|
Bruno Teixeira, Engenheiro e director técnico das empresas FACIMAR e AROUCONSTROI é o actual presidente da Associação Empresarial e Comercial de Arouca (AECA).
A AECA, fundada em 1992, envolve os interesses de cerca de 500 empresários das actividades industriais, comerciais e de serviços, sedeados no vasto concelho de Arouca.
Desde quando está à frente da AECA e por que foi criada?
A Associação foi fundada há 15 anos. Nessa época, devido à minha idade, estava longe de pensar que haveria de dirigir os destinos desta Associação. No entanto, acredito que tenha sido fundada pelos mesmos motivos que agora a norteia: defender a actividade empresarial e económica do concelho, os comerciantes, as empresas e ser a voz dos empresários junto do poder local, estar atenta a todas as suas preocupações e levá-las às mais altas instituições, defendendo, em suma, os interesses dos empresários do concelho de Arouca.
No que toca à situação do mundo empresarial local, infelizmente o universo destes não é assim tão grande, ao contrário do nosso desejo. Contudo, existem já algumas empresas que, nos últimos anos, têm tido um crescimento acentuado. Temos assistido igualmente à instalação, em Arouca, de algumas empresas ligadas à metalo-mecânica, na área dos moldes, na injecção de plásticos, que são de empresários de concelhos vizinhos que têm escolhido esta região, principalmente as freguesias da zona do fundo do concelho, nomeadamente Chave, Escariz e Mansores.
Arouca tem boas zonas industriais?
Tem algumas, mas nem sempre as condições são as melhores. Aquelas que foram feitas com projectos camarários começaram por ter algumas das estruturas necessárias ao seu funcionamento, mas, com o crescimento e as necessidades das empresas, as estruturas providenciadas não são eficientes e os empresários queixam-se de lacunas na recolha de lixos, iluminação insuficiente e falta de segurança. É o caso da zona industrial da Farrapa. Quero, no entanto, fazer notar que o diálogo entre a Câmara e os empresários, nomeadamente através da AECA, tem decorrido de uma forma correcta e sabemos que a autarquia, atenta ao problema, está a fazer um projecto de reconversão da zona industrial da Farrapa.
os nossos empresários continuam a alhear-se e a não mostrar o que sabem fazer..
Como decorreu a última exposição organizada pela AECA, no âmbito da Feira das Colheitas?
Em termos de visitantes, tivemos mais de 10.000, o que pode ser considerado um sucesso. No que toca a expositores oriundos do concelho podemos dizer que não foi tão bom assim, pois os nossos empresários continuam a alhear-se e a não mostrar o que sabem fazer tão bem no seu próprio concelho. Temos de saber motivá-los melhor. Entre os expositores, 15 eram de outras regiões e mais não tivemos porque possuíamos espaço, pois tínhamos de reservar para os da terra. Certamente vamos, na próxima edição, abrir a exposição a todas as empresas do Entre Douro e Vouga, uma vez que as solicitações são muitas e, afinal, nós fazemos parte dessa região.
Relacionado:
|