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Em confronto estiveram dois candidatos assumidos à subida de divisão.
 O 11 Inicial Sanjoanense 2 - FCA 2 Neste derbie jogado no estádio Conde Dias Garcia em S. João da Madeira assistiram aproximadamente 3000 adeptos de ambas as equipas. Logo no início (10.) da primeira parte o avançado Sanjoanense Marcinho inaugura o marcador e troca as voltas a Jaime. Apenas 2 minutos depois do golo da equipa da casa o FCA empatou com um grande golo da linha do meio campo por William. O FCA foi para intervalo senhor do jogo e da situação. Entretando Ricardo Pina sofre um choque violento na cabeça e sai de maca, é encaminhado para o Hospital onde foi suturado com 3 pontos, o jogador adversário que provocou a falta levou um amarelo. William marca o segundo golo de livre, mais uma bala direita ao fundo da baliza Sanjoanense. Quando nada fazia prever o Sanjoanense empata a 4 minutos do fim por Toninho. O Sanjoanense mostrou ter uma grande equipa, este foi talvez um resultado aceitável para o Arouca, que mesmo assim foi superior durante grande parte do jogo.
"esta partida foi mais emotiva que jogada" Jorge Gabriel em declarações finais à imprensa mostra-se de novo descontente com a arbitragem e felicitou o ambiente de jogo e a massa associativa. E declara-se mais uma vez candidato à subida "o arouca é candidato a uma vitória domingo após domingo". O treinador adversário Jorge Silva, por sua vez aceita o empate e classifica o resultado como "justo" e o FCA como uma equipa com "maturidade", o contrário de alguma comunicação social claramente tendenciosa.  Desta falta iria resultar o primeiro golo do FCA
 Ricardo Pina Na imprensa (O Regional): No recheio do pão-de-ló de Arouca, apareceu o suspeito do costumeJogo no Estádio Conde Dias Garcia, em S. João da Madeira. Árbitro: António Rodrigues, auxiliado por Rui Alves e Domingos Silva, do C.A. da A.F. de Aveiro.
SANJOANENSE: Mota; Nuno Santos; Paulo Jorge, Vicente e Pedro Magalhães; Meneghetti, Moisés e Hélder; Toninho (cap.), Bobô e Marcinho. Suplentes utilizados: Rui Miguel por Hélder (53’), Hugo Paulo por Meneghetti (72’) e Sérgio Silva por Marcinho (72’). Não utilizados: Pedro Justo, Vilaça, Hugo e Jonas. Treinador: Jorge Silva. AROUCA: Jaime; Steven, Ricardo, Fernando e Pina; Daniel, Edinho, Filipito e Hélder Silva; Carlos Daniel e William (cap.). Suplentes utilizados: Capela por Pina (44’), Filipe por Filipito (61’) e Nuno Oliveira por William (81’). Não utilizados: Apolo, Fábio, Agostinho e Tiago. Treinador: Jorge Gabriel.
Disciplina: cartões amarelos para – Nuno Santos (30’), Edinho (38’), Meneghetti (69’) e Carlos Daniel (90’+4’).
Marcadores: Marcinho (10’), William (12’ e 62’) e Toninho (90’+1’).
Não foi um grande jogo de futebol, muito longe disso, mas foi um jogo que fez vibrar os cerca de 3.000 espectadores, que se deslocaram ao Conde Dias Garcia. Não sendo tecnicamente bem jogado, diremos mesmo que não passou do sofrível, há que dizer que tacticamente o Arouca trazia a lição bem estudada. O seu 4x4x2 era ilusão óptica, pois isso só funcionou quando os arouquenses estavam de posse de bola, funcionando sim o 4x5x1 na maioria do tempo jogado, o que desde logo criava imensas dificuldades aos alvinegros, nomeadamente onde se começa a construir o jogo, o meio-campo. A Sanjoanense não conseguia criar passes de ruptura; por outro lado, o Arouca, que não dava linhas de passe ao adversário, também não as conseguiu criar. Cedo se verificou que, sendo dois candidatos à subida de divisão, um deles a jogar no terreno do adversário, vinha com a firme intenção de jogar para o resultado e nunca para o espectáculo técnico. Quando a Sanjoanense marcou (10’), ainda se pensou que os visitantes tivessem a partir daí de arriscar mais e, como tal, se iria assistir a um jogo mais aberto. Quis o destino que, passados dois minutos da inauguração do marcador, tudo voltasse à estaca zero, com a obtenção do golo do empate do Arouca. Jorge Silva ainda tentou modificar alguma coisa, após a entrada de Rui Miguel, em substituição de um homem mais defensivo. O jovem ex-junior foi colar-se à ala e Toninho, mais ofensivo do que Hélder, foi jogar no lugar deste. Nove minutos após esta alteração, surgiu o 2.º golo do Arouca, quase tirado a papel químico do primeiro, e aí as dificuldades aumentaram, não só pelo facto dos alvinegros estarem pela primeira vez durante o jogo em desvantagem no marcador, o que se viu a determinada altura, em que o coração mandava mais do que o cérebro, mas também porque, o Arouca mais se fechou ainda, recorrendo muitas vezes também ao anti-jogo, que diga-se é o que todos fazem, quando há conveniência. As entradas em jogo de Hugo Paulo e Sérgio Silva faziam antever melhorias, que as houve, mas confirmavam também as dificuldades que a Sanjoanense estava a encontrar para chegar à baliza de Jaime. O tempo decorria com rapidez para os alvinegros, com lentidão para os arouquenses, mas eram estes que iam fazendo a festa. Quando o árbitro auxiliar levantou a placa do tempo de compensação, já muitos poucos acreditavam numa reviravolta. O público afecto ao Arouca já retirava do forno o seu excelente pão de ló, mas ao abri-lo tiveram no recheio a surpresa de encontrarem um suspeito. Estava decorrido um minuto após os noventa e na marcação de um pontapé livre, na esquerda do ataque alvinegro, a bola é enviada em arco ao 2.º poste. Estava feito o golo do empate, num jogo em que, dos quatro golos, três foram de bola parada. O suspeito do costume, Toninho, deixou aquele pão-de-ló algo amargo.
Instantâneos do jogo 10’. 1-0 por Marcinho. Bola recuperada na ala direita por Toninho, que a coloca na cabeça da área em Hélder; este, tapado por um adversário, dá para dentro da área e na esquerda a Marcinho. O n.º15 alvinegro remata forte, a redondinha bate à frente de Jaime, indo anichar-se no fundo da baliza, com alguma culpabilidade do guardião. 12’. 1-1 por William. Pontapé livre a 35 metros da baliza alvinegra e na zona frontal. William remata forte a meia altura e com o pé esquerdo. Mota estirou-se mas a bola passou antes do guardião lá ter chegado. 13’. Toninho à meia volta a rematar por cima do “travessão”. 21’. Cruzamento para a área do Arouca e Moisés em boa posição e quando se preparava para cabecear é empurrado nas costas por um adversário. 45’. Na cabeça da área, remate forte de Edinho, mas à figura de Mota. 50’. Capela ganha um ressalto, entra na área perante a passividade da defensiva alvinegra, fica em boa posição de fazer golo, mas remata frouxo e ao lado. 62’. 1-2 por William. Golo tirado a papel químico do primeiro. Mais um livre, desta feita a 30 metros, pé esquerdo, força, colocação e o golo a surgir com Mota a, mais uma vez, chegar tarde. 64’. Alguma confusão na área do Arouca, de onde surgiram três remates com perigo para a baliza de Jaime, sendo que, depois, a defesa arouquense tirou a bola para a linha de fundo. 83’. Carlos Daniel a rematar, a bola a bater num defensor alvinegro, fazendo por isso mesmo que chegasse sem perigo a Mota. 88’. Excelente jogada de Hugo Paulo a colocar depois a bola na área em Sérgio Silva, mas este a não conseguir segurar, para depois fazer o remate. 90’+1’. 2-2 por Toninho. Pontapé livre na esquerda e sensivelmente a 25 metros da baliza. Toninho faz um remate em arco, a bola sobrevoa toda a defensiva e vai entrar junto ao poste mais distante. Um excelente golo.
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pelos comentários do treinador jorge gabriel concordo com ele em quase tudo menos na carapuça que não me serve.
aliás os poucos minutos que vi alguns jogadores do arouca podem arranjar um part-time no teatro.
obrigado um abraço