| Rescaldo da Feira das Colheitas 2006 |
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| Escrito por CMA - O Primeiro de Janeiro | |
| 30-Set-2006 | |
A Feira das Colheitas e a XIII Exposição de Actividades Económicas foram inauguradas no passado dia 21, tendo contado com a presença de diversas individualidades. Os dois certames procuram mostrar o que de melhor se faz no concelho.
Fotos da Feira das Colheitas 2006 (90 fotos)
Fotos da exposição das actividades económicas 2006 Discussão sobre a Feira das Colheitas 2006 no fórum ![]()
A Feira das Colheitas e a XIII Exposição das Actividades Económicas foram inauguradas no passado dia 21. Apesar do vento e chuva que se fez sentir, estiveram presentes no evento o presidente da Associação Empresarial do Concelho de Arouca (AECA), Bruno Teixeira, o governador civil de Aveiro, Filipe Neto Brandão, o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Rui Nobre Gonçalves, e o presidente da Assembleia Municipal, Zeferino Brandão. Na ocasião, Bruno Teixeira salientou a honra da AECA de se associar ao maior evento festivo do concelho, a Feira das Colheitas, embora, segundo o mesmo, a XIII Exposição das Actividades Económicas correu o risco de não se realizar devido a dificuldades várias e não teve tantos expositores como desejavam. Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal, Artur Neves, traçou um exaustivo retrato do concelho começando por realçar que “a Feira das Colheitas” mostra o que em Arouca se considera vital para o desenvolvimento. Segundo ele, no domínio da agricultura tem de haver um desenvolvimento sustentado, acrescentando que sem o turismo, a indústria e o comércio não é possível desenvolver o território, nem nenhuma comunidade. Por isso, garantiu o edil, a autarquia resolveu implantar políticas capazes de as fazer subir a níveis mais elevados. Mais de uma década A Feira das Colheitas já se realiza desde 1994. “Mais recentemente, o pulsar da nossa indústria começa a ser a principal ocupação da população activa (mais de 51%). Com o próximo Quadro Comunitário de Apoio queremos manter e continuar a manter a tradição rural do nosso concelho e temos um projecto de reocupação dos espaços rurais abandonados assim como as antigas casas de caseiros instalando pessoas, para que possam fazer a chamda agricultura biológica”, explicou Artur Neves. temos um projecto de reocupação dos espaços rurais abandonados assim como as antigas casas de caseiros instalando pessoas, para que possam fazer a chamda agricultura biológica Mais adiante, o autarca acentuou: “Posso anunciar que apresentámos uma candidatura para que aqui se possa produzir o queijo de leite da raça arouquesa. A carne e o leite têm boa qualidade. Para mim, um campo cultivado é um jardim e um jardim que não custa dinheiro ao erário público”. “No que respeita ao desenvolvimento industrial do concelho - disse ainda Artur Neves - tomámos na autarquia uma iniciativa que foi a criação do Gabinete Via Verde que procura responder às necessidades dos investidores que precisam de respostas rápidas e estamos agora a ser copiados por outros municípios. O Gabinete entrou em funcionamento em Janeiro de 2006 e os resultados já são muito positivos”. “Fizemos uma candidatura de reconversão, em termos paisagísticos, da zona industrial da Mata e proporcionámos aos empresários bons equipamentos. A Câmara aprovou, na sua última reunião, um outro projecto de reconversão na zona industrial da Farrapa para implementação de infra-estruturas de saneamento, água, passeios, electricidade e telecomunicações. Temos igualmente um projecto associado à Via Estruturante, ao Rossio e temos também um outro em estudo e de modo articulado com Vale de Cambra e ainda outro de recolha e tratamento de sucata para se instalar na zona industrial de Vale de Cambra e que é uma parceria estendida a todos os concelhos do Entre Douro e Vouga”, referiu o presidente da Câmara arouquense. Por último, o secretário de Estado Rui Nobre salientou que Arouca estava no top das suas preocupações e era um daqueles que, no exercício das suas funções, mais tem visitado o concelho. AROUCA NA PRAÇA DA ALEGRIAFeira das Colheitas serviu de mote para conversa sobre o concelhoA manhã de 21 de Setembro teve especial significado para Arouca. A Feira das Colheitas, como cartão de visita, foi pretexto para a primeira entrevista do programa Praça da Alegria, da RTP. Durante cerca de 30 minutos, logo após a abertura do programa, o presidente da Câmara Municipal, Artur Neves, foi o convidado especial da Praça, que acolheu ainda a recriação de uma desfolhada. Não fugindo à sua recente ligação a Arouca, Jorge Gabriel não esqueceu as questões do desenvolvimento, falando com o autarca acerca do andamento do projecto de continuação da Via Estruturante, fazendo também a caracterização do concelho e contando um pouco da história da Feira das Colheitas. A meio da conversa, um grupo constituído por elementos de várias associações do concelho recriou o ambiente vivido nas desfolhadas, com os gestos e os cantos próprios. Houve tempo, ainda, para falar ao de leve sobre os doces regionais, o programa da Feira das Colheitas e as belezas paisagísticas de Arouca, que os apresentadores não se cansaram de enaltecer. Foram cerca de trinta minutos de antena, vistos um pouco por todo o mundo, que serviram para mostrar um pouco de Arouca, bem como para convidar todos aqueles que queiram visitar o concelho a aproveitar o pretexto da Feira das Colheitas, para que fiquem a conhecer melhor a identidade deste povo. Raízes celtas e tradicionais portuguesas abriram Feira das ColheitasDurante cerca de uma hora, os Mandrágora viajaram por sonoridades ancestrais, afugentando a chuva que parecia teimar em não abrandar, e cativando uma plateia bastante numerosa, tendo em conta o tempo chuvoso e o facto de ser uma quinta-feira.Vencedores do Prémio Carlos Paredes 2006, juntamente com Bernardo Sassetti, os Mandrágora trouxeram a Arouca uma nova forma de abordar as nossas raízes musicais. Com uma marca bastante celta, este grupo demonstrou que, ao contrário do que se possa pensar, a música dita tradicional não está em crise, e que é possível fazê-la com qualidade, sem desvirtuar a raiz. Aliás, a intimidade com a raiz vem do próprio nome. A mandrágora é uma espécie de maçã, que o povo acredita não só ter características afrodisíacas, como uma raiz de forma humana. «Grita quando é arrancada da terra», dizem alguns. Parece que esta Mandrágora está, de facto, bem presa à terra. Blind Zero com "Power", apesar da chuvaDefinitivamente, foi a chuva que acabou por condicionar toda a Feira das Colheitas. Um dos concertos mais aguardados, foi o mais prejudicado: o dos Blind Zero. Com a chuva, o campo municipal São João Bosco não era convidativo. Apesar disso, os Blind imprimiram a energia que os caracteriza ao concerto, apresentando também alguns temas do último álbum.Vitorino en)cantou AroucaA chuva intensa não afastou o público da Praça Brandão de Vasconcelos, na noite de sexta-feira, dia 22. Vitorino e Zé Carvalho agarraram o público desde os primeiros acordes, e foi com muitos aplausos e com vontade de ouvir mais que o público arouquense se despediu dos músicos.Bandas de música do concelho foram cartão de visitaO dia de sábado da Feira das Colheitas, tradicionalmente dedicado às bandas de música, contou, este ano, com a presença das três bandas do concelho. Uma oportunidade para o convívio entre as três associações, esta experiência foi bem acolhida e traduziu-se, no entender de muitos, num verdadeiro cartão de visita do concelho.Fontes:Notícia Inicial - O Primeiro de JaneiroRestantes textos - CMA Screen da Praça da Alegria - CMA Fogo - Arouca.biz Relacionado:
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