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FCA perde em casa com Académico de Viseu, ACR Mansores e Mosteiro iniciam a época também a perder.
 Foto: Diário de Viseu
FCA 0 - Académico de Viseu 1
O resultado do jogo frente ao Académico de Viseu era muito importante em termos anímicos depois de um mau inicio de campeonato em termos de resultados. Toda a massa associativa estava à espera de uma vitória.
A primeira parte decorreu sem grandes sobressaltos chegando ao intervalo sem golos marcados.
Na segunda parte e depois de algumas substituições pelo treinador da casa o FCA mostra-se mais interventivo e com vontade de chegar ao golo.
A 15 minutos da segunda parte o Ac. Viseu fica com menos um jogador em campo, Zé Bastos (65m) é tardiamente expulso, depois de vários incidentes durante o jogo, à saida chega a trocar palavras com Jorge Gabriel e a fazer gestos aos adeptos do Arouca.
Jaime provoca uma falta já no tempo de compensação que é convertida em golo pela equipa visitante.
A arbitragem que não esteve no seu melhor na primeira parte, chegou quase a ser vergonhosa na segunda parte a prejudicar nitidamente a equipa da casa.
No final do jogo os ânimos ficaram naturalmente exaltados, e chegaram a haver gestos dignos de selecção nacional para mal do espectáculo
Em declarações no final do jogo o técnico do AC Viseu, Idalino de Almeida, lembrou os jogos passados em Arouca e o ambiente vivido: "Em Arouca é difícil jogar, é um ambiente um bocado forte. Hoje mais uma vez o publico fez sentir o seu peso e a minha equipa sentiu isso." quando questionado sobre a actuação da arbitragem referiu que "O lance que dá o golo de livre é indiscutível e seria talvez um penalti." mas "A equipa de arbitragem cometeu erros para os dois lados." "não houve qualquer tipo de intenção de prejudicar ninguém, isso foi claro" "Temos de deixar de uma vez por todas de deitar para cima das arbitragens as culpas das derrotas"
Por sua vez o treinador do Arouca, Jorge Gabriel, inconformado com a derrota disse que "Hoje só quem não viu o jogo pode pensar que as duas equipas jogaram com os mesmos critérios." "quem não marca arrisca-se a perder"
ACR Mansores estreia-se com derrota
A equipa de Moura estreia-se na 2ª divisão da distrital de Aveiro com uma derrota frente ao Bustelo, o ex-treinador do FCA no final da partida relembrou que o Bustelo é candidato e com aspirações totalmente diferentes do Mansores.
Na imprensa:
In: Diário de Viseu (8 Out. 2007):
"Carlos Santos colocou "mediático" Arouca em polvorosa no cair do pano
Um golo de Carlos Santos ao cair do pano deixou o "mediático" Arouca de Jorge Gabriel em polvorosa, com o trio de arbitragem a abandonar o relvado sob escolta da GNR.
A contestação ao trabalho do árbitro do Porto estendeu-se à bancada, com o trio portuense a ficar durante algum tempo no relvado, à espera do melhor momento para entrar no túnel de acesso aos balneários escoltado por elementos das forças de segurança, com o presidente do Arouca muito exaltado. Nem o mediático Jorge Gabriel, incansável a tentar serenar os ânimos, valeu para impedir alguns encontrões no acesso à cabine dos juízes.
Quanto ao jogo, a vitória dos viseenses caiu do céu, com alguma dose de sorte, como reconheceu Idalino de Almeida no final da partida, mas a verdade é que, bem vistas as coisas, foi a equipa que mais e melhores ocasiões de golo criou. Filipe Figueiredo esteve em destaque na recta final do encontro. Primeiro arrancou um pontapé que a trave da baliza contrária devolveu, depois "cavou" o livre que permitiu ao capitão do Académico obter o golo que ditou a vitória no jogo e os três pontos, que relançam a turma academista no campeonato, que ainda está no início.
Académico aprendeu
com alguns erros
Em relação à partida de há oito dias em Milheirós de Poiares, Idalino de Almeida apenas trocou João Miguel por Negrete, que regressou após castigo de um jogo, o que obrigou Calico a jogar no lado direito da defesa. A troca não deve ter deixado Idalino de Almeida satisfeito, pois o adaptado late-ral direito sentiu naturais dificuldades ao lugar, facto pouco aproveitado pela turma de Arouca.
O Académico de Viseu até entrou bem no jogo, parecendo querer repetir a exibição da primeira parte de Milheirós, mas foi sol de pouca dura. A equipa pareceu algo insegura e pouco confortável quando o adversário apostava na velocidade que, diga-se, também não teve muitas vezes.
Valério foi quem executou o primeiro remate à baliza, mas foi Manuel Fernandes quem teve que se aplicar aos quatro minutos, negando o golo a Pina, após ter tido espaço de remate na cabeça da área.
O jogo entrou numa fase de equilíbrio, que durou até ao intervalo, altura em que o nulo se aceitava, tendo em conta a produção dos dois conjuntos e as oportunidades criadas.
O segundo tempo foi mais "agitado", com a bola a rondar as balizas com mais perigo. Aos 10 minutos os locais estiveram próximo do golo, negado por Megane em cima da linha, com Manuel Fernandes a ter que se aplicar quatro minutos depois, quando Toninho lhe apareceu isolado.
O jogo estava aberto e, tal como no primeiro tempo, após o primeiro quarto de hora, voltou a uma fase de menor fulgor, repartido, com as duas equipas a tentarem explorar o erro contrário. Pelo meio a expulsão de Zé Bastos, que acabou por ter o efeito contrário ao que seria de esperar, pois a equipa arregaçou as mangas e uniu-se em busca de um golo.
A entrada de Filipe Figueiredo deu mais velocidade ao ataque academista, mas a verdade é que a bola nunca chegou jogável ao número 21. Este, porém, foi acreditando e depois de ter atirado uma bola ao travessão, acabou por "cavar" o livre que permitiu a Carlos Santos obter o único golo do encontro, quando este estava nos instantes finais.
Uma vitória com a estrelinha da sorte, que andou arredada noutros encontros, mas que eleva os níveis morais de uma equipa que necessitava de um triunfo, mesmo arrancado a ferros.
Quanto ao trio de arbitragem teve uma tarde difícil e acabou por sentir em demasia o ambiente criado nas bancadas, com cerca de duas mil e quinhentas pessoas a assistirem ao encontro, uma nota que merece destaque. A verdade é que errou várias vezes e para os dois lados, mas não foi assim tão mau quanto os dirigentes e técnicos locais quiseram fazer crer."
In: A Magia do Futebol (8 OUT 2007):
"Crónica de uma vitória sofrida.
ONZE INICIAL: Manuel Fernandes, Calico, Marcos, Negrete, Megane, Clément Beaud, Álvaro, Cardoso, Valério, Eduardo, Zé Bastos
BANCO: João Sampaio, Lopes, João Miguel, Zé Pedro,Carlos Santos, Barra, Filipe Figueiredo
FILME DO JOGO
5’ – Remate do Arouca à entrada da área, para defesa de Manuel Fernandes
9’ – Livre perigos do lado esquerdo do ataque, para o Académico. Zé Bastos remata mas a bola sai longe.
15’ – Bom contra-ataque, mas Cardoso falha no último passe
Nestes primeiros 15 minutos, deu para ver que o Arouca flanqueia muito o seu jogo, abre nas alas, enquanto o Académico tenta pelo toque curto chegar à área, mas sem sucesso. Falha muito o passe no meio campo.
20’ – Remate de Cardoso do lado esquerdo, para defesa do Guardião Arouquense.
23’- Remate de Cardoso por cima da barra.
Nestes primeiros 20 minutos, vê-se um Zé Bastos um pouco sozinho na frente, muito lutador, incansável. A marcação é feita muito em cima, mas Zé abre para os flancos.
26’ – Negrete corta um remate do Arouca, do lado esquerdo da área
27’ – Bom contra ataque do Académico. Beaud para Cardoso e este para Bastos, mas sem consequência. Beaud mostra-se o mais esclarecido em campo, embora um pouco curto de movimentos.
29’ – Livre directo, do Arouca, para as mãos de Man. Fernandes.
31’ – Canto para o Arouca. Beaud corta remate que levava a direcção da baliza.
35’ – Livre à entrada da área, em zona frontal, para Valério bater.. A bola bate na barreira. No contra ataque, o Arouca faz boa jogada pelo lado direito, com um centro a passar toda a pequena-área do Académico, sem ninguém toca para dentro das redes. Um ligeiro frisson nas bancadas
42’ – Boa jogada pelo lado esquerdo, mas Cardoso finta demasiado e perde a bola.
42’ – Centro de Cardoso (muito interventivo o nº 19) e o G Redes do Arouca quase coloca a bola dentro, ao deixar bater no solo.
44’ – Parece penalty na área do Arouca, por mão na área. Zé Bastos reclama, mas nada é assinalado. Lance duvidoso, o benefício para o árbitro.
45’ – Boa jogada de Valério, Bastos recebe de costas para a baliza, amortece e passa atrasado.. Seria para Eduardo, que não chegou ao passe, já que foi também mal direccionado.
45’ –Bastos isola-se na esquerda, tem apenas por perto um defesa do Arouca, mas a bola é cortada por este in extremis, À entrada da área, quando o avançado viseense se preparava para rematar.
Fim da 1ª Parte
2ª Parte – Início sem alterações no Académico, enquanto Jorge Gabriel substitui um jogador.
47’ – Livre para o Académico, seguido de canto, sem qualquer perigo (O Académico apenas tem os livres directos treinados, parece que cantos e livres indirectos são como calha..)
48’ – Manuel Fernandes sai mal dos postes, alivia com os pés, mas a bola vai parar a um jogador arouquense, que faz um chapéu quase perfeito, saiu um pouco acima.
49’ – Mais uma jogada pelos flancos, com remate cruzado para fora, do Arouca
50’ – Centro de Zé Bastos, para guarda redes defender sem qualquer problema.
51’ – Jogada pelo flanco esquerdo, por parte do Arouca, com um remate para defesa de Man. Fernandes, seguro esta tarde
52’ – Remate de um centrocampista do Arouca, por cima da baliza.
Nestes primeiros 7 minutos, o Arouca entrou a todo o gás, com jogadas rápidas e bons remates, apenas mal direccionados ou fracos. O Académico parece perdido e desorientado.
53’ – Centro de Eduardo, muito por alto, após boa jogada do próprio.
Substituição no Ac. Viseu: Entra Filipe Figueiredo e sai Valério
Valério esteve algo apagado no flanco esquerdo. Lento e sem dar profundidade ao ataque.
57’ – Joga de perigo (mais uma!) da equipa local, com um remate à boca da baliza a dirigir-se para golo, apenas travado pelo Marcos.
62’ – Após algum equilíbrio do Académico nestes últimos minutos, dá-se um revés, com um lance em que há um passe por alto para Bastos que ao saltar com um defesa contrário, parece dar com o cotovelo na cabeça do outro jogador. Intenção de cotovelada não houve, mas para o jogador sair mal tratado e com algum sangue é porque houve realmente contacto. O problema é que Ze Bastos tinha já um amarelo e é expulso. Sem facciosismos, parece-nos injusto, uma vez que não é para amarelo.
A expulsão não é pacífica, com protestos dos viseenses. A Saída do jogador é de baixo nível, com Bastos a gesticular para a bancada, dizendo que Jorge Gabriel pagou ao árbitro. Este gesto repetido do avançado, levou à ira adeptos do Arouca e um elemento (não identificámos qual a função) dirigiu-se a Bastos na entrada do túnel, tendo havido alguma tensão. Este lance foi o início do rastilho em Arouca, que explodiu no fim como veremos.
64’ – Ataque do Académico, agora com 10 jogadores, com 2 para 1. Filipe Figueiredo isolado, remata mas a bola vai à barra e bate no solo antes da linha. Perdeu-se o melhor lance de golo para o Ac. Viseu esta tarde.
70’ –Decisão acertada de Idalino, com a saída de Cardoso, já algo esgotado, apesar de uma boa primeira parte. Entra para o seu lugar Carlos Santos, decisivo no desenrolar do resto do jogo.
72’ – Mais uma desmarcação do Arouca pelo centro da defesa academista (que na 2ª parte abriu muitas brechas, e estava lenta.) mas sem remate eficaz.
76 ‘ – Beaud também marca livres. Desta vez à entrada da área remata mas por cima da baliza, sem perigo.
81’ – Outra decisão acertada, sai Álvaro, apagado, para dar entrada a Barra.
Barra, Santos e Filipe Figueiredo dinamizaram o ataque e o meio campo do Ac. Viseu, e desestabilizaram o Arouca. Rápidos sobre a bola, com boas jogadas e a jogar juntos com boas combinações. Beaud sobe também no terreno e começa a fazer passes bem medidos, a abrir o meio campo.
85’ – Livre para Santos, mas ao lado..
Placa mostrada, 4 minutos de desconto..
90’ – Jogada determinante do jogo: Há um passe de um defesa arouquense para o seu Guarda-redes, que perde a bola para Filipe Figueiredo, este tenta fintar, passa o guarda redes em corrida e este em desespero de causa agarra o jogador do Académico. Claramente isolado, claramente derrubado, mas apenas é Amarelo! Incrível decisão do árbitro que cede à pressão feita em toda a 2ª parte pelos adeptos do Arouca e por Jorge Gabriel, que não se cansava de rir e abrir os braços, com as decisões do árbitro. O Académico protesta e gera-se alguma confusão momentânea.
Livre marcado, na quina da área do Arouca, por Santos… na Gaveta, GOLOOOOOOOOOOOOOOOOO..
Excelente execução, directo, ao canto, sem hipóteses para o guarda-redes, que assim fica ligado à história do jogo. Grandes festejos do Académico e dos poucos academistas na bancada.
Nada como ler o filme minuto a minuto, mas ficam algumas ideias chave:
- 1ª parte com toada morna, equipas a conhecerem-se, sem grandes ocasiões de golo. Equipa do Académico com bons valores, mas sem muita organização no meio campo. Arouca baseia o seu jogo nos flancos, com muitas aberturas e centros para a área, só que falta matador e último passe.
- Clément Beaud é mesmo reforço. Ainda parece um pouco preso de movimentos, mas o nº 4 viseense faz inúmeras recuperações, cortes, e põe a bola jogável para a frente. È sem dúvida uma mais valia. Se se soltar mais, vai encher o meio campo.
- Álvaro, o capitão, fez uma exibição algo pobre. Embora pareça bem fisicamente, foi bem substituído por Barra, que entrou muito bem em jogo. Bons pormenores e velocidade. Em relação a Álvaro, sofreu durante a 2ª parte consecutivas “bocas” de adeptos viseenses, que constantemente diziam: “Idalino, tira o afilhado (Álvaro)” , “Nunca tiras o afilhado”, “O afilhado é o menino bonito”..
- Temos banco. Os reforços do banco foram mesmo reforços, com destaque para o Santos, eterno marcador de livres, e Barra e F. Figueiredo que dinamizaram o ataque.
- 2ª parte, com jogo frouxo, curioso ter melhorado a partir da expulsão de Bastos. Falta alguma ligação entre o meio campo defensivo e ofensivo.
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Errar é humano, persistir no erro é incompetência e casmurrice.
Senhores vamos arrepiar caminho e virar tudo do "avesso". Assim não....