| Sabores conventuais em Arouca |
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| Escrito por O Primeiro de Janeiro | |
| 01-Mai-2006 | |
![]() Foram 20 os mosteiros representados durante cinco dias em Arouca. Com o evento «Cister, Sabores e Saberes» o mosteiro foi um verdadeiro palco cultural que incluiu uma exposição temática venda de produtos e o fabrico ao vivo da doçaria conventual. O certame acaba amanhã.
Durante cinco dias Arouca foi o ponto de encontro e o palco cultural para os principais mosteiros cistercienses e beneditinos e de todos os valores a que eles estão associados. «Cister, Sabores e Saberes» foi o mote para o evento que além de assinalar os 750 anos da morte da rainha santa Mafalda contou com uma exposição temática, uma mostra e venda de produtos e o fabrico ao vivo da doçaria conventual de alguns dos principais mosteiros cistercienses e beneditinos. O evento termina amanhã, em dia de feriado municipal, com celebrações religiosas em honra da patrona, e com a abertura dos espaços de exposição «Cister, Sabores e Saberes» que inclui o fabrico ao vivo da doçaria conventual de Arouca.
Divulgar turisticamente o concelho, mas também proporcionar um maior conhecimento da Ordem de Cister e do legado patrimonial, bem como a sua preservação, foram os pressupostos que basearam o evento. A importância destes mosteiros, onde obviamente se insere Arouca, tal como frisou a organização, prende-se com o “testemunho vivo do espírito dinâmico dos monges e freiras que moldaram as regiões onde se instalaram à sua imagem, trabalhando a terra e contribuindo para o seu desenvolvimento económico, deixando-nos um património gastronómico riquíssimo”. Por entre expositores e convidados contou-se a presença de 20 mosteiros e conventos que mostraram e deram a provar as dezenas de iguarias culinárias que compõem a tradicional gastronomia conventual, incluindo a venda de doçaria (grande parte fabricada ao vivo), ervas medicinais, licores e vinhos. Em paralelo às várias exposições, onde se pôde observar, por exemplo a farmácia de outros tempos, decorreu um seminário que abordou temas como a arqueologia dos espaços cistercienses, a espiritualidade e a vida monástica da rainha santa Mafalda, cujo túmulo se encontra no Mosteiro de Arouca. Foi a pedido de D. Mafalda, filha de D. Sancho I, que o convento onde professou aderiu em 1220, por bula papal à Ordem de Císter. No arranque do evento assistiu-se ainda ao lançamento do livro «Arouca, um mosteiro, uma terra, uma santa”. Relacionado:
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