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Notícias arrow Noticias arrow Cultura arrow Recriação Histórica - 4ª edição revista e melhorada
Recriação Histórica - 4ª edição revista e melhorada versão para impressão enviar por e-mail
Escrito por José Cerca - Fotos: Guilherme Carvalho   
13-Jul-2007
No passado fim de semana, 7 e 8 de Julho, o Mosteiro de Arouca foi, mais uma vez, a grande atracção, não só dos arouquenses, mas também de muitos forasteiros que a ele demandaram para assistirem, ao vivo, à 4ª edição da sua Recriação Histórica.
Recriação Histórica
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Recriação Histórica
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Recriação Histórica
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Recriação Histórica
Recriação Histórica


Recriação Histórica
Recriação Histórica


Promovida pela Câmara Municipal de Arouca, presidida então por Armando Zola e agora continuada pela actual, sob a direcção de Artur Neves, esta iniciativa cultural, melhorada de ano para ano, muito tem contribuído não só para abrir ao público os diversos espaços do Mosteiro, como também para lhe desvendar o quotidiano das freiras que o habitaram até ao sec.XIX, através de uma bem conseguida recriação histórica.
    Paralelamente às cenas que se recriavam no interior do Mosteiro e que se desenrolavam nos diversos espaços conventuais, desde a imponente cozinha ao amplo refeitório, desde os belíssimos claustros à sala do Capítulo, passando pelos longos corredores e por algumas celas, lá fora, no terreiro adjacente ao Mosteiro, recriava-se o quotidiano de mercadores e artesãos diversos, vestidos com adereços, o mais aproximadamente possível semelhantes aos usados no sec. XIX.
    Refira-se, a este propósito, a preocupação pelo rigor histórico desta recriação e para o qual muito contribuiu o estudo e a pesquisa histórica de dois professores arouquenses, os drs. Afonso Veiga e  António Vilar.
    E certamente que tal preocupação contribuirá, não só para o respeito que a veracidade histórica nos merece, como também para o respeito que o passado histórico do nosso Mosteiro a todos impõe.
    Embora os papéis principais estivessem a cargo de alguns actores profissionais vindos do Porto, sob a orientação do encenador e dramaturgo José Carretas, da Panmíxia, a verdade é que a grande maioria dos 200 figurantes, muitos dos quais com pequenas intervenções espontâneas, pertencem a cerca de 20 Associações culturais e recreativas do Concelho de Arouca.
    Foram eles que vestiram  não só o hábito da maior parte das monjas, noviças e criadas, como encarnaram também o papel de comerciantes de fruta e de produtos agrícolas no Terreiro de Santa Mafalda.
    Foram eles que executaram o papel activo de artesãos da época, desde o ferreiro ao tanoeiro, do cesteiro ao marceneiro, do barbeiro ao sapateiro.
    Foram eles que vestiram o papel, não só do clero, como dos burgueses, mas também de pedintes e de taberneiros de então.
    Podemos dizer que todas estas dramatizações, que populares, fora do Mosteiro, quer monacais, recriadas no interior dos espaços conventuais, contribuíram para trazer à actualidade vivências do sec.XIX que tiveram como protagonistas as monjas que o habitaram, bem como o povo que, cá fora, nas suas lides diárias, olhava com algum encanto, devoção e religiosidade a vida destas famosas hóspedes do seu Mosteiro, aureoladas, ainda séculos depois, pela fama de santidade que a sua mais famosa inquilina, a rainha Dona Mafalda, granjeara para o Mosteiro de Arouca.

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