rio Paiva.
A contestação a estes empreendimentos e a preocupação de várias entidades tem vindo a sentir-se desde que vieram a público notícias acerca do aproveitamento dos rios Paiva e Paivó para fins energéticos.
"Tomando conhecimento da intenção de construção de várias mini hídricas no rio Paiva pela empresa Hidrocentrais do Bestança, S.A., vimos por este meio clarificar a nossa posição sobre este assunto.
Ponto 1. Reunião de Lisboa - Tendo sido contactados pela Associação Profissional de Rafting para estar presentes numa reunião informal com representantes da Hidrocentrais do Bestança S.A., fizemo-nos representar por um dos sócios do Clube do Paiva. Neste encontro tomamos conhecimento da intenção da dita empresa em construir uma/várias mini hídricas no rio Paiva. Como esta “reunião” foi informal e meramente informativa, nenhuma posição definitiva e/ou parecer foi dado pela Teles, Soares & Teles, Lda sobre esta matéria.
Ponto 2. Associação Profissional de Rafting - Sendo a Teles, Soares & Teles, Lda. um dos sócios “fundadores”, devemos informar que não existiu qualquer assembleia onde o assunto “Mini Hídricas” ou outro qualquer relacionado com este tema fosse abordado, de modo que desconhecemos qualquer posição oficial da associação.
Posto isto, consideramos abusivas as conclusões da Hidrocentrais do Bestança S.A. referidas em carta enviada às diversas entidades públicas nomeadamente á CCRNorte, autarquias e associações da região, em que refere “haver entendimento comum sobre as vantagens que este empreendimento pode transmitir ao futuro da região em termos desportivos”.
Como operadores privados no rio Paiva ao longo de todo o ano, tendo como principal produto a actividade do Rafting e outras que dependem exclusivamente do caudal do rio, opomo-nos a qualquer empreendimento que retire, desvie, e/ou altere o curso de água natural, temporariamente ou em definitivo, uma vez que poderá comprometer o futuro destas actividades económicas que se têm desenvolvido com bastante vigor nos últimos anos e que se prevê continuem a atrair um número apreciável de turistas a esta região. Qualquer alteração das condições naturais poderá pôr em causa investimentos realizados por diversas entidades privadas em projectos de curto, médio e longo prazo.
Antes gostaríamos de propor e ver as entidades oficiais a prosseguir os esforços de criação de mais condições de suporte para incrementar a atractividade das actividades relacionadas com os desportos natureza e desta forma apoiar o crescimento dos parceiros privados da região.
António Teles
Luís Teles
Rafael Soares"
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