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Procurar investimentos para a região | Procurar investimentos para a região |
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| Escrito por O Primeiro de Janeiro | |
| 08-Jun-2006 | |
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A Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Serras de Montemuro, Arada e Gralheira (ADRIMAG) nasceu em 1991, está sediada em Arouca e abrange sete concelhos. O ENTRE DOURO E VOUGA entrevistou o coordenador da equipa técnica desta associação, João Carlos da Silva Pinto. Que áreas abrange a ADRIMAG? A ADRIMAG tem uma zona de intervenção de sete municípios: Arouca, Castelo de Paiva, Castro de Aire, Cinfães, Sever do Vouga, S. Pedro do Sul e Vale de Cambra. A sede está em Arouca e foi fundada em 1991. Quais as funções da ADRIMAG? É uma associação de direito privado sem fins lucrativos e tem como objectivo principal poder conseguir investimentos para a região, essencialmente, através dos fundos comunitários ou nacionais. Temos diversas vertentes e programas mais ligados à componente do desenvolvimento rural, como seja o Programa de Iniciativa Comunitária - LIDER - e o Programa AGRIS. Temos ainda uma componente de formação profissional e uma grande aposta no sector do Turismo. Os presidentes das Câmara desta zona de intervenção, nomeadamente de Arouca, Vale de Cambra e Sever do Vouga, neste momento, têm como um dos objectivos da sua gestão autárquica o dinamizar do turismo nesta região. Algumas das infra-estruturas começam a ficar concluídas e algumas das acessibilidades, felizmente, estão prontas. Qual o papel da ADRIMAG na recuperação das velhas aldeias, por exemplo a da Felgueira, em Arões? A aldeia da Felgueira, neste momento, está classificada como Aldeia de Portugal, porque a ADRIMAG, em conjunto com outras oito associações congéneres, de Entre Douro e Minho e uma de Trás-os-Montes constituíram um projecto de cooperação onde se apresentou uma candidatura ao programa LIDER. Elaboramos um caderno de normas para atribuir e conseguimos obter a marca «Aldeias de Portugal». É uma marca que está registada e neste momento estamos a proceder à classificação das aldeias que já têm alguma dinâmica e onde existe um factor económico que justifique a sua classificação como "ALDEIA DE PORTUGAL". Mas no caso de Felgueira... No caso da Felgueira, já tem um projecto extremamente interessante que se encontra enquadrado no programa PITER, onde se prevê a dinamização da aldeia, com a recuperação de algumas casas que se encontram degradadas para servir de alojamento aos turistas ou lojas de produtos regionais. Além da Felgueira, temos ainda a aldeia da Pena, em S. Pedro do Sul, com uma adega típica a funcionar e esperamos que com o próximo Quadro Comunitário se dê o arranque final em termos da recuperação de outras aldeias na nossa região, aldeias estas muito interessantes, bonitas e ainda com muita capacidade de recuperação. Como é que as populações acolhem essas iniciativas? A maior parte da população acolhe-as com muito boa vontade e expectativa. No entanto, tenho de deixar uma crítica, a meu ver construtiva: os processos que têm a ver com fundos nacionais e comunitários normalmente são extremamente morosos e levam a que as pessoas, muitas vezes, fiquem desiludidas, porque se criaram expectativas com o lançamento da iniciativa e ficam com vontade de investir. Mas o processo demora dois anos ou mais, com as tramitações através dos vários organismos e a excessiva burocratização leva a que as pessoas, por vezes, desistam, fiquem desmoralizadas ou avancem por sua conta e risco. Qual o papel das autarquias? As autarquias desenvolveram projectos interessantes, tais como a sinalização, promoção e comercialização do produto turístico. Não basta apenas pensar na recuperação de património, é preciso promovê-lo e encontrar formas de vendê-lo. Inclusivamente, há um ano, a ADRIMAG proporcionou uma viagem aos vice-presidentes das câmaras municipais da nossa área de actuação, a um lugar chamado Olote, que fica entre Barcelona e Andorra, com características naturais muito semelhante às nossas e, no entanto, recebem 200.000 turistas por ano. Os autarcas aperceberam-se de que uma promoção devidamente efectuada, uma comercialização do produto turístico em «pacote» onde as pessoas saibam que ao saírem de suas casas vêm para uma área rural com alojamento, refeições e condições para os seus filhos. É assim que se consegue promover o Turismo. Que outras iniciativas estão a decorrer no âmbito da ADRIMAG? Estamos na fase final do Quadro Comunitário. Neste momento, as verbas já são muito escassas em termos de investimento. No entanto, a partir de Setembro, a direcção da ADRIMAG, constituída pelas câmaras municipais, decidiram fazer um debate em todos os concelhos da nossa intervenção sobre aquilo que também são as ambições das pessoas em termos de desenvolvimento rural. Não estamos aqui a falar de agricultura, mas de algo muito mais vasto que isso, pois o desenvolvimento rural, além das tradições agrícolas, aposta também na diversificação. Posso citar alguns projectos concretos que foram financiados ou dinamizados pela ADRIMAG, como, por exemplo, aqui em Arouca, o Centro de Intervenção Geológica de Canelas, o Restaurante do Espinheiro, a Eco Musealização da Paisagem de Sever do Vouga, ou a Mostra Gastronómica de Vale de Cambra. Relacionado:
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