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Passado e presente interligados
O Mosteiro de Arouca é um dos «ex-libris» do concelho e, a propósito de, no passado dia 21 de Dezembro, ter sido inaugurado o serviço de acesso livre à Internet sem fios, o ENTRE DOURO E VOUGA aproveita o ensejo para conhecer e falar sobre o que se passa dentro do monumento.
Aproveitando o facto de no passado dia 21 de Dezembro se ter inaugurado em Arouca o serviço de acesso livre à Internet sem fios, o ENTRE DOURO E VOUGA aproveitou o ensejo para conhecer e dar a conhecer aos seus leitores o que se passa dentro das paredes daquele grande imóvel que foi durante séculos habitação permanente de nobres freiras, que aí se acolhiam seguindo o exemplo da Rainha Santa Mafalda. Do passado ao presente, Arouca, com uma história de largas dezenas de séculos e concelhos circunvizinhos, têm agora ao dispor da sua população, 25 pontos de acesso livre à Internet de banda larga sem fios (hotspots), distribuídos pelos cinco concelhos da região do Entre Douro e Vouga: nomeadamente Arouca, Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Vale de Cambra. Entramos no edifício do antigo mosteiro de Arouca, onde não encontrámos uma lápide gravada referida na obra «Epigrafia Medieval Portuguesa». Mas, tivemos a oportunidade de ouvir Carlos Matos, responsável pelo espaço, explicando que a referida lápide se encontra no Museu de Arte Sacra, um património do Estado, cuja administração está entregue à Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, uma instituição que fora criada em 1886.
Museu visitado por 15 mil pessoas Aliás, o Museu de Arte Sacra de Arouca é visitado anualmente por cerca de 15 mil pessoas, tendo estas a oportunidade de admirar uma das melhores colecções do país. Neste museu existem esculturas, pinturas, ourivesaria, paramentaria e mobiliário, enfim, um sem número de peças que são de inegável valor patrimonial. Segundo Carlos Matos, a peça mais antiga em exposição é uma imagem de S. Pedro, obra do Mestre Afonso, feita no século XV. Trata-se de um fresco, uma escultura em pedra calcária em excelente estado de conservação, considerado pelos entendidos como uma das melhores esculturas da época. O antigo mosteiro de Arouca foi habitado por freiras até ao mês de Junho de 1886, altura em que faleceu a sua última habitante, a freira Maria José Gouveia Tovar. Quanto à hipótese de neste edifício ter falecido freira com mais de 120 anos, Carlos Matos explicou que se tratava duma criada, de nome Maria Rosa do Sacramento, que exercia a actividade de vigilante do mosteiro e seu património. Contudo, histórias sobre longevidades abundam neste concelhos. Por exemplo, no ano de 1720, faleceu no mosteiro uma freira de nome Toda Maria Coutinho, filha de Gastão Coutinho e de Filipa de Sousa, que nascera no ano de 1597 - portanto viveu 123 anos. Aliás, ao que se sabe, a própria rainha Santa Mafalda também faleceu no Mosteiro de Arouca com mais de 90 anos!
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