| Museu Municipal de Arouca inaugurado |
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| Escrito por Arouca.biz | |||||||||
| 20-Mai-2008 | |||||||||
![]() Museu Municipal de Arouca - Foto: CMA
E você, que pensa do novo espaço? Será viável? Faz falta a Arouca uma exposição permanente? A localização e o aproveitamento da infraestrutura existente são as ideais?
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A. J. Brandão de Pinho
disse:
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Duas ou três notas sobre o Museu Municipal: Numa primeira nota, dizer que é com agrado que vejo esta Câmara, na sequência da linha traçada pela anterior, diga-se, ter alguma sensibilidade pela museologia e, através desta, promover a recolha e preservação de peças, utensílios e espaços com interesse museológico, evitando, assim, o total desaparecimento de parte importante da identidade do nosso concelho e das nossas gentes. No dizer de António Teixeira Fernandes, «À medida que o mundo ocidental foi descobrindo o sentido da história e a sua importância para a identidade dos povos, entregou-se à constituição de museus», «O museu é, em simultâneo, um condensador de história e um aproximador de culturas.» Se, à semelhança do que já havia sido feito relativamente à Arte Sacra, havia terra necessitada de dar este passo, essa terra era Arouca. São vastos os motivos, o espólio e argumentos com interesse museológico. E, na estratégia de turismo que os nossos políticos dizem querer e estar a prosseguir, esta é uma aposta fundamental. No entanto, o edifício do extinto e efémero Mercado Municipal readaptado para cumprir esse desiderato é, no meu ponto de vista, um passo pouco ambicioso e a repensar a muito curto prazo. Terá sido, talvez, a melhor solução para tentar resolver dois problemas de uma forma mais pacífica. Mas, pela sua dimensão e localização, imagino-o readaptado a uma finalidade mais viva. Por outro lado, e no meu entender, todos os motivos de interesse museológico encontram melhor sede em muitos dos espaços devolutos e desaproveitados do Mosteiro e propriedades anexas. Não concebo outra reutilização e revitalização de parte significativa do Mosteiro que não passe pela museologia. Por isso? E se há terra que não necessite de ter várias ?capelinhas? para cumprir esta finalidade, essa terra é Arouca. Para o fim agora concebido, o edifício acabou por não ser suficientemente readaptado. O que se constata no facto de o visitante ter que fazer ?inversão de marcha? nos dois pisos, e na falta de colocação de uma divisão de pisos na parte interior aberta, onde se desaproveita parte significativa do espaço. Se não fosse este o fim e o imóvel requeresse manter a sua traça original, diria que a readaptação está excelente! Com acabamentos de qualidade e sem adulterar a fisionomia original. Porventura, uma intervenção deste género no Mosteiro, nunca será tão feliz. Depois, «Museu Municipal» é manifestamente excessivo para os temas museológicos que aí se alojaram. Arouca não é apenas Etnografia (stricto sensu), Arqueologia e Geologia! Mas, num aparente paradoxo, se mesmo só destas áreas aí se pretendesse alojar todo o espólio já existente, o espaço não seria suficiente. Portanto! É uma espécie de Museu que aparentando alojar tudo, dá abrigo a pouca coisa de uma pequena parte da museologia arouquense. É certo que só uma parte é permanente e a outra, servindo exposições temporárias, poderá cumprir a abrangência que o nome sugere. Mas, desta forma, poderá a intenção museológica servir os presentes e não chegar aos vindouros. O vasto espólio museológico arouquense, assim como o valor e delicadeza de muitas das peças e utensílios, requer espaços permanentes e definitivos! Contudo, e um pouco na linha do discurso do senhor presidente da Câmara, espero que o espaço agora aberto ao público que, normalmente, nos convida a exercícios retroactivos, seja olhado pelos seus responsáveis de uma forma prospectiva. Ou seja: que este espaço seja apenas o começo de uma contínua recolha de peças e alfaias agrícolas e outras condizentes com os temas aí alojados e, também assim, a sede de trabalho para iniciativas de sensibilização, recuperação e revitalização de pequenos pólos museológicos em estado e ambiente natural (por exemplo: lagares, alambiques, moinhos, palheiros canastros e respectivas eiras), um pouco por todo o concelho. Por fim, e apesar do referido, felicito a Câmara Municipal por este primeiro passo na área da museologia que há muito urgia dar. Neste caso, pior do que fazer mal (e aqui o mal é subjectivo), seria nada fazer! |
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Fiquei encantada com esta espantosa infraestrutura museológica. Sempre pensei que Arouca estava mesmo a precisar de um bom local onde mostrar as charruas e outras alfaias agrícolas. Dirigir uma autarquia é isso: Inaugurações e votos de louvor. Pessoalmente acho que o museu será das peças que mais marcarão a minha geração: Vamos ter um local para, nas vindas de férias, mostrar que em Arouca houve em determinada altura agricultura. Ou ainda não se aperceberam que está tudo a fugir de Arouca? Que os jovens saem para estudar e ficam nas grandes cidades por falta de futuro em Arouca? É mesmo isso que é preciso: batalhar no passado e borrifar no futuro. Gostava também que a autarquia tivesse a coragem de divulgar dados estatísticos sobre o número de utilizadores e dados do estudo de viabilidade deste tipo de iniciativas. A mim parece-me que num dia passa na cabeça de alguém fazer qualquer coisa e no dia seguinte já se está a sondar empreiteiros para fazer a obra. Não quero parecer "anti" Museu Municipal até acho engraçada a obra mas a mim parece-me mais um projecto tipo Pousada no convento, Esplanada do Parque e (aqueles currais que estão a fazer em frente ao palácio da justiça). |
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