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Requiem de Mozart enche Igreja do Mosteiro de Arouca versão para impressão enviar por e-mail
Escrito por José Cerca   
07-Abr-2007
MozartSe a data para a realização deste Concerto foi bem escolhida, o espaço para a sua interpretação não poderia ter sido melhor, nem mais adequado.
Requiem mozart em AroucaDe facto, o dia de Sexta-feira Santa e a magnífica igreja do Mosteiro de Arouca não poderiam oferecer melhor combinação para a realização deste Concerto de Páscoa, promovido pela Câmara Municipal de Arouca, em colaboração com a Paróquia de S.Bartolomeu de Arouca.     Efectivamente, no dia em que todo o mundo cristão evoca liturgicamente o drama da Paixão e Morte de Cristo, puderam os arouquenses completar essa reflexão espiritual com a audição de uma das mais significativas obras de Mozart, o seu Requiem em Ré menor.
    Interpretado pelo Choral Aeminium de Coimbra e acompanhado pela Orquestra Clássica do Centro, sob a direcção do maestro arouquense António Costa, este concerto teve ainda a interpretação vocal dos solistas Ana Ferraz, Larissa Savchenko, João Oliveira e do tenor Carlos Guilherme.
    Tendo nascido a 27 de Janeiro de 1756, Mozart escreveu mais de 80 obras, sendo este Requiem em Ré menor a sua derradeira obra que viria, aliás, a ser completada, após a sua morte, pelo seu aluno e amigo Franz Xaver Sussmayr.
    Se já em Janeiro deste ano, por ocasião do Concerto Mozart, também promovido pela Autarquia de Arouca, por ocasião dos 250 anos do nascimento deste génio musical, a Orquestra Clássica do Centro conseguira encher completamente a Igreja do Mosteiro de Arouca, desta vez o espaço tornou-se ainda mais pequeno, obrigando à abertura do Coro das Freiras para conter a numerosa assistência que acorreu a Arouca para assistir ao Requiem de Mozart em plena Sexta Feira Santa.Requiem mozart em Arouca
    Refira-se, finalmente, e como nota dissonante neste Concerto de Páscoa, a desagradável e incómoda movimentação de pessoas, após o início do espectáculo. A Concertos como este, revestidos de arte e impregnados de espiritualidade, deveria ser interdita qualquer movimentação do público, durante o seu decurso, não só por respeito aos seus numerosos intérpretes, como também por consideração pela assistência que seguia religiosamente a interpretação desta obra prima de Mozart integrada, aliás, num espaço contemporâneo da época em que ela foi escrita e fazendo já parte do património musical mundial.

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