| Nasceram trigémeos na freguesia de Canelas |
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| Escrito por Rodaviva jornal | |
| 30-Mar-2006 | |
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Um mês após o seu nascimento, RODA VIVA foi conhecer a Ana, o Afonso e o Dinis. Os primeiros trigémeos de que há memória na freguesia de Canelas. ![]() Foto: Roda Viva Jornal «Oh mãe! Ainda falta um quarto!» Diogo Rafael, 13 anos, reagiu assim quando soube que a mãe lhe ia dar não um, mas três irmãos. Estava no terceiro mês de gravidez quando Maria de Fátima Duarte descobriu que a caminho vinham três filhos. Assustada com tal perspectiva, no caminho de regresso a casa, na carrinha de transporte da firma onde o marido trabalha pouco ou nada falou. Adão Soares, o pai, preocupado, perguntou se alguma coisa estava mal. Com a lágrima ao canto do olho, Fátima diz que não, mas a novidade dos trigémeos guardará para contar quando estiverem na privacidade do seu lar. «Não te atrapalhes que ninguém há-de morrer», responderá Adão quando finalmente soube da novidade.
Foi a 10 de Fevereiro, na Maternidade Júlio Dinis (Porto) que nasceram, de cesariana e às 35 semanas, os primeiros trigémeos de que há memória da freguesia de Canelas. Às 9h22, nasce a Ana Sofia, seguem-se, pelas 9h23, o Afonso, «o do meio» como o pai lhe chama, e, finalmente pelas 9h25, o Dinis. Pesavam 1,630 kg, 1,730 kg e 1,835kg, respectivamente. Para trás ficava uma gravidez calma, apesar de risco e de ter obrigado a que Maria da Fátima tivesse de deixar de trabalhar. A barriga, dizem, «até nem era muito grande». «Por vezes, víamos algumas [grávidas] só com um e com uma barriga maior». Sobre a sua aflição inicial, Maria de Fátima esclarece que não estava preocupada com problemas económicos ou de não saber como criar os filhos. «O meu medo era que houvesse problemas de má formação dos fetos». Daí que a primeira pergunta que fez quando eles nasceram foi «se tinham saúde e se eram perfeitinhos». Questionados sobre o dia a dia com três crianças para tratar ao mesmo tempo, Adão e Fátima dizem que têm repartido tarefas, contando também com a ajuda dos familiares. No entanto e com o regresso em breve de Adão ao trabalho na construção civil, Fátima ficará sozinha com os filhos. A gozar ainda de licença de maternidade, pensa já no fim desta. Com três crianças para cuidar, o mais certo é que deixe de trabalhar. «É isso que mais me custa», revela Fátima. Quanto às despesas, e apesar de não terem ainda uma ideia concreta das mesmas, diz Adão: «isto é uma carestia monstra». «A família e pessoas amigas têm ajudado, com ofertas, mas agora é que tenho de tirar a lama das unhas», acrescenta. Com 35 e 32 anos, Adão Soares e Maria de Fátima Duarte tinham 20 e 18 anos quando casaram. Fátima é natural de Canelas. Adão está nesta freguesia, como diz, «de empréstimo». Com um filho de 13 anos e com a vida a ficar estável, decidiram aumentar a família. «Íamos ver se vinha uma cachopa, mas...», acrescenta com um sorriso de boa disposição, «veio algo mais». Para Agosto está marcado o baptizado. Essa é a altura em que uma das irmãs de Adão que está na Suíça e é madrinha vem a Portugal de férias. Antes e logo que possam sair, Ana, Afonso e Dinis irão a Fátima com os pais agradecer a gravidez e o parto sem sobressaltos da mãe. Contente com este triplo nascimento está também o presidente da Junta de Freguesia de Canelas. Joaquim Cunha, que acompanhou esta visita, trazia consigo as estatísticas de nascimento na freguesia. Em 2005, nasceram 15 bebés. Em 2006, ainda o ano vai em Março e já se contam 9 crianças nascidas. «E se as coisas continuarem assim poderá ser um ano recorde na freguesia», revela o autarca, assinalando, com contentamento: «estamos a crescer e o aumento de número de nascimentos só nos vem dar força para reivindicarmos um jardim-de-infância para a freguesia». Ana Pinto (CR 430) Relacionado:
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