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Presidente do FC Arouca revoltado com últimas arbitragens clama por justiça versão para impressão enviar por e-mail
Escrito por O Primeiro de Janeiro   
12-Jan-2006

FCA

Apito Diamante, já!

O FC Arouca averbou no último fim-de-semana a quinta derrota da época na I Divisão da AF Aveiro, ao perder em casa por 2-1 com o Oiã. Contudo, este desfecho foi a «gota de água» para o presidente dos arouquenses que clama por uma investigação à arbitragem aveirense.

A época não começou da melhor forma para o Arouca, principalmente quando a fasquia tinha sido colocada em plano elevado, ou seja a subida. Ainda foi tentada a mudança no comando técnico, mas, segundo diz o presidente João Carlos Mendes, o mal é outro.
Agora a 14 pontos do líder Águeda, o presidente já não acredita na subida. “Andam a brincar connosco. Dissemos que queríamos subir e deu nisto, fomos «mortos» à nascença. Agora já não acredito na subida, não temos hipóteses. Temos uma equipa forte, com qualidade e que joga bom futebol, éramos talvez a melhor equipa da série. Quando viram isso logo trataram de nos derrubar, desde que começámos a ganhar fomos empurrados para baixo. De nada resolveu mudar de técnico. É tudo um processo elaborado”, acusa.
João Carlos Mendes vai mais longe e clama por uma investigação ao futebol distrital em Aveiro, que apelida de “corrupto” e “viciado”. “É preciso um «Apito Diamante» e não apenas «Dourado» para o futebol distrital de Aveiro. Está tudo pré-determinado. O Águeda não tem culpa de nada disto mas assim não terá dificuldade em garantir a subida. Quando veio a Arouca levou 3-0, limpinho. A diferença é que esse jogo foi apitado por um árbitro oriundo do Nacional, sem vícios”, destaca.
Cansado de tudo isto, o dirigente anuncia desde já o fim do seu percurso. Por muito que lhe custe. “A minha vontade era abandonar já mas o clube não me merece tal atitude. Tenho paixão por isto, tenho perdido aqui muito dinheiro. Porém, por muito que gostasse de ficar por mais tempo, daqui por quatro meses, quando terminar o meu mandato, vou-me embora. O futebol pode ser pouco ou servir apenas para os interesses dessa gente mas para Arouca é muito, é o escape para os nossos jovens não se meterem em coisas que não interessam. Mas nem isso respeitam”, lamenta.
Apesar de tudo, o presidente garante que, enquanto andar por aí, vai lutar pela transparência. “Fiz uma exposição à Associação de Futebol de Aveiro para saber o porquê destas arbitragens, desta perseguição, mas até hoje não me foi dada qualquer resposta. É tudo uma corja, gira tudo em torno de interesses, este futebol corrupto é que devia ser investigado. Estou revoltado e desanimado, não vale a pena trabalhar para tentar melhorar este País. É o futebol que temos, mas enquanto eu cá estiver vou lutar contra os interesses instituídos e tentar derrubar este sistema, não me vou calar”, garante.

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