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«As Trilobites de Arouca até Valongo» e «Emoções com Cor» são duas propostas para quem aprecia arte e património.
A exposição «As Trilobites de Arouca até Valongo» alia o património geológico à pintura, com fósseis encontrados na Pedreira de Canelas, de Manuel Valério (parte importante do projecto Geoparque Arouca), às aguarelas sobre o mesmo tema de Carlos Dias.
«A lousa de Canelas, rocha negra e fina, teve a sua origem há cerca de 500 milhões de anos, no fundo dos mares do período Ordovícico. Nas suas profundezas eram compassadamente depositadas finas lamas de sedimentos, que foram cobrindo e eternizando os esqueletos da fauna que reinava nessa época», explicou Manuel Valério, na apresentação da exposição.
Carlos Dias optou por utilizar a pintura como forma de relembrar que «as extinções em massa do passado podem proporcionar-nos lições de grande valor sobre o efeito da mudança climática na vida do planeta, seja devido a fenómenos geodinâmicos, seja por acção humana».
«As Trilobites de Arouca até Valongo» está patente na galeria da Biblioteca Municipal até 19 de Outubro.
«Emoções com Cor» foi o título escolhido para a colectiva de pintura, com telas de Agnelo Jesus, Rui Teixeira e Carlos Belém, três pintores arouquenses.
Trata-se de uma colectiva que alia um artista em início de carreira, um autodidacta e um artista plástico já com créditos firmados.
Agnelo Jesus estuda Design de Comunicação e é a segunda vez que expõe.
Rui Teixeira é autodidacta e, depois de ter exposto na Galeria Utopia e no Ateneu Comercial do Porto, mostra o seu trabalho na sua terra natal.
Carlos Belém - artista plástico e «cartoonista» - tem já no currículo alguns prémios e internacionalizações. Expôs já em França, na Rússia (onde obteve um «Prémio Especial») e na Grécia, para além de ter participado em eventos importantes, como o Encontro Ibero-americano, Salão Luso-Espanhol ou o Porto Cartoon World Festival.
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